

Índia inicia a criação de seu primeiro plano para conter mudanças climáticas
Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Categoria(s): Notícias
|-> Publicado por: Maurício Machado
Um dos países que está entre os maiores responsáveis pela emissão de gás carbônico, a Índia inicia a criação de seu primeiro plano nacional, decorrente da intensificação de pressões internacionais, para lidar com o aquecimento global, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa.
Com o objetivo de definir um plano realista e claro antes de dezembro quando ocorrerá a importante reunião climática da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bali, o novo Conselho da Mudança Climática realiza sua primeira sessão, mas não pretende estabelecer metas no plano para redução de emissões.
De acordo com o membro do Conselho e diretora do Centro para Ciência e o Meio Ambiente, de Nova Délhi, a Índia está no momento respondendo à urgência da situação em questão, afirmando ainda que como o país nunca havia declarado sua posição, já está na hora de expor todas as idéias que a Índia pretende realizar para se adaptar as mudanças climáticas e frear o aquecimento global.
A Índia que teve um crescimento econômico entre 8 e 9% nos últimos anos, contribui atualmente com cerca de 4% das emissões globais dos gases do efeito estufa devido ao aumento da utilização de combustíveis fósseis, fazendo com que as emissões no país cresçam de 2 a 3% ao ano.
Porém, como a Índia é um país em desenvolvimento, o Protocolo de Kyoto não exige que ocorra redução em suas emissões, e este principal ponto que é muito criticado no acordo do Kyoto que deve ser modificado em um próximo protocolo “pós-Kyoto”, já que o atual irá vencer em 2012 e ainda assim o país já deve planejar em reduzir as emissões, assim como muitos outros que não são teoricamente obrigados a reduzir suas emissões, já que há grande pressão por parte de países industrializados e ONGs.
Por se tratar de um grave problema que estamos enfrentando, não podemos esperar vencer o protocolo de Kyoto para então definir um novo acordo bem mais ambicioso e que inclua todos os países, por isso os planos e aplicações para reduzir as emissões já devem estar sendo iniciadas.
Em relação às metas específicas de redução das emissões, o governo chinês rejeita alegando precisar da energia para tirar milhões de pessoas da pobreza e as emissões per capita no país representam apenas uma pequena fração das emissões dos países desenvolvidos. Mas certamente terão de mudar esta política e investir também na mudança das fontes de geração de energia, substituindo combustíveis fósseis por fontes alternativas que não poluam, como energia eólica, solar, mareomotriz, etc. E também deverão planejar formas para aumentar a eficiência energética sem comprometer o desenvolvimento social e econômico.
O recuo nas geleiras do Himalaia pode ameaçar o abastecimento de água a centenas de milhões de indianos, e o aumento do nível do mar é um grave problema para cidades como Mumbai e Kolkata (ex-Calcutá), além do vizinho Bangladesh, pois segundo cientistas, secas e inundações já estão mais comuns, provocando doenças e afetando safras.
Com isso, um dos temas será discutido são formas de combater os impactos do aquecimento global que ameaça a agricultura de subsistência de centenas de milhões de pessoas na Índia que provavelmente é uma das regiões mais afetadas no mundo.

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