Exploração da floresta Amazônica

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Exploração da floresta Amazônica

A exploração ilegal de madeira não pára de crescer em Jamari, na Amazônia. Dos 220 mil hectares da floresta na região, 96 mil serão entregues à iniciativa privada.

 

Fiscalização em tempo real controlará exploração das florestas, diz Marina Silva

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse hoje (11) que o governo deverá fiscalizar, em tempo real, os processos de exploração das florestas públicas do país.

“Estamos criando um sistema de monitoramento por satélite só para a exploração florestal, que seja em tempo real, exatamente para evitar que a gente tenha que depois chorar sobre o leite derramado”, afirmou em entrevista à Rádio Nacional.

Na última quarta-feira (9), foram abertos os envelopes dos oito concorrentes que participam do primeiro processo de licitação de floresta pública. Eles disputam três lotes da Floresta Nacional do Jamari, localizada em Rondônia.

A ministra destacou que irá ganhar a concessão para exploração da floresta a empresa que tiver a melhor proposta do ponto de vista ambiental, social e econômico.

“A proposta ambiental que faça esse manejo tem que ser altamente rigorosa e cuidadosa para que a exploração seja também uma estratégia de conservação. Em segundo lugar, que tenha capacidade de rendimento do ponto de vista econômico para que possamos maximizar os lucros, as vantagens, os benefícios econômicos. Até porque há um grande desperdício quando você não é capaz de processar a matéria prima, de agregar valor, e isso leva a essa atividade de rapina, em que precisa avançar sobre mais e mais aéreas”.

“E em terceiro lugar, que seja capaz de gerar benefícios sociais, porque, afinal de contas, você tem na Amazônia mais de 20 milhões de seres humanos que precisam viver com dignidade”, completou a ministra.

A empresa que vencer o processo de licitação terá o direito de concessão por 40 anos. De acordo com Marina Silva, o tempo foi estipulado a partir do ciclo de regeneração das florestas, que, segundo ela, é de no mínimo 30 anos.

“Você não pode fazer um processo em que cada um fique dez anos, 15 anos e 20 anos e deixa o problema para o que virá. A pessoa que ganha a licitação completará um ciclo em que ela poderá ser avaliada se, de fato, aquela floresta está sendo regenerada. Agora, se for identificado que ela não está cumprindo as regras, o contrato poderá ser rompido pelo poder público”, concluiu.

Segundo a ministra, a fiscalização dos processos de exploração será feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelos órgãos estaduais e municipais que integram o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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