

Economia já exerce menor pressão sobre o consumo de energia
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Categoria(s): Auto-suficiência, Desenvolvimento sustentável, Energia, Notícias, Usinas
|-> Publicado por: Maurício Machado
Economia já exerce menor pressão sobre o consumo de energia, afirma Tolmasquim
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
O crescimento sustentado da economia, alterações no perfil de produção da indústria (hoje cada vez mais voltada para a autoprodução), o aumento da produtividade do setor e o aumento das importações estão alterando a relação entre o crescimento econômico do país e a expansão do consumo de energia.
Esta é uma das principais constatações do novo Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE, para o período 2008-2012, divulgado ontem (16), pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
De acordo com o estudo, o maior crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB - soma de todas as riquezas produzidas no país), nos próximos dez anos não significará que o país tenha que aumentar seu consumo de energia acima do previsto.
“O plano capta uma alteração estrutural que está havendo no Brasil extremamente positiva - com o país do ponto de vista energético se aproximando das economias desenvolvidas. Ou seja: ele consegue crescer precisando de uma expansão não tão grande do consumo de energia”, avaliou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
O executivo lembrou que, no passado, para um crescimento de 1 ponto percentual no PIB eram necessários 2 pontos percentuais no consumo de energia.
“Este percentual caiu para 1,5 ponto percentual, depois para 1,3 e atualmente você se aproxima de 1 ponto percentual - o que é muito próximo dos países em desenvolvidos”, afirma.
Os dados divulgados pela EPE indicam que, em 2007, o consumo total de energia elétrica no Brasil (consumo da rede mais a autoprodução das empresas) cresceu 5,8%, taxa ligeiramente superior ao crescimento da economia - de 5,4% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Esse resultado traz implícitos importantes elementos de mudanças estruturais na economia nacional, como o aumento da eficiência no uso da energia em geral - em que se destaca a autoprodução de eletricidade, em função do maior aproveitamento da energia consumida nos processos industriais - e no uso de energia elétrica em particular”, afirma o documento.
Consumo médio residencial de energia só volta ao patamar de 2001 em nove anos, mostra estudo
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Somente em 2017 o consumo médio residencial deve chegar próximo ao verificado antes de 2001 - ano do racionamento de energia elétrica.
A previsão consta do novo Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE - para o período 2008-2017, divulgado ontem (16) pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim - responsável pelo estudo.
Os dados divulgados pela EPE - empresa responsável pelo planejamento energético do atual governo - prevêem que o consumo das residências deverá evoluir a taxas de 5,3% ao ano, em média.
Com isto, a demanda média por consumidor residencial chegará, em 2017, a 185 quilowatts/hora por mês - valor apenas 3% superior ao recorde de 180 quilowatts/hora por mês de antes do racionamento de 2001.
As previsões da EPE são de uma expansão de 7% ao ano no consumo do setor comercial, enquanto a demanda na indústria suprida pela rede elétrica crescerá, em média, 3,9% ao ano.
“A taxa relativamente mais baixa de expansão do consumo industrial se deve ao forte incremento da autoprodução neste segmento, cuja taxa projetada de expansão anual é de 11,4% - índice superior à média histórica registrada (8% ao ano)”, informa a EPE.
Regionalmente, os dados indicam que, nos próximos dez anos, o subsistema Norte crescerá 8,1% ao ano; o Nordeste, 5,2%; enquanto o subsistema Sudeste/Centro-Oeste expandirá 4,8%; e o Sul, 4,4% ao ano.

