Diminuição de CO2 é meta para este século

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Diminuição de CO2 é meta para este século

Japão propõe cortar emissão mundial de CO2 à metade até 2050

Projeto ´Esfriar a Terra 50´ coloca o país outra vez na dianteira da defesa ambiental

Efe

TÓQUIO – O Japão retomou nesta quinta-feira, 24, a iniciativa da luta contra o aquecimento global e propôs reduzir à metade as emissões mundiais dos gases do efeito estufa até 2050, dentro de um plano para estender o Protocolo de Kyoto.

A proposta, chamada “Esfriar a Terra 50”, põe de novo o Japão como referência internacional na defesa do meio ambiente e ultrapassa a Europa na corrida pela liderança no ecologismo mundial na era pós-Kyoto, a partir de 2012. O tratado, criado em 1997, deve terminar em cinco anos.

A proposta japonesa, apresentada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe durante um encontro de países asiáticos nesta quinta-feira, 24, tem como principal objetivo reduzir as atuais emissões de gases do efeito estufa à metade pelos próximo 43 anos, até que a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera baixe a níveis toleráveis.

O país também está disposto a criar um mecanismo financeiro com fundos japoneses “substanciais” para ajudar os países em desenvolvimento a cumprir a redução das emissões.

Atualmente está em vigor o Protocolo de Kyoto, um tratado internacional que o próprio governo japonês considera “um primeiro passo para a redução do efeito estufa, embora com limitações” causadas pela falta consenso sobre sua aplicação.

Ecológico

O Japão, considerado um doas países mais ecologicamente corretos do planeta, toma a frente na disputa com os membros da União Européia (UE) para liderar a campanha de luta contra o aquecimento.

Os países europeus, encabeçados pela Alemanha, previam apresentar sua proposta pós-Kyoto durante o encontro do G8 prevista para junho, com um objetivo similar ao japonês, que é cortar 50% das emissões de todo o planeta, porém, os parâmetros de poluição são de 1990.

O programa “Esfriar a Terra 50” pretende estabelecer por consenso, e não por imposição, um sistema “flexível e diversificado para que cada país seja capaz de otimizar seus esforços para reduzir a poluição”, explicou Abe.

Com este método individualizado, o governo do Japão espera conseguir apoio tanto de países industrializados como em desenvolvimento, e assim trará para o projeto as nações que não ratificaram o Protocolo de Kyoto, como os Estados Unidos, China e Índia.

Apoio

A agência local Kyodo informou nesta quinta-feira, 24, que Abe conseguiu o apoio da China e dos EUA depois de reuniões em abril com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e o presidente americano, George W. Bush.

De fato, Bush se mostrou partidário de criar um marco internacional que inclua as economias emergentes para buscar um consenso sobre a redução das emissões de gases.

Segundo Abe, a chave para que a estratégia japonesa tenha êxito é que “cada país tome as medidas oportunas para lutar contra o aquecimento global de acordo com suas responsabilidades e capacidades”.

O primeiro-ministro do Japão alegou que o plano é compatível com o crescimento econômico, embora falte desenvolver uma tecnologia “que ainda não existe” mediante cooperação internacional, para criar “uma sociedade com pouco carbono”.

Alternativas

A ambiciosa proposta japonesa insiste na necessidade de aperfeiçoar os sistemas de aproveitamento da energia solar, colocar no mercado veículos menos poluentes e aumentar o uso da energia nuclear, considerada pelo Executivo japonês como “segura e de confiança” nas aplicações pacíficas.

O governo do Japão acredita que a proposta “dará frutos” na cúpula do G8 que acontecerá em Toyako, na ilha de Hokkaido (norte do Japão), em julho de 2008.

Sobre a proposta que será apresentada pelos membros da UE no próximo mês, o diretor-geral de Assuntos Globais do Ministério de Exteriores do Japão, Koji Tsuruoka, disse hoje em entrevista coletiva não saber detalhes, mas que a “visão (das propostas) pode ser compartilhada”.

No entanto, Abe apostou em exportar o “modelo japonês” ao resto do mundo, no qual se combina “tradição e tecnologia ponta para criar uma sociedade em harmonia com o meio ambiente”.

