Esforços globais são necessários para resolver um problema global

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Esforços globais são necessários para resolver um problema global

José Manuel Durão Barroso, presidente da União Européia (UE), solicitou mais empenho de países emergentes como China, Índia, Rússia, Brasil, Argentina, para se comprometerem com esforços mais significativos de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Segundo ele, todo o mundo deve ter metas para redução de gases poluentes, embora diferenciados, já que países mais pobres que não poluem tanto, não são necessários apresentarem uma redução extremamente ambiciosa. O importante é todos contribuírem para mitigar o aquecimento global.

José Manuel alertou ainda que as metas adotadas no protocolo de Kyoto pelos países desenvolvidos estão abaixo do mínimo necessário para frear os impactos do efeito estufa. Assim como também já discutimos, é preciso metas mais ambiciosas na redução de gases poluentes para reverter uma situação gravíssima, por isso é necessário revisar o acordo do Kyoto e propor um acordo mais rígido e mais abrangente, definindo metas para todos os países.

A União Européia que é responsável por 14% das emissões de gás carbônico (CO2) no mundo já definiu metas rigorosas para até 2020 apresentar uma redução de 8%, uma diminuição superior a 50%. Mas como o aquecimento é um problema que atinge todo planeta (global), necessita também de esforços globais para resolvê-lo.

Para países assim como o Brasil é muito importante frear o desmatamento na região amazônica e reduzir suas emissões investindo em fontes alternativas de energia, entre outras técnicas possíveis.

Sérgio Serra, embaixador do Brasil para mudanças climáticas informou que o país irá assumir metas mais ambiciosas para frear o aquecimento global, porém o Brasil não está disposto a aceitar metas obrigatórias para reduzir as emissões.

Para o embaixador brasileiro será uma boa estratégia, para reduzir as emissões, a ampliação da utilização de combustíveis renováveis em que a União Européia realizou um acordo neste ano com o Brasil para desenvolvimento de novas tecnologias utilizadas para produção de biocombustíveis, representando ainda um sinal de confiança entre a Europa e o Mercosul.

Essa parceria será importante para se buscar novas soluções em biocombustíveis e o aumento da demanda no mercado internacional que beneficiará inclusive produtores pobres, mas é importante que sejam analisados impactos ambientais do aumento da produção de biocombustíveis para se evitá-los, não sendo permitido, por exemplo, desmatar áreas da Amazônia para cultivo de cana-de-açúcar, matéria-prima para produção do álcool etanol (biocombustível).

Com biocombustíveis ecologicamente sustentáveis sendo produzidos pelo Brasil, manterá aberto o mercado com a Europa, já que a substituição de combustíveis fósseis é uma ação urgente a ser adotada.

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Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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