Eua e China vão sofrer pelas suas atitudes se não aceitarem metas ambientais

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Eua e China vão sofrer pelas suas atitudes se não aceitarem metas ambientais

EUA rejeitam posição alemã sobre cortes de emissões de CO2

25 de maio de 2007

Com rejeição, deverá ocorrer impasse na reunião do G8, ocasião em que se discutirá aquecimento

Reuters

LONDRES – Os Estados Unidos rejeitaram a tentativa da Alemanha de fazer com que o G8, grupo dos oito países mais industrializados, determine cortes maiores nas emissões de dióxido de carbono (CO2), segundo um documento preliminar que será apresentado na reunião do grupo, no mês que vem.

Como os termos da rejeição são bastante veementes, fica armado o cenário para um impasse na cúpula a ser realizada no resort alemão de Heiligendamm, entre 6 e 8 de junho.

“Os EUA têm preocupações sérias, fundamentais sobre este rascunho da declaração”, diz em letras vermelhas uma observação no início do comunicado obtido pela agência de notícias Reuters nesta sexta-feira, 25.

A Alemanha, que preside o G8, quer que a cúpula determine metas e cronogramas para o corte drástico na emissão de carbono e para a melhora na eficiência no uso da energia para o transporte.

“O tratamento das mudanças no clima vai contra nossa posição (EUA) e cruza vários ´limites´ em termos daquilo que nós simplesmente não podemos concordar”, lê-se no documento preliminar.

A chanceler alemã, Angela Merkel, com o apoio do Reino Unido, quer que o G8 chegue a um acordo para conter o aquecimento global neste século, para atingir no máximo 2 graus Celsius na média; cortar até 2050 as emissões de carbono globais para níveis 50% menores que os de 1990; aumentar em 20% a eficiência energética no consumo de eletricidade e de combustíveis até 2020.

Os EUA, que não participam do Protocolo de Kyoto – o programa da ONU para o corte de emissões – por considerá-lo um suicídio econômico, é veementemente contra qualquer meta ou cronograma de cumprimento obrigatório.

O governo norte-americano também é contra o comércio de carbono, já que ele significa implicitamente que haverá um teto nas emissões.

“As propostas dentro das seções intituladas ´Combatendo as Mudanças no Clima´ e ´Mercados de Carbono´ são fundamentalmente incompatíveis com a abordagem do presidente às mudanças no clima”, dizia outra observação em vermelho no documento.

Greenpeace

O grupo ambientalista Greenpeace disse que a posição dos EUA põe em dúvida as declarações confiantes de Blair de que os norte-americanos estavam ficando mais moderados com a aproximação da cúpula.

“A tentativa de Bush de obstruir qualquer acordo significativo na cúpula do G8 em junho é tão criminosa quanto era de se esperar; Merkel precisa agora deixar bem claro o isolamento de Bush em Heiligendamm”, disse John Sauven, diretor do Greenpeace.

Diplomatas afirmam que, faltando menos de duas semanas para a cúpula, ainda não dá para saber se ela vai dar origem a alguma declaração relevante sobre o clima.

Estado de S. Paulo

Devemos agora aguardar e estarmos atentos para o resultado final desta reunião dos G8 (grupo dos oito países mais industrializados), e se manter o impasse americano, isso deverá ser alterado, já que conforme publicamos em uma recente análise, é o governo Bush que está contra as metas de redução de gases poluentes, pois já há vários americanos (pra não dizer a grande maioria) que apóia essas metas de redução, incluindo empresários e destacando cidades em que as pessoas já se comprometem em ajudar a redução de gases poluentes voluntariamente.

Japão pede que EUA e China se unam à luta contra aquecimento

25 de maio de 2007

Pedido via documento oficial acontece um dia depois do país anunciar sua proposta ´Esfriar

a Terra 50´, para reduzir pela metade a emissão de CO2 na atmosfera até 2050

Efe

TÓQUIO – O Japão pediu nesta sexta-feira, 25, que Estados Unidos, China, Índia e outros grandes emissores de gases do efeito estufa se unam aos esforços internacionais contra o aquecimento global.

O pedido do governo japonês consta de um documento oficial sobre energia, de periodicidade anual e apresentado nesta sexta-feira, um dia depois do anúncio da sua proposta “Esfriar a Terra 50”, para reduzir pela metade a emissão de CO2 na atmosfera até 2050.

O Executivo japonês considera imperativo que os países de todo o mundo tomem medidas de economia energética e substituam as suas fontes de energia baseadas no petróleo e carvão por energia nuclear, gás natural e energias de fontes renováveis para deter a mudança climática, segundo informou a agência de notícias Kyodo.

“A luta contra a mudança climática exige que um grande número de países, especialmente os mais poluentes, como EUA e China, cortem substancialmente suas emissões”, afirma o estudo publicado pelo Ministério da Economia, Indústria e Comércio.

Segundo a agência Kyodo, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, conseguiu o apoio da China e dos EUA para estabelecer um novo acordo internacional em 2012, quando vence o Protocolo de Kyoto. Ele conversou em abril com seu colega chinês, Wen Jiabao, e o presidente americano, George W. Bush.

Consenso

O projeto “Esfriar a Terra 50” pretende estabelecer por consenso, e não por imposição, um sistema “flexível e diversificado para que cada país seja capaz de otimizar seus esforços para reduzir as emissões”, explicou Abe.

Segundo o governo japonês, muitos países esperam que o Japão exerça uma liderança internacional contra a mudança climática, fornecendo a outras nações, especialmente asiáticas, a sua tecnologia de economia energética, a mais avançada do mundo.

O Japão está disposto a criar um mecanismo financeiro com “substanciais” fundos japoneses para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir as emissões.

