Dos animais silvestres vendidos ilegalmente, 90% morrem logo após deixar o habitat

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Dos animais silvestres vendidos ilegalmente, 90% morrem logo após deixar o habitat

Da Agência Brasil

Cerca de 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat, conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com o objetivo de orientar a população sobre a importância de se manter o animal na natureza e coibir o tráfico e comércio ilegal no país, o Ibama realiza até o dia 23 de dezembro a campanha Viagem é o Bicho. Mas sem Bicho, nas rodovias que ligam Brasília à Região Nordeste.

“Estamos fazendo a campanha para mostrar que não é interessante comprar animal silvestre em viagens e mantê-lo em casa sem autorização. Isso é crime ambiental”, diz o chefe de fiscalização do Ibama do Distrito Federal, Hugo Brito.

Em entrevista hoje (15) à Rádio Nacional da Amazônia, Brito disse que os animais que aparentam comportamento amigável são os preferidos no momento da compra. Micos, papagaios, araras, peixes ornamentais estão entre as principais espécies vendidas ilegalmente.

Entretanto, ele explicou que o animal é embriagado para parecer manso. “A pessoa que está comprando é praticamente cúmplice de um crime ambiental. Os danos que isso traz ao ambiente são muito grandes”, afirmou.

Brito informou que não é apenas a compra do animal que configura crime ambiental. Adquirir parte dele, como carne de caça ou simplesmente uma pena que enfeita um brinco, também é exemplo do delito. “As penas que o pássaro solta não são viçosas e bonitas para o artesanato. Essa pena ou foi arrancada de um exemplar vivo ou esse animal foi abatido para que essas penas fossem retiradas.”

Brito apontou outra preocupação conseqüente do comércio e tráfico ilegal de animais silvestres: as doenças que podem surgir a partir de microorganismos presentes no animal, sendo que muitas delas ainda não foram catalogadas. Como exemplo, citou o vírus da hantavirose, que há seis ainda não havia sido diagnosticado em áreas urbanas.

“As pessoas estão invadindo as áreas que são de proteção, tornando maior o contato dos animais silvestres com as áreas urbanas. Junto com os animais, as doenças também chegam às cidades. São males que acabam sendo disseminados rapidamente entre a população”, destacou.

Durante os dias de divulgação da campanha Viagem é o Bicho. Mas sem Bicho, o agente do Ibama informou que o trabalho será apenas de educação, mas que, passado esse período, serão feitos monitoramentos com aplicação de multas. “Depois de passarmos o conhecimento para o pessoal, a gente tem a obrigação de fazer a autuação daqueles que insistem em comprar e manter o animal em casa.”

Quem for pego com animais silvestres pode receber multa no valor de R$ 500 por item apreendido. No caso de animais silvestres que constam na lista de extinção, a multa sobe para R$ 5 mil.

Agência Brasil

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