Discussões aceleradas sobre mudanças climáticas

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Discussões aceleradas sobre mudanças climáticas

Representantes de 28 países discutem em São Paulo mudanças climáticas

Agência Brasil

Representantes de governos e de agências da área ambiental de cinco continentes participam ontem (14), em São Paulo, do 3º Encontro Latino-Americano sobre Mudanças Climáticas.

Organizado pela Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o encontro começa às 9h no auditório do Parque do Ibirapuera. O objetivo é traçar o desenho de um sistema internacional para o enfrentamento das questões do aquecimento global, que contemple os esforços dos países da América Latina e Caribe e, particularmente, os esforços dos estados brasileiros para combater o efeito estufa.

Será divulgado, durante o evento, o primeiro inventário de CO2 (dióxido de carbono) do estado de São Paulo, que aponta os 100 maiores emissores dos gases geradores do efeito estufa.

Além disso, as delegações de 28 países que já confirmaram presença vão discutir o incentivo do uso de energias renováveis, a eficiência energética e mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL). Eles devem fechar um acordo de redução da emissão de dióxido de carbono, a ser levado, como proposta da Rede de Governos Regionais, à próxima cúpula mundial do clima, marcada para dezembro de 2009, em Copenhague.

 

Transporte supera a indústria nas emissões de CO2 em São Paulo

Paulo Montoia
Repórter da Agência Brasil

As emissões de dióxido de carbono (CO2) de veículos de transporte terrestre e aéreo no estado de São Paulo já superam, e muito, as emissões da indústria, de acordo com estudo divulgado ontem (14) pelo secretário de Meio Ambiente do estado, Francisco Graziano Neto. Um aspecto atenuante do dado é que os combustíveis usados no estado são majoritariamente renováveis.

Segundo o estudo da secretaria, as emissões de CO2 da indústria em 2006 totalizaram 38,01 milhões de toneladas (Mt, ou bilhão de quilos) e a dos veículos de transporte em terra e no ar foram 13,5% maior, estimadas em 43,14 Mt.

A situação só não acena para um “futuro mais esfumaçado”, de acordo com o secretário, porque 77% dos combustíveis queimados no estado já são renováveis.

O estado de São Paulo produz 70% de todo o etanol do país e o combustível tende a ser prioridade gradualmente pelos proprietários de veículos de passeio e outros com motor flex gasolina-álcool.

O óleo diesel lidera nas emissões no ano, com 23,53 Mt, seguido pela gasolina, com 15,18 Mt, e o querosene de aviação, com 4,43 Mt.

Graziano Neto apresentou parte de um estudo, que está sendo finalizado por sua secretaria, aos participantes do 3º Encontro Latino-Americano e Caribenho da Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável.

O levantamento abrange as emissões de 371 das maiores indústrias paulistas, das quais 329 já foram compiladas.

O secretário antecipou que apenas as cinco maiores indústrias (três refinarias, uma siderúrgica e uma petroquímica) emitem juntas 60% de todo o CO2 industrial do estado.

Os ramos que mais poluem são o siderúrgico (21,27 Mt, 56% do total) e o petroquímico (9,6 Mt, 25%). Os demais setores apresentam emissões consideravelmente menores: 3,18 Mt no de química e 2,29 Mt em papel e celulose. Todos os demais setores emitiram menos de 0,7 Mt de CO2 em 2006.

De acordo com Graziano Neto, São Paulo emitiu em 2006 18,5 Mt de CO2 resultado da queima de combustíveis não-renováveis e 60,9 Mt proveniente de combustíveis renováveis, como o etanol, o bagaço de cana, a lixívia (licor negro), a lenha de reflorestamento, o biogás e o biodiesel. Se todo o combustível fosse fóssil e não-renovável, as emissões no ano teriam sido 50 Mt maiores.

O secretário informou já ter em mãos os nomes das 100 empresas com maiores emissões de CO2 no estado, mas que decidira não divulgar, como anunciado. Segundo ele, o governo decidiu dar um novo prazo de 15 dias às empresas que ainda não entregaram seus dados de emissões e a secretaria ainda não concluiu a verificação dos dados já recebidos.

 

União Européia quer plano de combate às mudanças climáticas ainda em 2008

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Os líderes da União Européia (UE) anunciaram ontem (14) que o bloco pretende fechar ainda este ano um cronograma para cortar em 20% a emissão de dióxido de carbono (CO²) até 2020, se comparados aos níveis de 1990. O CO² é um dos gases de efeito estufa, considerados causadores do aquecimento global.

O plano europeu de enfrentamento de mudanças climáticas deve ser apresentado em meados de setembro, de acordo com as informações divulgadas durante o encerramento da Reunião de Cúpula da UE, em Bruxelas (Bélgica).

No texto das conclusões do Conselho Europeu, os líderes dos 27 países do bloco destacam que “em 2008, o desafio consiste em obter resultados” no âmbito das alterações climáticas e da política energética.

De acordo com o primeiro-ministro português, José Sócrates, o bloco está decidido “a fazer o que deve para reduzir emissões e obter um acordo internacional no âmbito das Nações Unidas, com métodos e objetivos bem fixados”.

Durante a reunião, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou que vai dirigir uma campanha internacional contra as mudanças climáticas. Apoiado pelos Estados Unidos, pela União Européia, Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo atual premiê britânico, Gordon Brown, Blair comprometeu-se a elaborar um projeto para diminuir as emissões de dióxido de carbono pela metade, até 2050.

A iniciativa incluirá a América e a China nas estratégias para frear o aquecimento global. Blair apresentará um relatório do projeto na reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia), em julho, no Japão.

Na última quarta-feira (12), o governo britânico anunciou a inclusão de medidas ambientais no orçamento do Reino Unido de 2008. Tarifação extra de combustíveis, subsídios para carros com baixos níveis de poluição e uma lei que definirá taxas para uso de sacos plásticos estão entre as medidas. O governo britânico também espera zerar as emissões de carbono em prédios não-residenciais a partir de 2019.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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