Estado de S. Paulo

Excelente projeto japonês, que mesmo apesar de ser uma ambiciosa proposta talvez pela dificuldade de alcançar o objetivo, ainda assim acredito no desenvolvimento desta idéia, difícil, porém necessária e certamente para um país que já superou a destruição, pelas bombas atômicas, de suas principais cidades e hoje está entre os países mais ricos e desenvolvidos do mundo, não há questionamento de que irão se manter entre a liderança de idéias ecologias e aplicação desses projetos não só em seu território nacional, como abrindo margem a países subdesenvolvidos a alcançarem metas necessárias para equilibrar a emissão de gás carbônico e ainda pressionar outros países como Estados Unidos, Índia e China que apresentam resistências sobre metas de anti-poluição.

Não há dúvida que diminuindo a emissão de gás carbônico, está conseqüentemente diminuindo o efeito estufa e por isso a temperatura se equilibrará ou não sofrerá sérias alterações e a importância da diminuição da poluição também para nosso bem-estar, principalmente para nossa saúde.

China: derretimento de geleiras alerta para cheias

AFP

O derretimento das geleiras do Tibete poderá provocar a pior cheia do rio Yangtsé desde 1998, quando mais de três mil pessoas morreram quando o rio mais extenso da China transbordou, noticiou nesta quinta-feira a imprensa local.

“As características meteorológicas e hidrológicas no vale do rio Yangtsé deste ano são similares àquelas de 1998”, disse Cai Qihua, vice-chefe do quartel-general de Controle das Cheias do Rio Yangtsé, citada pelo jornal China Daily.

“Deveremos estar vigilantes para uma cheia comparativamente grande no Yangtsé”, o disse Qihua ao jornal. Vastas áreas cobertas de neve derreteram no platô Qinghai-Tibete, onde nasce o Yangtsé, acrescentou o jornal, que atribuiu o inverno incomumente quente ao fenômeno El Niño, o aquecimento anormal das águas superficiais no Pacífico oriental.

Anteriormente, algumas autoridades chinesas haviam vinculado as altas temperaturas deste inverno ao aquecimento global provocado pelo homem. O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), alertou em um relatório publicado em abril que as geleiras do Himalaia estão em séria ameaça devido ao aquecimento global.

A Administração Meteorológica Chinesa previu fortes chuvas e tufões neste verão, sobretudo na região sul do país, afetando especialmente as partes baixas do Yangtsé, destacou o China Daily. Fortes cheias poderiam ser potencialmente desastrosas, já que cidades populosas como Nanquin, Wuhan e Chongqing se situam ao longo do rio, acrescentou o jornal.

Uma elevação do nível do Yangtsé também poderia representar um duro teste para a gigantesca represa de Três Gargantas, disse Cai, citada pelo jornal. Vinte e oito mil pessoas vivem em regiões perto do reservatório da represa, que poderiam ser inundadas se o nível de armazenamento de água atingir o máximo de 175 metros, alertou Cai, que pediu aos governos locais que trabalhem na evacuação a tempo.

No início do mês, a imprensa estatal alertou que a China enfrenta este ano sua maior ameaça em 10 anos de tufões, cheias, secas e calor extremo causados pela mudança climática.

Portal Terra

Esta situação não é exclusividade da China, já que com o aumento do nível do mar, várias ilhas e cidades litorâneas correm sérios riscos de aumento de enchentes ou inundação completa, agora o que pode ser julgado até como um alerta real é que a China que no comentário da notícia anterior a esta, destacamos que é um dos países que vêm resistindo a metas de ecologia, devem passar a se preocupar ainda mais com a tendência dessas catástrofes cada vez mais próximas deste país, que não deixa de ser excelente pelo seu crescimento nos últimos anos, mas a exemplo do próprio Japão (como observamos na mesma notícia – primeira deste artigo) deve pensar seriamente nas questões ambientais e não desejar apenas crescer, até porque este crescimento sem preocupações ecológicas corre o risco de sofrer sérias catástrofes e ter pelo menos uma parte afetada.

Então ao diminuirmos a emissão de gás carbônico na atmosfera e com isso mantendo a temperatura na Terra constante, o risco de haver ilhas e cidades litorâneas inundadas devido ao derretimento das geleiras (pelo aumento da temperatura) provocando o aumento do nível do mar será menor, ou será possível ser controlado com barragens e infra-estrutura humana. Sem dúvida a idéia de que a arquitetura construída pelo homem pode suportar mais alguns anos de poluição jamais deve ser colocada como justificativa, até porque não poderemos ter noção da intensidade que a próxima catástrofe pode vir e principalmente para não piorar ainda mais a situação de degradação ambiental e tornar as soluções cada vez mais complexas para sua resolução.

