Globalização, desenvolvimento social e mudanças climáticas

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Globalização, desenvolvimento social e mudanças climáticas

Secretário da Unctad defende globalização com desenvolvimento social

Mylena Fiori
Enviada Especial

Depois de seis dias de debates sobre as oportunidades e os efeitos da globalização para o desenvolvimento, o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), Supachai Panitchpakdi, concluiu que é chegada a hora da segunda geração do processo de liberalização e integração dos mercados. Nesta nova etapa, segundo ele, os lucros devem ser distribuídos eqüitativamente entre todos os países. E os principais atores desta nova fase da economia mundial são as nações em desenvolvimento, o Sul do planeta.

“Acredito que isso será o começo de um maior envolvimento da comunidade internacional, no qual não repetiremos os erros. Devemos apenas dar continuidade às coisas positivas e construtivas da primeira etapa da globalização”, afirmou hoje (25), ao fazer um balanço da 12ª Unctad, realizada em Acra (Gana).

Na avaliação de Supachai, esta segunda geração da globalização não deve considerar apenas o crescimento econômico, mas precisa focar no desenvolvimento social, dando ênfase a áreas como educação e saúde, entre outras. “A globalização segue excluindo muitos”, reconheceu, mais tarde, durante discurso na sessão de encerramento da conferência.

A crise mundial de alimentos foi citada pelo secretário-geral como um dos temas principais da conferência. Segundo ele, devido ao problema, a 12ª Unctad dedicou grande parte dos debates ao desenvolvimento agrícola.

Supachai também lamentou o atraso nessa discussão. “Se tivéssemos feito isso há décadas, não preveniríamos, mas reduziríamos os seus efeitos”, constatou. “O comércio sozinho não resolverá nada, isso é certo”, admitiu.

Ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Supachai afirmou que a ajuda emergencial é necessária e deve ser articulada com outros organismos e agências que tratam de alimentação, mas conclamou por medidas estruturais para soluções duradouras.

“Neste encontro, fomos cobrados por soluções emergenciais em termos de mobilização de fundos para o Programa Mundial de Alimentos, das Nações Unidas”, ressaltou Supachai. “Tivemos sucesso nessa mobilização, mas não vamos solucionar o problema se continuarmos trabalhando apenas em medidas emergenciais de curto prazo. Essa crise vai voltar e voltar. Temos que ser capazes de atacar a raiz do problema”, ponderou.

De acordo com Supachai, a prioridade da Unctad, neste momento, é solucionar o problema crônico de fome na África. Para isso, foi firmado um novo acordo de solidariedade para o desenvolvimento africano. “Trabalhamos bem a África nos últimos cinco anos em termos de mobilização de investimentos, em termos de governança, de políticas macroeconômicas. Mas este novo acordo para a África significa que devemos ser capazes de capacitar o Estado para que seja orientado para o desenvolvimento”, disse. “O desenvolvimento agrícola é parte deste novo acordo para a África.”

 

Conselho vai propor políticas para lidar com mudanças climáticas

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Propor políticas e estratégias para lidar com as mudanças climáticas é um das funções do Conselho Diretor da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais, ligado ao ministério da Ciência e Tecnologia.

De acordo com o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, o conselho também deverá propor formas de financiamento das políticas relativas a mudanças climáticas.

Ele explicou ainda como será a ação do conselho na formulação dessas políticas: “o conselho diretor terá a responsabilidade de elaborar um programa voltado para a questão das mudanças climáticas como base um programa já existente que se chama Meteorologia e Mudanças Climáticas. O conselho diretor vai trabalhar num modelo para que nesse programa possamos ter a dimensão correta da complexidade sobre as questões climáticas”, explicou.

A Rede Clima vai gerar e disseminar conhecimento e tecnologia para que o Brasil possa responder às demandas e aos desafios provocados pelas mudanças climáticas globais. A rede também produzirá dados e informações que apoiarão a diplomacia brasileira nas negociações sobre o regime internacional de mudanças climáticas.

O conselho, instalado no última sexta-feira (25), é composto por integrantes do ministério da Ciência e Tecnologia, dos ministérios do Meio Ambiente, Relações Exteriores, Agricultura e da Saúde. Também integram o conselho representantes da Academia Brasileira de Ciências, do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação, e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.