Impacto dos desastres naturais e agrotóxicos na vida das pessoas

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Impacto dos desastres naturais e agrotóxicos na vida das pessoas

ONG diz que desastres naturais afetarão 175 milhões de crianças por ano

Antonio Arrais
Repórter da Agência Brasil

Das 350 milhões de pessoas que serão afetadas por desastres naturais em todo o mundo, a cada ano, durante a próxima década, 175 milhões serão crianças – segundo estimativas da organização não-governamental (ONG) Save The Children (Salvem as Crianças), no informe “Um futuro de catástrofes? O impacto da mudança climática na infância”.

De acordo com o relatório, “a exposição à mudança climática terá efeitos negativos para a saúde de milhões de pessoas, especialmente a daquelas com menor capacidade de adaptação, como as crianças”. Atualmente, a média de pessoas afetadas por desastres naturais é de 250 milhões a cada ano, mas esse número deve crescer muito, segundo estimativas da ONG.

Somente nos próximos três anos, segundo projeções das Organizações das Nações Unidas (ONU) citadas pela ONG, haverá em todo o mundo “50 milhões de desabrigados meio-ambientais, a maioria crianças e mulheres. Além disso, a falta de água potável e a contaminação existente darão lugar à propagação de doenças entre a população”.

Ainda segundo o informe da ONG, “milhares de menores de cinco anos de idade morrem a cada ano em todo mundo por causa da água e do saneamento insalubres, da contaminação do ar em interiores e exteriores e do paludismo, muitos desenvolvem problemas crônicos relacionados com o meio ambiente, desde alergias até deficiência mental ou física”.

Segundo dados citados pela ONG, “a cada 15 segundos, morre uma criança no mundo por falta de acesso à água potável, e 40 milhões das crianças sofrem má nutrição. Com as mudanças ambientais previstas, o quadro será ainda mais grave”. A organização afirma que “mais alarmante é que as crianças desnutridas estarão mais expostos a enfermidades que mosquitos transmitem, como malária e dengue, devido ao aumento das inundações, ao aquecimento e às mudanças nos períodos de chuvas”.

O informe da ONG afirma que, “apesar de somente 10% da população mundial ser de crianças menores de cinco anos de idade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) assegura que esse grupo é o que sofre 40% das enfermidades relacionadas com o meio ambiente”.

 

Pesquisa no Centro-Oeste monitora impacto do agrotóxico no meio ambiente e na saúde

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Instituições de pesquisa monitoram o uso de agrotóxicos nos estados do Centro-Oeste – local de alta atividade agrícola – para avaliar o impacto desses produtos na vida das pessoas e no meio ambiente. Há dois meses, amostras de água, do solo e de hortifrutigranjeiros, por exemplo, são colhidas e analisadas por pesquisadores das universidades federais de Mato Grosso (UFMT), Mato Grosso do Sul (UFMS) e de Brasília (UnB), sob a coordenação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisa também vai analisar indicadores de saúde coletados pelas secretarias estaduais e municipais. De acordo com o mestre em saúde pública da UFMT, Wanderley Pignati, um dos pesquisadores, a idéia é verificar a relação entre o uso de agrotóxicos e casos de intoxicação na população, câncer e má formação congênita, por exemplo. Exames também serão solicitados a pessoas que moram perto de plantações ou trabalham diretamente com o produto.

De acordo com Pignati, o monitoramento levará dois anos, período que compreende uma safra. “Desde o plantio, a entressafra e a colheita”, disse. Com os resultados, a expectativa é orientar a utilização adequada dos agrotóxicos, diminuir os impactos na saúde e remediar possíveis danos. Além disso, verificar a percepção dos trabalhadores sobre o produto, “o que envolve carga horária, as práticas cotidianas e o uso correto”, completou.

No Mato Grosso, a pesquisa é realizada nas cidades de Campo Verde, a maior produtora de algodão do país, e Lucas do Rio Verde, a maior produtora de milho. Essa última sofreu, no ano passado, uma pulverização que se espalhou pela área urbana e provocou prejuízos a produtores rurais e problemas na saúde da população. Até hoje, o veneno usado sobre a cidade não foi identificado.

Um dos agricultores de Lucas do Rio Verde e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, Nilfo Wandscheer, disse com os dados ficará mais fácil identificar os problemas de saúde da população.”Muitas vezes se diz que é uma virose, uma dengue, mas será que não é intoxicação? Queremos ter certeza de que estamos respirando ar puro, alimentando-nos de verduras e frutas que não estão contaminadas”, ressaltou.

Ele afirmou que está ansioso pelos resultados. “É preciso que a população tenha acesso aos dados para saber se é atingida e para o produtor ter consciência de como aplicar o produto corretamente, levando em conta os cuidados para evitar que o veneno se espalhe pela cidade”.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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