Discussão referente ao combate às mudanças climáticas

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Discussão referente ao combate às mudanças climáticas

Especialistas discutem capacitação dos países para combater mudanças climáticas

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Especialistas de cerca de 30 países, reunidos no Rio de Janeiro desde ontem, discutem os esforços que vêm sendo feitos em termos de monitoramento e avaliação de capacitação em países em desenvolvimento para o combate às mudanças climáticas. O relatório final do encontro será encaminhado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

O documento vai para análise na 14ª Conferência das Partes (COP 14) em Poznán, na Polônia, que  ocorrerá de 1º a 12 de dezembro deste ano, junto com o 4º Encontro das Partes do Protocolo de Quioto (MOP-4). O texto também será examinado no encontro de junho de 2009. O coordenador da Comissão Interministerial do Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Newton Paciornik, disse à Agência Brasil  que o seminário  visa dar o subsídio para a discussão política que ocorre nas reuniões mais amplas.

A Convenção Mundial do Clima estabelece uma série de assuntos relacionados à mudança do clima que todos os países signatários do documento têm que implementar. Newton Paciornik disse que a questão da capacitação é um dos temas mais importantes para os países em desenvolvimento, sobretudo aqueles mais pobres. E essa capacitação envolve não só  recursos das nações desenvolvidas para financiamento às ações de combate às mudanças climáticas nos países emergentes, mas também transferência de tecnologia, entre outros itens relevantes, citou Paciornik.

Ele destacou que atualmente a avaliação dos instrumentos que vêm sendo utilizados para mitigação das mudanças do clima é muito subjetiva. O seminário técnico, que se encerra hoje (7), discute exatamente como fazer isso da maneira correta.

O coordenador da Comissão Interministerial do Clima do MCT afirmou que, no caso brasileiro,  todos os compromissos assumidos pelo país quando assinou e ratificou a Convenção Mundial do Clima estão sendo atendidos. Além de elaborar relatórios periódicos  à Convenção relatando todas as ações realizadas em termos de mudança do clima, Paciornik informou que os inventários  de emissões de gases do efeito estufa feitos pelo Brasil são uma forma de capacitação que o governo tem perseguido. “É a forma de envolver todas as instituições que conhecem a questão e as emissões de gases do efeito estufa no inventário”.

O Brasil está buscando também ampliar  a capacitação entre os países em desenvolvimento, dando a eles condições de realizarem essas ações de combate às mudanças climáticas através de financiamento. “É compromisso dos países desenvolvidos fornecer as formas de financiamento para que os países emergentes aumentem sua capacitação”, enfatizou.

No sentido de estreitar a colaboração entre os países em desenvolvimento, Paciornik lembrou que vêm sendo  elaborados  modelos de clima para a América do Sul pelo MCT em conjunto com o Centro  de Previsões do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mais de 15 países  do continente já estão integrados ao estudo e a idéia é aumentar esse leque. “A gente  não está apenas trabalhando no aumento da capacitação no Brasil,  mas  também para o aumento da capacitação da região”.

Este ano, foram feitos contatos também com especialistas de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, entre outros países africanos, visando repassar a experiência brasileira para as nações de língua portuguesa na África  com o objetivo de promover sua  capacitação para as  mudanças do clima.

 

Brasil cumpre tarefa de reduzir gases de efeito estufa, diz coordenador de comissão do clima

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

O Brasil está cumprindo com os compromissos firmados internacionalmente quanto à redução de emissões dos gases de efeito estufa, avaliou hoje (7), em entrevista à Agência Brasil, o coordenador da Comissão Interministerial do Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia, Newton Paciornik.

Embora não exista nenhuma meta estabelecida para os países em desenvolvimento, os projetos do chamado Mecanismo do Desenvolvimento Limpo (MDL), implantados no país, vêm cumprindo o seu objetivo. “O que a gente entende é que tem que fazer e mostrar que a gente está fazendo, independente de ter ou não ter metas,  porque isso é um objetivo global”, destacou.

De acordo com  dados da Organização das Nações Unidas (ONU) atualizados hoje, o número de projetos  registrados  no Conselho Executivo do MDL totaliza 1.197 em todo o mundo, dos quais 146 estão no Brasil. Em setembro deste ano, os projetos registrados no conselho alcançavam 1.112, sendo 142 brasileiros.

Segundo Paciornik, a redução anual projetada de emissões de gases causadores do aquecimento global é de 229,909 milhões de toneladas no mundo. No Brasil, a redução de emissões prevista por ano, para o primeiro período de obtenção de créditos, que pode ser de, no máximo, dez anos para projetos de período fixo ou de sete anos  para projetos de período renovável, é de  19,515 milhões de toneladas, segundo a ONU.

Mecanismo de compensação incluído no Protocolo de Quioto a partir de uma proposta brasileira, o MDL prevê que parte da redução das metas dos países desenvolvidos pode ser feita através de atividades e projetos realizados em países emergentes. “A gente considera que essa é a forma correta dos países em desenvolvimento colaborarem com esse esforço global. E nós estamos realmente muito satisfeitos com os resultados desses projetos, inclusive porque eles têm uma contribuição forte para o desenvolvimento sustentável”, comentou Paciornik.

A maior parte dos projetos MDL realizados no Brasil  se refere às áreas de energia renovável, com destaque para pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), biomassa de reservas florestais e de cana-de-açúcar; aterros sanitários e fazendas de suínos, de acordo com o coordenador da comissão.

A região Sudeste lidera com o maior número de projetos, com destaque para os estados de São Paulo (21% do total nacional) e Minas Gerais (14%). Em seguida, em termos de participação nacional, aparecem Mato Grosso e Rio Grande do Sul, com 9% cada.

Especialistas de cerca de 30 países se reuniram hoje no Rio de Janeiro para discutir os esforços que vêm sendo feitos em termos de  monitoramento e avaliação de capacitação de países em desenvolvimento para reduzir os impactos das mudanças climáticas.

Agência Brasil

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