Liberado cultivo de algodão transgênico

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Liberado cultivo de algodão transgênico

CTNBio libera cultivo de algodão transgênico

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje (21), por 18 votos a favor, três contra e duas abstenções, a liberação comercial de algodão transgênico resistente ao herbicida glufosinato de amônia.

De acordo com informações do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a liberação atende pedido da multinacional alemã Bayer CropScience.

A liberação do cultivo de algodão transgênico também era uma demanda dos representantes de produtores. O próximo passo é a liberação, ou não, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na sessão de hoje, a CTNBio também aprovou 30 pedidos de liberação de pesquisas.

“Os trabalhos estão sendo produtivos. Estamos trabalhando desde fevereiro em pareceres e outras atividades, e só agora conseguimos votar. Não podemos apressar essas decisões”, afirmou o presidente da CTNBio, Walter Colli, de acordo com as informações do MCT.

 

Algodão transgênico coloca “agrobiodiversidade” em risco, diz Greenpeace

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

A organização não-governamental (ONG) Greenpeace criticou a liberação do cultivo de algodão transgênico resistente ao herbicida glufosinato de amônia, aprovada hoje (21) pela Comissão Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A ONG classificou a aprovação como uma “ameaça à agrobiodoversidade do país, especialmente do semi-árido, área rica em variedades silvestres de algodão”.

O algodão liberado é patenteado como Liberty Link pela multinacional alemã Bayer CropScience. Segundo o Greenpeace, o glufosinato, que poderá ser utilizado no cultivo desse algodão, “tem um histórico polêmico de contaminação do solo e com potenciais riscos à saúde humana”.

De acordo com o Greenpeace, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos do herbicida para a saúde humana quando a CTNBio aprovou o milho transgênico da mesma multinacional em 2007, que, segundo a ONG, utiliza o mesmo princípio ativo do algodão liberado hoje.

“Segundo a Anvisa, o herbicida não é seguro para gestantes, lactantes e bebês recém-nascidos. Como tanto o milho como o algodão da Bayer são resistentes ao glufosinato, há o risco de grande aumento no uso desse herbicida e, com isso, aparecimento de ervas daninhas resistentes, além do aumento de resíduo do veneno na comida”, apontou o Greenpeace.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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