Estudo quer obter silício de alta pureza usado na fabricação de painéis solares

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Estudo quer obter silício de alta pureza usado na fabricação de painéis solares

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Estudo para a obtenção de silício de alta pureza que serviria à indústria de energia solar e eletrônica está sendo desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para isso, o Cetem tem a parceira da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) e da Universidade de Campinas (Unicamp), entre outros.

Segundo o diretor do Cetem, Adão Benvindo da Luz, o governo está montando um programa para a obtenção de silício para a área de energias alternativas. E o Cetem colabora com esse esforço, segundo disse Adão da Luz hoje (18), dia em que o Cetem completa 30 anos de atividades na área de tecnologia mineral.

“O silício é matéria-prima usada para a fabricação dos painéis solares, que usam células fotovoltaicas, para transformar a energia solar em energia elétrica. O grande desafio agora é você produzir esse silício de grau solar porque, no momento, ele é importado”, esclareceu.

Segundo ele, o objetivo da pesquisa é permitir que o Brasil complete a cadeia produtiva. Hoje, o país fabrica as células fotovoltaicas, mas não produz o silício de grau solar. “Essa cadeia precisa ser fechada”, observou o diretor do Cetem. Ele acredita que o programa se estenderá pelos próximos cinco anos. “É um programa de médio a longo prazo”, afirmou. Os investimentos deverão ser oriundos do fundo setorial CT Energia.

Outro estudo desenvolvido por pesquisadores do Cetem é sobre a biodegradação de resíduos orgânicos, usando a técnica de biotecnologia. “Já temos protótipo patenteado. Já foi feito o piloto e agora vai para o ensaio de aplicação industrial”, disse o diretor da instituição.

O objetivo é usar micro-organismos para degradar os resíduos orgânicos e evitar a queima de óleo que emite gás carbônico (CO2) para a atmosfera. O projeto está em fase de contratação e seus resultados deverão ser divulgados ainda este ano. A pesquisa está sendo feita para a Petrobras.

Foram inaugurados hoje, no Cetem, quatro laboratórios, nos quais foram investidos R$ 5 milhões com recursos dos fundos setoriais e da Petrobras. São os laboratórios de Tratamento de Minérios e Metalurgia Extrativa; Mini-Usina de Flotação; Análise Química; e Materiais de Referência e Certificados.

O Cetem é considerado uma referência do setor mineral brasileiro. Desde sua criação, em 1979, já desenvolveu mais de 800 projetos de pesquisa para cerca de 180 empresas dos setores de mineração, metalurgia, química e de materiais. “O Cetem está estruturado para atender a pequena, a média e a grande empresa. Não fazemos distinção”, afirmou Adão da Luz.

Ele destacou, dentre os projetos realizados pelo Cetem, a obtenção do ouro de alta pureza para a Casa da Moeda do Brasil e o desenvolvimento do processo de obtenção de concentrado de zinco silicatado para o grupo Votorantim. O desafio agora, segundo relatou o diretor da unidade de pesquisa, é trabalhar com os agrominerais e com os minerais industriais, no sentido de tentar manipular suas propriedades para agregar valor; e trabalhar na área de biotecnologia. “Essas são as áreas que a gente pretende focar”, revelou.

Agência Brasil

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Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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