Empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala

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Empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Uma empresa brasileira vai produzir anualmente 200 mil toneladas de matéria-prima para a produção de plásticos a partir da cana-de-açúcar, um material totalmente biodegradável que pode se decompor na natureza um ano depois de descartado. O plástico tradicional, que tem o petróleo como matéria-prima, leva mais de 200 anos para degradar-se completamente.

Outras empresas também já usam tecnologias para produção de plástico biodegradável no país, mas agora essa experiência é de larga escala. A iniciativa é da empresa petroquímica Braskem que vai lançou quarta-feira (22) em Triunfo, no Rio Grande do Sul, a pedra fundamental do Projeto Verde da Braskem, planta industrial da fábrica cujas obras vão gerar 1.500 empregos.

A unidade deverá estar concluída no final do próximo ano e consumirá investimentos de R$ 500 milhões. Segundo o responsável pela comercialização de polímeros verdes da Braskem, Luiz Nitschke, essa será a primeira operação em escala comercial no mundo da produção de polietileno verde a partir de matéria-prima 100% renovável.

Nitschke informou que a produção será destinada ao mercado do produto alternativo, que consome em todo o mundo 70 milhões de toneladas de polietileno por ano. O consumo de plásticos provenientes de todas as origens chega a 200 milhões de toneladas ao ano, de acordo com ele.

Ele explicou que, inicialmente, será usada cana proveniente de São Paulo, mas o projeto vai estimular também a exploração da cultura no estado. O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O polietileno biodegradável vai ser produzido a partir de uma resina sintetizada do etanol e permitirá a fabricação de tanques de combustível para veículos, filmes para fraldas descartáveis, recipientes para iogurtes, leite, xampu, detergentes.

O polietileno é fornecido à indústria em forma de bolinhas que são então transformadas nas embalagens ou em peças para diversas finalidades, como para a indústria de brinquedos.

Nitschke afirma que usar álcool para produzir polietileno não vai provocar impacto na produção de açúcar ou de combustível, tendo em vista a potencialidade do Brasil nessa área. O país, conforme destacou o executivo, produz 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e praticamente metade vai para a industrialização do etanol e os 50% restante, para a produção do açúcar.

A planta que a Braskem terá funcionando no ano que vem envolverá o uso inicial de 400 milhões de litros de álcool.

De acordo com Nitschke, a agropecuária usa 220 milhões de hectares para a criação de gado e 3,4 milhões para a de cana, o que representa apenas 1% da terra arada no Brasil. Para ele, “não há equação possível, em relação à cultura da cana, que justifique embaraços aos planos da matriz energética nacional”.

Ele disse, ainda, que a ampliação do potencial de produção da fábrica de polietileno verde de Triunfo, nos próximos anos, dependerá da demanda do mercado internacional. Nitschke lembrou que o polietileno verde substitui a matéria-prima proveniente de reservas fósseis oferecendo um produto de fonte renovável e que fixa o gás carbônico com a síntese da resina obtida para a produção do polietileno.

O plástico biodegradável libera gás carbônico e água quando se decompõe e não libera substâncias tóxicas.

A inauguração da planta da Braskem, logo mais, às 16 horas, deverá contar com a presença da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff.

Agência Brasil

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  1. Gustavo
    Gustavomaio 08, 2009

    Prezados,
    Desculpem decepciona-los, mas o polietileno nao eh biodegradavel, independente de ser produzido a partir de biomassa ou residuos fosseis. Procurem a noticia original na agencia Brasil.
    Um abraco e nao percam a esperanca!
    Gustavo.

  2. Redação AMAmaio 08, 2009

    Gustavo, obrigado pela aviso da atualização. Segue a correção na íntegra da Agência Brasil:

    Agência Brasil errou

    Da Agência Brasil

    Ao contrário do que foi publicado na matéria “Empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala”, o plástico que será produzido pela empresa petroquímica Braskem, em unidade que será construída em Triunfo (RS), não é biodegradável.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, a Braskem informou que o polietileno verde que será produzido pela empresa não tem características de biodegradação, processo que produz água e emissão de gás carbônico na atmosfera. O plástico da Braskem, que será feito a partir do etanol, absorve mais gás carbônico da atmosfera do que emite ao longo de seu ciclo de vida, considerando desde o cultivo da cana-de-açúcar à reciclagem do plástico depois de descartado.

    A assessoria afirmou também que um dos principais diferenciais do plástico verde da empresa é que, a cada tonelada produzida, serão capturadas 2,5 toneladas de gás carbônico, o que leva a concluir que o material colabora para redução do efeito estufa.

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