G8 deve ajudar países pobres a diminuir o aquecimento global

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G8 deve ajudar países pobres a diminuir o aquecimento global

30 de maio de 2007

G8 `deve U$ 40 bi a países pobres por aquecimento´

Cifra foi baseada em cálculo de quanto países em desenvolvimento vão precisar para adaptar suas vidas ao que a ONG Oxfam chama de “estresse do clima”

BBCBrasil.com

SÃO PAULO – Um relatório da organização internacional Oxfam defende que os países do G8 (as sete economias mais industrializadas do mundo e a Rússia) deveriam desembolsar pelo menos US$ 40 bilhões para financiar a adaptação de países mais pobres aos tempos de aquecimento global.

A cifra, que a entidade disse ser conservadora, se baseia em um cálculo de quanto as comunidades nos países em desenvolvimento necessitarão para adaptar suas vidas ao que a ONG chama de “estresse do clima”.

“As comunidades terão de construir sua resistência adotando tecnologias apropriadas e diversificando seu modo de vida para lidar com o estresse climático que vai além da dimensão da experiência humana”, explicou o relatório.

“Os ministros terão de aprender a planejar e propor orçamentos diante da incerteza do clima. Novas e velhas infra-estruturas nacionais, como hospitais, reservatórios e estradas devem ser produzidas considerando o clima.”

A entidade disse que serão necessários pelo menos US$ 50 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) para realizar essas adaptações, e que os países do G8 deveriam pagar 80% desse volume. Para a Oxfam, as maiores contribuições devem vir dos Estados Unidos e da União Européia. O Brasil deveria ficar isento desta contribuição, segundo o estudo.

Choque

O texto, divulgado uma semana antes da reunião do G8 na Alemanha, estima a parte desta cifra que cada país deve assumir para financiar a adaptação. A Oxfam classificou os países baseando-se nas responsabilidades de cada um pelas emissões de carbono a partir de 1992 (quando, na prática, todos os governos do mundo se comprometeram a lutar contra a mudança climática).

A ONG considerou ainda a capacidade de pagamento de cada país, baseada na posição que cada qual ocupa no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.

Segundo o ranking da Oxfam, os Estados Unidos devem arcar com a maior parte dos US$ 50 bilhões necessários: 43,7%. A União Européia deveria responder por 31,6%, disse a ONG. Outros países com contas a prestar seriam a Alemanha (7,1%), Grã-Bretanha (5,3%) e Itália (4,6%), sustenta o relatório. O Japão, segundo a Oxfam, teria que contribuir com 12,9% dos US$ 50 bilhões anuais. O Canadá teria que dar 4,3% e a Austrália, 2,9%.

Conta

Por outro lado, a Oxfam selecionou outros países que não precisariam dar contribuições para o fundo de adaptação. O primeiro citado na lista é o Brasil, seguido da China, Índia, Rússia e África do Sul.

A entidade afirmou que os países mais pobres do mundo são os que têm menos responsabilidade pelas emissões de gases de efeito estufa, e os menos capazes de se adaptarem aos choques climáticos.

“Não se pode esperar que países em desenvolvimento paguem a conta pelo impacto dos países ricos”, disse Celine Charveriat, chefe da campanha por comércio internacional justo da Oxfam.

“Os países do G8 têm duas obrigações durante os preparativos para a reunião na Alemanha: parar de causar danos (ao clima) cortando suas emissões (de carbono) para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus, e começar a ajudar os países pobres a lidarem (com a mudança climática), pagando sua parte dos US$ 50 bilhões por ano em fundos de adaptação.”

BBCBrasil

Não há dúvida que os países mais ricos estão entre os que mais poluem, então para frear o aquecimento global é necessário ocorrer um balanço entre estes dois tópicos (riqueza e poluição) que venham a beneficiar todo planeta, incluindo os países mais pobres, que por mais que tenham um baixo índice na emissão de gases poluentes, somando vários há uma taxa significativa e que por não terem recursos suficientes devem receber a ajuda financeira, de países ricos, necessária para controlar essa “pequena” taxa de emissão.

O relatório publicado pela organização internacional Oxfam é sem dúvida de crucial importância, já que faltam poucos dias para a reunião dos G8 que irão discutir sobre o clima, além de outras questões. Neste relatório foi analisado quanto os países ricos deveriam contribuir aos países subdesenvolvidos que não tem condições de investir em soluções para diminuir a emissão de gases poluentes: “Segundo o ranking da Oxfam, os Estados Unidos devem arcar com a maior parte dos US$ 50 bilhões necessários: 43,7%. A União Européia deveria responder por 31,6%, disse a ONG. Outros países com contas a prestar seriam a Alemanha (7,1%), Grã-Bretanha (5,3%) e Itália (4,6%), sustenta o relatório. O Japão, segundo a Oxfam, teria que contribuir com 12,9% dos US$ 50 bilhões anuais. O Canadá teria que dar 4,3% e a Austrália, 2,9%”.

E como destacamos no primeiro parágrafo deste comentário, como será possível equilibrar riqueza com diminuição da taxa de poluição? Inicialmente os países ricos e altamente poluidores deverão investir em novas fontes de energia que são consideradas mais limpas para o meio ambiente e desta maneira manterem seu nível de produção sem diminuir a lucratividade e diminuindo a degradação a natureza, e dando continuidade à diminuição global das emissões de gases poluentes, deverão contribuir com parte de sua riqueza aos países pobres.

“Os países do G8 têm duas obrigações durante os preparativos para a reunião na Alemanha: parar de causar danos (ao clima) cortando suas emissões (de carbono) para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus, e começar a ajudar os países pobres a lidarem (com a mudança climática), pagando sua parte dos US$ 50 bilhões por ano em fundos de adaptação.”

E completando estas duas idéias citadas na notícia de que os países ricos devem parar de causar danos ao clima e ajudar os países pobres a lidarem com a mudança climática, deverão ainda investir em técnicas para reparar os danos que já foram feitos, em outras palavras, desenvolver técnicas para que os gases poluentes lançados na atmosfera sejam removidos como, por exemplo, fazendo o reflorestamento ou plantio de árvores planejado de forma que as árvores vão capturar parte do gás carbônico que está presente na atmosfera e ainda reconstruir biomas e conseqüentemente diminuir o risco de extinção que várias espécies estão correndo. Outro exemplo é fazer o tratamento de água de rios poluídos, pois este precioso recurso natural é fundamental para haver condições necessárias para vida e está cada vez mais escasso. Para ler mais sobre técnicas para despoluir o meio ambiente, leia este artigo completo em que propomos várias soluções.

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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