Indústria quer otimizar o uso da água no processo produtivo para poupar meio ambiente

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Indústria quer otimizar o uso da água no processo produtivo para poupar meio ambiente

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

A indústria fluminense está se mobilizando para otimizar o uso da água no processo produtivo. O objetivo é gerar boas práticas para a empresa que resultem em benefícios para o meio ambiente.

A informação é do analista de meio ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Ivan Mello e Silva. Ele participou hoje (20) de um seminário sobre a Gestão da Água na Indústria, na sede da entidade.

De acordo com ele, algumas empresas instaladas no estado, como a  Bayer, Petrobras e Saint-Gobain, já vêm utilizando com sucesso processos de re-uso da água, não só em função do custo do recurso natural, como devido à demanda crescente por alternativas mais sustentáveis.

“Naturalmente, o mercado está tendendo para a re-utilização da água”, disse Mello e Silva em entrevista à Agência Brasil

Segundo o analista, o re-uso da água no processo industrial acaba gerando redução de custo para o produto final, mas o maior beneficiado é o meio ambiente.

A Firjan não levantou ainda quantas indústrias, das cerca de 9,5 mil filiadas à entidade, já estão adotando processos de re-utilização da água, mas a informação de Mello e Silva é que o assunto está despertando grande interesse em todas as  empresas.

Na Bayer, por exemplo, foram investidos R$ 4,5 milhões, em 2006, em uma unidade que faz captação no Rio Sarapuí, integrante da Bacia Hidrográfica da Baía da Guanabara. Depois de utilizada pela empresa, a água é tratada por ela e reutilizada nas unidades produtivas da companhia.

O chefe corporativo de Meio Ambiente da Bayer, Geraldo Fontoura, explicou que 110 milhões  de litros de água são captados por mês.

“Com isso, há capacidade de se obter 80 milhões de litros de água/mês para se reutilizar no processo produtivo”, afirmou Fontoura.

Segundo ele, a iniciativa fez com que a Bayer deixasse de usar a água de abastecimento público que recebia da distribuidora estadual permitindo que ela seja redirecionada à população.

“Atualmente, a gente só recebe água tratada, potável, para o uso humano. Com isso, retiramos matéria orgânica do rio e liberamos mais de 70 milhões de litros de água potável para a população”, disse o chefe corporativo.

O grande objetivo dos projetos de recuperação de água, destacou Fontoura, é a sustentabilidade do negócio.

“A gente sabe que a água é um recurso cada vez mais escasso e caro. Temos que encontrar alternativas para reutilizá-la e poder disponibilizar a água tratada para outros fins, principalmente para o abastecimento da população”.

Agência Brasil

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