Críticos do biodiesel estão cada vez mais ativos, mas Brasil vai em frente

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Críticos do biodiesel estão cada vez mais ativos, mas Brasil vai em frente

Lobão diz que críticos do biodiesel estão cada vez mais ativos, mas Brasil vai em frente

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

O governo brasileiro não deixará de investir na produção de biodiesel apenas porque está sendo criticado por estrangeiros com interesses específicos, afirmou hoje (16) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, antes do almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidente da Índia, Pratibha Patil, no Itamaraty.

“Os críticos estão cada vez mais ativos, mas nós vamos em frente. Seguiremos porque estamos no caminho certo. Isso é bom para o Brasil e estamos convencidos de que é bom para o mundo também”, disse o ministro, acrescentando que quem critica é porque não está produzindo o biodiesel.

O ministro Lobão disse que os brasileiros não seriam irresponsáveis de prejudicar a produção de alimentos. “O fato é que nós estamos no convencimento de que se trata de uma boa iniciativa, feliz, talentosa e está dando bom resultado. Nós vamos aumentar a mistura com o biodiesel de 2% para 3%, em seguida para 5%, e podemos ir além”, afirmou.

Ao comentar o anúncio “oficioso” do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, da descoberta de um megacampo de petróleo na Bacia de Santos, e que acabou influenciando o preço das ações da Petrobras na Bolsa de Valores, Lobão disse que nunca acreditou em má fé, mas que não faria da mesma forma.

“Eu não teria feito como ele fez. Eu estava informado, o presidente da República também tinha suas informações, a Petrobras, é claro que tinha, e mantínhamos tudo isso dentro do sigilo que deveríamos manter. Os estrangeiros, não sei como, obtiveram a informação e publicaram”, disse.

O ministro explicou que dentro de alguns meses, com a avaliação das informações que já chegaram aos centros de pesquisa, haverá dados concretos sobre o potencial real da Bacia de Santos.

Quanto à desativação completa das termelétricas, o ministro informou que será realizada uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico na próxima semana para decidir sobre o assunto.

“Se tivermos de manter alguma termelétrica funcionando, apenas por segurança, essas térmicas serão movidas apenas a gás. Nós não teremos mais nenhuma a diesel”, disse.

 

Lula chama de palpiteiro quem afirma que biocombustível reduz área de alimentos

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “palpiteiros” as pessoas que estão afirmando que a produção de biocombustível está reduzindo a área plantada de alimentos e causando alta nos preços dos produtos.

“É muito fácil alguém ficar sentado em um banco da Suíça dando palpite no Brasil ou na África. É importante vir aqui e meter o pé no barro para saber como a gente vive e saber a quantidade de terras que nós temos e a quantidade e o potencial de produção que nós temos”, afirmou.

O presidente rebateu o confronto que vem se estabelecendo entre a plantação de alimentos e os biocombustíveis.

“Como ser humano que precisa de comida todo dia, eu jamais iria aceitar qualquer tipo de política de combustíveis que fizesse a gente comer nafta [produto derivado do petróleo] e fazer combustível de soja, de outra coisa”, afirmou.

Lula também rejeitou a idéia de que a alta no preço dos alimentos é causada pelo biodiesel. O motivo, segundo o presidente, é o crescimento do consumo de alimentos.

“Não me digam que o alimento está caro nesse momento por causa do biodiesel. O alimento está caro nesse momento porque o mundo não estava preparado para ver milhões de chineses comerem, milhões de indianos comerem”, afirmou.

Aumentar a produção agrícola é, segundo Lula, o grande desafio mundial.

De acordo com o presidente, o Brasil está preparado para o debate em defesa dos biocombustíveis, que, segundo ele, não deve ser feito com paixão, mas sim com racionalidade. E destacou que a questão não deve ser discutida sob a lógica da Europa.

“Não queremos paixão, queremos que as pessoas discutam isso com racionalidade, e não discutir a partir da lógica da Europa, deixe de olhar o mapa da Europa, olhe o mapa da América Latina, da África, que a gente vai perceber que tem muita coisa para fazer, e vamos fazer”.

O presidente Lula falou à imprensa depois do almoço, no Palácio do Itamaraty, em homenagem à presidente da Índia, Pratibha Patil, que realiza visita oficial ao Brasil.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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