Marina Silva em ação a favor do meio ambiente

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Marina Silva em ação a favor do meio ambiente

Marina Silva diz que crescimento não pode ser usado para causar dano ao meio ambiente

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou hoje (25) no encontro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC em inglês), os esforços do Brasil no combate ao aquecimento global, como o Plano Nacional de Prevenção e Controle do Desmatamento, que conseguiu reduzir em três anos 65% do desmatamento no país.

A ministra reconheceu que muito ainda precisa ser feito, e defendeu uma postura proativa do Brasil para combater o aquecimento global.

“Embora os países em desenvolvimento não sejam os responsáveis históricos pelo aquecimento global, não podemos advogar o direito de cometer os mesmos erros [dos países desenvolvidos]. Não podemos seguir a mesma trajetória”.

Marina Silva afirmou que “reverter um processo que vem há séculos sendo implementado na direção de economias carbonizadas, como acontece em países desenvolvidos, não é fácil para países em desenvolvimento. Mas isso não é impossível. Não podemos utilizar a necessidade de crescimento para causar dano ao ambiente”.

A ministra defendeu que a viabilidade econômica deve andar junto com a sustentabilidade ambiental. “Nós trabalhamos com essa visão na BR 163 [liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA)]; no processo de liberação ambiental das hidrelétricas do Rio Madeira e no complexo do Rio São Francisco”, disse.

O vice-presidente do IPCC, Muhan Munasingue, parabenizou a atuação do Brasil para a discussão das mudanças climáticas no planeta e lembrou os vários cientistas brasileiros que participam do órgão intergovernamental que contribuíram para que o IPCC fosse agraciado com o Prêmio Nobel da Paz 2007.

Muhan defendeu que o dinheiro do prêmio seja utilizado em um fundo para disseminar nos países em desenvolvimento informações sobre o aquecimento global.

As conclusões do encontro, que se realiza pela primeira vez na América Latina, serão levadas em dezembro a uma reunião internacional em Bali, na Indonésia, onde 180 países vão apresentar propostas para redução da emissão de gases do efeito estufa.

A ministra Marina Silva adiantou que o Brasil vai defender em Bali a ajuda de países desenvolvidos para ampliar a redução do desmatamento e a proteção das florestas brasileiras.

“O Ministério do Meio Ambiente advoga que tenhamos uma posição pró-ativa, não podemos em hipótese alguma reivindicar o direito de também destruir florestas e fazer nossa economia de forma carbonizada. Nós queremos mudar modelos de desenvolvimento, mas para isso precisamos ser ajudados, até porque a diminuição [do desmatamento] no Brasil favorece ao planeta inteiro”, afirmou.

O encontro termina amanhã.

 

Governo é contrário à expansão da cana-de-açúcar na Amazônia, diz ministra

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou hoje (25) que o governo brasileiro é contrário à expansão do cultivo de cana-de-açúcar na região amazônica. De acordo ela, a produção do vegetal, que vem sendo incrementada para a produção de álcool, não pode avançar às custas de prejuízos ambientais.

“Existe uma determinação do governo de que não haverá nenhum incentivo para o plantio de cana na Amazônia. O ministro da Agricultura está fazendo um zoneamento agrícola e o ministério do Meio Ambiente está aportando uma série de informações para isso, porque os biocombustíveis brasileiros não podem ser produzidos a custa de problemas ambientais e nem de problemas sociais. Se eles querem ter alguma viabilidade, algum futuro, não podem sequer pensar em se expandir para a Amazônia” disse.

A ministra informou ainda que irá se reunir amanhã (26) com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, da Justiça, Tarso Genro, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, para dar continuidade a ações conjuntas que vem sendo realizadas com o emprego da Polícia Federal, Exército, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recurosos Naturais Renováveis (Ibama), e de um destacamento da Força Nacional de Segurança, que acompanham questões ambientais.

Ao falar com a imprensa, Marina Silva também contestou críticas de ambientalistas de que a redução de 25% do desmatamento na Amazônia anunciada esse ano pelo governo seja resultado da redução do preço da soja no mercado internacional e de que o quadro voltará a piorar quando houver alteração nesse mercado.

“Nós levamos em consideração essas variáveis desde o início do Plano de Combate ao Desmatamento. Eu discordo da visão que atribui a queda de 65% do desmatamento (nos últimos três anos) apenas ao preço das commodities. Nos últimos três anos foram aplicados R$ 3 bilhões em multas, presas 675 pessoas entre elas, 120 servidores do Ibama, foram desconstituídas 1500 empresas, embargadas 66 mil propriedades de grilagem, apreendidas centenas de caminhões, tratores, moto-serra, além de 22 operações de inteligência com a Polícia Federal e 400 operações do Ibama. Então se alguém quiser dizer que tudo isso que aconteceu não significou nada na taxa de desmatamento eu tenho uma discordância”.

Marina Silva participou hoje do encontro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC em inglês), que avalia conclusões sobre mudanças climáticas no Brasil.

 

Marina Silva lança 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lançou hoje (25) a 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, que será realizada em maio de 2008. Até lá, acontecerão conferências regionais nos estados.

No Rio, o primeiro encontro reunirá 15 municípios, nos dias 24 e 25 de novembro, e a conferência estadual está marcada para março do próximo ano. Nesta edição, o foco das discussões são as mudanças climáticas. O objetivo das conferências é permitir e facilitar o compartilhamento das decisões na área entre governo e sociedade civil.

A ministra destacou a importância de mobilizar a base da sociedade na defesa do meio ambiente. “O nosso trabalho, se não forem considerados os atores locais, fica na abstração. Para atingir as causas dos problemas, e não só as conseqüências, são necessárias parcerias com os diversos setores”, defendeu Marina Silva.

De acordo com a ministra, o trabalho do governo na área é estabelecido em quatro diretrizes: controle e participação social; desenvolvimento sustentável; fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e política ambiental integrada.

O coordenador da conferência nacional, Pedro Ivo Batista, frisou a necessidade de interlocução com os movimentos sociais, organizações de defesa da natureza e representantes da sociedade civil para garantir uma política efetiva que se traduza na proteção ao meio ambiente.

Diretor de Cidadania e Responsabilidade Sócio-Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, ele reconheceu, porém, que é necessário reforçar a participação de gestores municipais nas discussões e decisões do processo, pois a política brasileira do setor aponta para a descentralização das ações, segundo ele.

“É uma questão fundamental para fortalecer o sistema nacional de meio ambiente. Mas hoje apenas um terço das cidades brasileiras têm algum órgão ambiental. Cada vez mais o município tem que estar preparado, qualificado, especializado, ter áreas de meio ambiente”, disse Pedro Ivo.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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