Fábrica de brinquedo testa uso do “plástico verde”

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Fábrica de brinquedo testa uso do “plástico verde”

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

A fábrica de brinquedos Estrela vai passar a utilizar em parte de seus produtos o “plástico verde”, polietileno produzido a partir de etanol proveniente da cana-de-açúcar. A empresa assinou na última semana com a petroquímica brasileira Braskem o fornecimento do novo material, que tem as mesmas propriedades físicas, químicas e mecânicas do polietileno feito a partir de petróleo.

“Não tivemos de adaptar nossa linha de produção. O polietileno verde tem as mesmas características do [produzido a partir do] petróleo. Ele é inovador, é o primeiro do mundo”, explica o diretor de Marketing da Estrela, Aires Leal Fernandes.

O “plástico verde” pode ser utilizado em todas as aplicações do polietileno produzido do petróleo: embalagens para produtos alimentícios, de higiene pessoal, xampus, embalagem para produtos de limpeza doméstica e brinquedos. Mas, apesar de capturar CO2 da atmosfera no seu processo de produção, o novo material não é biodegradável.

“Ele não é biodegradável. A gente está tirando CO2 (dióxido de carbono) da atmosfera e reduzindo o efeito estufa. E isso, no conceito da Braskem, além de o plástico poder ser reciclado, traz mais valor do que ele ser biodegradável”, explica o líder de desenvolvimento do plástico verde da Braskem, Luiz Nitschke.

O novo polietileno foi desenvolvido pela própria Braskem nos últimos dois anos e meio, com investimento de aproximadamente US$ 5 milhões. O novo produto ainda é produzido a um custo superior ao do plástico convencional. Mas deve ter seu preço diminuído quando sua produção começar em larga escala.

O mercado mundial de polietileno é da ordem de 60 milhões de toneladas ao ano. A Braskem pretende produzir cerca de 200 mil toneladas utilizando o etanol da cana como matéria-prima.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.