Crescimento da indústria é sustentado e deve continuar, afirma ministro

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Crescimento da indústria é sustentado e deve continuar, afirma ministro

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje (9) que o crescimento da indústria nacional, observado desde o ano passado e ampliado em 2007, deve continuar, já que está se dando em bases sustentáveis e com aumento dos investimentos.

Ele disse que o setor industrial avança para a utilização máxima da sua capacidade instalada, mas descartou a possibilidade de um freio no crescimento, que poderia trazer consigo aumentos de preços, já que a demanda continua aquecida. “Ao contrário de períodos anteriores, quando o aquecimento da demanda era causado por fatores exógenos, ou pelos chamados choques heterodoxos, agora é um crescimento sustentável”, ressaltou o ministro.

Miguel Jorge lembrou que, pelo 14º trimestre, há crescimento sustentado na produção da indústria e no consumo. Entretanto, destacou o ministro, “não se trata de feitiçaria, que faz com que num determinado momento aumente muito o consumo e em outro caia, porque precisou conter a demanda com intervenções no processo”. Segundo ele, tudo indica que o crescimento é sustentável e, por isso, é possível prever que continuará, pois todos os fundamentos macroeconômicos estão muito firmes.

Para o ministro, tanto o governo quanto os segmentos produtivos estão trabalhando para aumentar os investimentos, o que permitirá manter a escalada de crescimento da produção. “Se analisarmos a balança comercial do último ano, veremos que, em todos os meses, a concentração das importações está se dando em bens de capital, em máquinas e equipamentos, e isso tem se acelerado nos últimos meses, principalmente em função do câmbio. As empresas estão importando, aumentando a capacidade produtiva, se modernizando.”

De acordo com Miguel Jorge, a capacidade produtiva aumenta tanto pela expansão das empresas quanto pela mudança de equipamentos, que melhoram o nível de produtividade. Ele exemplificou com a indústria automobilística, que está usando praticamente toda sua capacidade instalada, mas vem buscando soluções para atender o aumento da demanda por bens de consumo no país, gerado principalmente pela redução na taxa de juros, que ampliou a oferta de crédito.

O ministro destacou que, juntas, montadoras e fabricantes de autopeças, têm US$ 15 bilhões de investimentos planejados para os próximos três anos, para que a capacidade instalada no país, que hoje é de cerca de 3,5 milhões de veículos por ano, chegue a 5 milhões de unidades em quatro anos. Parte desses investimentos já foi contratada por meio de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento de Econômico e Social (BNDES), acrescentou.

“Com 5 milhões, você tem capacidade, não só de produção, mas de competir, muito maior do que a indústria tem hoje. Certamente o país deve se abrir mais nos próximos anos, e essa abertura tem que fazer que nós sejamos mais eficientes.” O ministro informou que o dinheiro será aplicado em novos produtos, na ampliação de parques industriais e de novas plantas (unidades industriais), cuja instalação já está sendo negociada junto a governos dos estados.

Miguel Jorge disse que, até o final deste ano, o governo pretende ampliar o capital do BNDES a fim de disponibilizar mais recursos para investimentos na indústria.

O ministro fez as declarações depois de participar do lançamento do novo portal do Insituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) na interntet, que traz mais opções de interatividade para os usuários do órgão. Na ocasião, foram apresentadas ao ministro as diretrizes do planejamento estratégico do Inpi para os próximos anos.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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