

Declaração de Lima não expressa posições firmes sobre temas sociais e energéticos
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Categoria(s): Biocombustíveis, Economia, Energia, Fontes alternativas, Notícias
|-> Publicado por: Maurício Machado
Brasil lançará ofensiva internacional a favor dos biocombustíveis, diz Marco Aurélio Garcia
Yara Aquino
Enviada especial
O assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou hoje (16) que o governo brasileiro lançará uma “ofensiva” internacional para obter apoio a produção dos biocombustíveis.
“Vamos continuar na nossa política, estamos obtendo cada vez mais adesões e vamos fazer uma ofensiva publicitária internacional para esclarecer isso”, afirmou Garcia que participa em Lima, no Peru, da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia, onde um dos temas em discussão é a energia.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que os biocombustíveis são a melhor alternativa para a preservação ambiental. “Cada um saberá dizer se os biocombustíveis servem para seu país ou não. Para o Brasil, serve”, disse.
Garcia reforçou a declaração dada por Lula na noite de ontem (15), ao chegar a Lima, de que as empresas petrolíferas não têm interesse na expansão do uso dos biocombustíveis.
O assessor especial da presidência também comentou a notícia de que a Interpol afirmou serem verdadeiras as informações encontradas no computador do líder assassinado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, que liga o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à guerrilha colombiana.
“A única informação que tive é que se uma pessoa ficar lendo 100 páginas por dia, vai levar anos para constatar tudo que está ali. Não é uma coisa sobre a qual temos possibilidade de qualquer reação no momento atual”, avaliou Garcia.
Questionado por jornalistas se o presidente Lula continua sendo o principal garoto-propaganda dos biocombustíveis, Marco Aurélio Garcia respondeu: “Não sei se é principal garoto-propaganda e, se há alguma tendência depreciativa nessa expressão, digo que para nós não tem esse significado”.
Declaração de Lima não expressa posições firmes sobre temas sociais e energéticos
Yara Aquino
Enviada especial
A Declaração de Lima, assinada hoje (16) pelos chefes de Estado ao final da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia, enfatiza a prioridade de integração entre os blocos econômicos da América Latina e do Caribe com a União Européia.
O texto, no entanto, não expressa posições firmes sobre temas sociais ou energéticos, como os biocombustíveis. No documento, há também recomendações nas áreas ambientais e sociais, mas sem estabelecer metas.
Um dos parágrafos trata das ações de cooperação energética relacionada a fontes de energia limpas e renováveis e apenas propõe o trabalho conjunto na conscientização sobre o impacto ambiental de sistemas não sustentáveis de consumo de energia.
Também sobre meio ambiente, há a recomendação para que as nações encontrem alternativas que viabilizem o crescimento econômico com uso menos intenso do carbono e que reduzam os mpactos das mudanças climáticas. O manejo sustentável do meio ambiente também é proposto na declaração.
No campo social, estabelece o compromisso de melhorar a qualidade de vida por meio de alternativas como o crescimento econômico acompanhado de distribuição de renda, a formalização da economia e o acesso a saneamento e água potável.
Sobre imigração, propõe a construção de um modelo que compreenda a contribuição dos imigrantes para as sociedades receptoras e a responsabilidade compartilhada entre os países de onde saem e onde vivem os imigrantes.
A 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia começou no dia 13 e foi encerrada hoje.

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