O Protocolo de Kyoto, estipulado em 1997 e em vigor até 2012, exige que os países que ratificaram o acordo reduzam suas emissões de gases numa média de 5,2%, com base nos níveis de 1990.

No entanto, o tratado internacional fracassou por não receber o apoio dos principais países poluentes. Só obteve o compromisso das nações responsáveis por 29% das emissões, incluindo União Européia (UE), Rússia e Japão.

Em 2004, o CO2 emitido por EUA, China e Índia representou 43,7% do total mundial. Nenhum dos três países aceitou o Protocolo de Kyoto.

Estado de S. Paulo

Conforme você já deve ter lido na análise que fizemos da notícia que informava sobre este projeto japonês “Esfriar a Terra 50”, que obviamente trata-se de algo difícil, porém necessário e se aderido pelos países que são responsáveis por grande parte da poluição e cumprido, começaremos a reverter a situação do aquecimento global. EUA, China e Índia, apenas estes três países representam quase a metade das emissões de gás carbônico de todo o planeta.

Isto é um dado alarmante, e esses países devem estar cada vez mais pressionados para aderirem a metas de redução, ou passarão a colher frutos dessa inconsciência com catástrofes que vão os atingir em níveis cada vez mais destruidores, e infelizmente passará a afetar também toda nação mundial. Nenhum desses três países aceitou o Protocolo de Kyoto, e indícios já afirmam que pelo menos os EUA vai continuar indo contra metas de redução que diminuam o aquecimento global, mas por outro lado, temos um dado a favor desse segmento, que um maior número de pessoas estão passando a se preocupar com as questões que se referem ao tema, e muitos já estão se dedicando para reverter este fluxo arrasador, inclusive habitantes desses países, o que significa que a pressão popular está crescendo de forma que se é o governo americano que está indo contra as metas de redução, mas a grande fatia da população acha necessário aderir a essas metas, então ou o governo terá de se adequar ou terão de enfrentar protestos, manifestações que podem atingir níveis violentos e em eleições perderem os cargos para adversários políticos que passem a aderir os objetivos de redução de gases que intensificam o efeito estufa.

China sofre com enchentes e a pior seca em 60 anos

Marina Wentzel

De Hong Kong

BBCBrasil.com

A China passa pela pior seca dos últimos 60 anos. Mais de 1,6 milhão de pessoas estão sofrendo com a falta de água no norte, oeste e em algumas localidades centrais.

Ao mesmo tempo, nos últimos dias, chuvas fortes na região de Sichuan mataram 21 pessoas e forçaram a evacuação de outras 112 mil. Serviços de emergência buscam 11 desaparecidos.

Segundo cientistas, o tempo estranho está associado às mudanças climáticas desencadeadas pelo efeito estufa.

Recentemente, o chefe do serviço de meteorologia da China, Qin Dahe, disse à BBC que a seca chinesa está diretamente relacionada ao problema do aquecimento global.

Seca

A província de Ganzu, no noroeste do país, é a mais afetada.

Segundo as autoridades locais, mais de 900 mil pessoas estão sem água potável e 1,4 milhão de hectares de plantações secaram.

Não chove há mais de dois meses nas cidades de Qingyang, Pingliang e Tianshui, segundo informações da agência de notícias Xinhua.

Na localidade mais atingida, Qingyang, os residentes têm de pagar de 80 a 110 yuan (R$20 a R$ 28) pelo metro cúbico de água.

Nesta área, 80 mil hectares de lavoura morreram e outros 100 mil nem chegaram a ser semeados por falta de irrigação.

O governo local está considerando criar chuva artificialmente para aliviar a falta de umidade.

Enchente

A província de Sichuan enfrenta simultaneamente seca e enchente.

Em 72 municípios da região, não chove há quase um mês, segundo Zuo Xiong, vice-secretário local de meteorologia.

Até este fim de semana, 760 mil pessoas e 810 mil animais estavam sem acesso à água, de acordo com as autoridades da rede de abastecimento.

Em contraste com a aridez do resto da província, as cidades de Ganzi e Liangshan sofreram com as fortes chuvas na quarta e quinta-feira.

Nestas localidades e em outros municípios na província vizinha de Chongqing, mais de 2,3 milhões de pessoas foram afetadas pela enxurrada que causou enchente e desabamentos.

Até o momento, foram confirmadas 21 vítimas fatais e 11 pessoas permanecem desaparecidas.

BBCBrasil.com

Cientistas afirmam que estes desastres ambientais (seca, enchente) estão associados as mudanças climáticas (aquecimento global) ocasionadas pelo efeito estufa, devido a grande emissão de gases poluentes: “Recentemente, o chefe do serviço de meteorologia da China, Qin Dahe, disse à BBC que a seca chinesa está diretamente relacionada ao problema do aquecimento global”.

E a China é responsável por grande parte das emissões de gás carbônico em toda atmosfera terrestre e ainda demonstra resistências contra metas de redução na emissão de gases poluentes que aumento o efeito estufa.

Como já avaliamos em artigos (Como diminuir o aquecimento global se nós alimentamos diariamente o efeito estufa?, Desastres que marcaram época e muitas vidas), as catástrofes naturais estão ocorrendo em áreas cada vez mais amplas e em níveis mais intensos devido exatamente a poluição descontrolada.

Então, deixamos a ironia: EUA, China e Índia continuem com seu progresso magnífico, mantenham a liderança dos países que emitem a maior quantidade de gases que contribuem para o aquecimento global, continuem sem aderir às metas para reduzir a emissão desses gases, para não perder a liderança dos países mais poluidores e quem sabe se ainda houver oportunidade de semear uma futura geração eles não vão se orgulhar profundamente de ver tanto progresso sendo responsável por um status irreversível para manter a vida humana.

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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