Governo montará estratégia para rebater críticas européias ao etanol

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Governo montará estratégia para rebater críticas européias ao etanol

Governo montará estratégia para rebater críticas européias ao etanol

Vitor Abdala
Enviado especial

A recente onda de críticas à produção de biocombustíveis na Europa chamou a atenção do governo brasileiro. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o Brasil deverá montar uma estratégia de divulgação do etanol, para se defender da propaganda contrária ao produto.

O ministro, que chegou hoje (9) juntamente com a comitiva presidencial, disse que o presidente Lula pediu a criação de um grupo de trabalho envolvendo outros ministérios, como o do Meio Ambiente, para fazer um contra-ataque às críticas européias de que a produção do etanol substitui a de alimentos, desenvolve-se em fazendas com trabalho escravo e causa danos ao meio ambiente, entre outras.

Miguel Jorge lembrou que as discussões em torno do uso do biocombustível antigas: “Eu diria até que há um movimento organizado contra o etanol brasileiro, uma energia limpa, renovável e capaz de trazer benefícios para os países que usam – não deixa resíduos, já que o bagaço e a palha são aproveitadas.”

No Brasil, acrescentou, não há problemas com a substituição da produção de alimentos para produzir cana-de-açúcar e, conseqüentemente, etanol. “Nós temos enormes quantidades de terras não usadas ainda e que podemos usar. Portanto, não estaremos substituindo nada”, afirmou.

O ministro informou que ainda não sabe qual será a estratégia contra as críticas, mas ressaltou que o trabalho deverá ser centrado no maior número de informações possível sobre a produção do etanol de cana.

 

Mercado de combustíveis deverá crescer 20% até 2013, prevê BR

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O mercado brasileiro de derivados do petróleo deverá crescer cerca de 3,6% ao ano até 2013 – quando deverá acusar uma expansão acumulada de cerca de 20% – em relação a 2007.

A avaliação é do presidente da Petrobras Distribuidora (BR), José Eduardo Dutra, para quem “é possível que o crescimento do mercado seja ainda maior, pois esta é uma projeção conservadora – uma expansão maior do Produto Interno Bruto brasileiro poderá levar a estatal a rever esses percentuais”.

Dutra destacou o desempenho do setor de etanol no ano passado, com o consumo crescente tanto do álcool anidro como do hidratado. “Este consumo foi superior a 50%, comparado a 2006, e a previsão é de que neste início de ano a demanda total do país pelo produto supere pela primeira vez, depois do Pró-Álcool, a de gasolina”, disse.

O aquecimento desse mercado, implementado pela expansão das vendas dos carros bicombustíveis, segundo Dutra, levou a um crescimento de 8,2% nas vendas de etanol, de 2006 para 2007. Ele ainda ressaltou o aumento da fiscalização e a conseqüente redução da sonegação e da adulteração do produto comercializado como ajuda ao desempenho do setor. E lembrou que em São Paulo o consumo de etanol chega a 68% do mercado.

Para o presidente da BR, o crescimento do consumo do álcool, e também do biocombustível, traz desafios logísticos para as empresas, uma vez que a produção da gasolina se dá através de refinarias localizadas nos grandes centros urbanos. “A produção de álcool e de biocombustíveis está centrada nos municípios do interior dos estados, o que exige infra-estrutura melhor de distribuição”, afirmou.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. Euclides
    Euclidesabr 10, 2008

    A produção de etanol, afetara a produção de grãos ( veja o caso do milho no Eatados Unidos), bem como provocara mais migração de culturas e pecuaria para fronteira agricola ( Amazonia). O resultado esperado dessa politica , aumento nos precos do alimentos e aumento no desmatamento.

  2. Maurí­cio Machado
    Maurí­cio Machadoabr 11, 2008

    Exatamente Euclides. O que você disse, pode ser lido até com mais detalhes no nosso artigo:
    Os dois lados dos biocombustíveis

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