Indústria da soja diz que menos de 1% da Amazônia foi desmatada para o plantio

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Indústria da soja diz que menos de 1% da Amazônia foi desmatada para o plantio

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), com a participação de organizações não-governamentais, divulgado terça-feira (14), mostra que, das áreas monitoradas da Amazônia, menos de 1% foi desmatado para o plantio de soja.

Esse monitoramento faz parte da campanha conhecida como moratória da soja, declarada por produtores e exportadores do grão em 2006. Em 2008, o Ministério do Meio Ambiente passou a apoiar a iniciativa. Com a moratória, que funciona como um embargo, indústrias assumiram o compromisso de não comprar soja de quem desmata áreas na Amazônia, para plantar soja.

O levantamento mostra que dos 157 mil  hectares monitorados 1,3 mil hectares foram desmatados para plantar soja, o que corresponde a 0,88%. No estudo, três estados – Mato Grosso, Pará e Rondônia – tiveram áreas monitoras. As áreas escolhidas foram aquelas com mais de 100 mil hectares, que foram divididas em polígonos, totalizando 630 áreas em 46 municípios.

De acordo com o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, foram encontrados nesses estados 12 polígonos com desmatamento de soja, sendo que 10 estão em Mato Grosso e dois no Pará. Em Rondônia, não se registrou desmatamento em nenhum dos polígonos monitorados.

Para Lovatelli, o levantamento mostrou que os produtores de soja estão contribuindo para o não-desmatamento da Amazônia. “Hoje, qualquer produto tem que ter não só a viabilidade econômica, mas também ser ambientalmente e socialmente correto e sustentável. Essa é a regra do jogo e a demanda dos mercados internacional e nacional vai nesse sentido”, afirmou.

Questionado se os produtores vão continuar com a moratória do soja, que está prevista para terminar em junho deste ano, ele afirmou que a associação vê “com com simpatia a continuação da moratória”.

O diretor do Greenpeace para a Campanha da Amazônia, Paulo Adário, disse que o resultado não surpreendeu. “Iria haver alguma soja plantada na área e algum desmatamento provocado pelo produtor de soja. A questão central é o fato da indústria reiterar que não vai comprar soja de quem desmatou e plantou soja. Esse é o grande compromisso”, disse.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o resultado mostra que a soja deixou de ser um dos grandes responsáveis pelo desmatamento da Amazônia. “Durante muitos anos, foi dito que os principais responsáveis pelo desmatamento na Amazônia eram o gado, a madeira e a soja”. “Hoje, a soja deixou de ser um fator determinante para o desmatamento”, completou.

Sobre a prorrogação do embargo, o ministro afirmou que “a expectativa é de que ela seja renovada até porque em time que está ganhando não se mexe”.

No monitoramento da campanha de moratória da soja, divulgado ano passado, foram analisados 49,8 mil hectares, totalizando 265 polígonos, e não houve desmatamento nas áreas analisadas.

Agência Brasil

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