Governo começa a elaborar plano nacional sobre mudanças climáticas

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Governo começa a elaborar plano nacional sobre mudanças climáticas

Governo começa a elaborar plano nacional sobre mudanças climáticas

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

O Comitê Interministerial sobre Mudanças Climáticas, instalado no último dia 17, vai se debruçar sobre diretrizes específicas, determinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para elaborar um plano nacional que estudará formas de minimizar as mudanças do clima por meio da redução das emissões de gases, reflorestamento e manejo de florestas, adaptação às condições regionais, pesquisa e desenvolvimento, bem como capacitação de material humano.

A informação é da secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, Telma Krug, que hoje (19) concedeu entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional

De acordo com a secretária, essas linhas básicas irão direcionar o comitê com relação à futura criação de uma política nacional sobre o tema.

Ela disse que o comitê possui representantes de 16 ministérios, de alguma forma ligados à questão, como Agricultura, Ciência e Tecnologia, Reforma Agrária, Saúde, Transportes e Casa Civil. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas também tem assento no comitê como convidado.

Telma Krug disse que o Brasil já dispõe de alguns estudos científicos que identificam vulnerabilidades, mas salientou que “é muito difícil prever exatamente como vão ocorrer as mudanças”, até porque os impactos esperados variam de acordo com a região.

De modo geral, acrescentou, o que se associa a mudanças climáticas são alterações na temperatura média da superfície e elevação do nível do mar, bem como freqüência e intensidade de fenômenos meteorológicos.

Com essas previsões, cabe ao comitê sugerir ações preventivas contra eventuais ocorrências a serem provocadas por mudanças no clima.

 

Manifestantes organizam bloqueio total da fronteira entre Argentina e Uruguai

Agência Telam

Ambientalistas das cidades argentinas de Gualeguaychú, Colón e Concordia programam fechamento de estradas e outras ações para protestar contra a presença da fábrica de celulose finlandesa Botnia às margens do rio Uruguai, na cidade uruguaia de Fray Bentos. O objetivo é bloquear todas as três passagens terrestres entre os dois países.

Os vizinhos da cidade de Colón planejam iniciar hoje (19) uma interrupção de 24 horas na fronteira. A assembléia ambientalista de Concordia tentará cortar a estrada 015, embora o Exército tenha ordem de impedi-los. Foi o que informou Liliana Silva, integrante da assembléia de Concordia.

Uma vez na estrada, vão distribuir panfletos com os dizeres “Pela vida e dignidade, contra o saque e a contaminação”, em protesto contra Botnia, e advertindo sobre os “prejuízos” que trará sua atividade industrial para a “saúde” e a “relação bilateral”.

Liliana Silva disse que a preocupação não deve ser com as barreiras, mas com os “projetos das papeleiras estrangeiras de instalar suas plantas sobre o lado uruguaio do rio Uruguai”, que, segundo ela, já são “pelo menos sete”.

Enquanto isso, e com a solidariedade das assembléias de Colón e Concordia, os assembleístas de Gualeguaychú continuam com sua luta contra a presença de Botnia, mantendo a barreira da estrada 136, que já dura 14 meses.

Para 26 de janeiro, Dia Mundial Contra a Globalização, a assembléia cidadã de Gualeguaychú planeja realizar uma manifestação com tochas (antorchazo, em espanhol) na ponte internacional General San Martín, segundo adiantou à agência Telam o assembleísta José Pouler.

No mesmo dia, de forma simultânea, assembléias de Colonia, Colonia Agraciada, Mercedes, Tacuarembó e Montevideo realizarão ações similares com a mesmo objetivo, contra a globalização e as papeleiras, disse ele.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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