Poluentes representam alto risco para fetos e bebês

Se expostos a estas substâncias, fetos podem nascer doentes e deformados

Reuters

OSLO – Os fetos e os bebês são mais vulneráveis do que se imaginava a poluentes químicos que podem provocar doenças e deformidades, mesmo em quantidades inofensivas para os adultos, disseram cerca de 200 cientistas nesta quinta-feira, 24.

Os pesquisadores defenderam a adoção de um controle mais rígido sobre produtos tóxicos, alguns dos quais usados na fabricação de plásticos e pesticidas, afirmando que essas substâncias podem gerar falhas em estágios fundamentais do crescimento, levando a eventuais danos cerebrais, má-formação e câncer.

“O estágio fetal e a primeira infância são períodos de grande vulnerabilidade aos riscos ambientais”, afirmaram toxicologista, biólogos, pediatras e outros especialistas de várias partes do mundo após um encontro realizado nas Ilhas Faroe.

“A exposição tóxica a poluentes químicos durante esses períodos de grande suscetibilidade pode provocar doenças e deformidades nos bebês, nas crianças e em todo o período da vida adulta”, disseram no comunicado final do encontro, realizado entre os dias 20 e 24 de maio.

Em alguns casos, danos aos genes “podem também ser passados para gerações subseqüentes”, afirmaram os cientistas presentes no evento, patrocinado em parte pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Estamos começando a compreender que há processos bastante delicados que precisam ocorrer em um determinado momento e em uma determinada seqüência”, afirmou Philippe Grandjean, presidente do encontro e membro da Universidade da Dinamarca Meridional e da Faculdade de Saúde Pública de Harvard.

Estado de S. Paulo

Com a diminuição de poluição na atmosfera, além de diminuir a probabilidade de grandes catástrofes ambientais ocorrerem como a inundação de ilhas e cidades, diminuirá também a probabilidade de afetar em grandes proporções a saúde humana, que devido à poluição corre sérios riscos, principalmente os fetos e bebês, pois não apresentam grande resistência aos riscos ambientais já que têm seus sistemas imunológicos em formação e adaptação para o ambiente. Sofrer as conseqüências da poluição antes mesmo de nascer, ninguém desejaria isso, então vamos pensar nessa futura geração e impedir que eles sofram com estas conseqüências de toda degradação como já ocorreram vários casos como esses, citando como exemplo Cubatão onde houve uma época que devido a intensa poluição crianças nasciam sem cérebro, e para que também nós não soframos com essa poluição descontrolada, que é ditada como justificativa do progresso. Mas obviamente poluir menos, não significa produzir menos, basta ter inteligência para desenvolver e aplicar tecnologias que mantenham o nível de desenvolvimento sem poluir tanto, e mesmo que inicialmente ocorra um alto investimento, isso será recompensado com futuras manutenções e pela toda preservação ecológica.

* As notícias anexas com os comentários do autor são do mesmo dia desta publicação: 24 de maio de 2007

Concluímos mais uma publicação do projeto AmaNatureza em que foram reforçadas idéias já abordadas e explicadas com base em outros fatos, ao serem anexadas notícias publicadas em grandes jornais de fontes precisas. Este projeto está chegando em seu 1º mês completado desde o dia de sua publicação (28 de abril de 2007), e esperamos que você mesmo que ainda não tenha lido todos os artigos, mas pelo que já deu para fundamentar suas idéias, de que esteja fazendo sua parte em prol ao meio ambiente, esteja agora mais consciente sobre as questões ambientais, divulgando essas idéias para amigos e fazendo parte deste projeto com objetivo de fazer as idéias aqui expostas exercerem grande influência na mídia chegando como alerta as autoridades para investirem em aplicação das soluções abordadas sobre a degradação ambiental.

E para você que ainda não se conscientizou em relação às questões ambientais e não concorda com algumas ou várias coisas expostas neste site, demonstre seu ponto de vista, quem sabe não poderemos esclarecer melhor sobre suas idéias ou ainda você nos convencer sobre outras soluções em relação à poluição descontrolada.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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