Meio ambiente em foco: preservação, a palavra-chave

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Meio ambiente em foco: preservação, a palavra-chave

Cientistas debatem fontes renováveis de energia

Agência Brasil

A primeira reunião do grupo de cientistas e especialistas internacionais criado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) começa hoje (21) em Lubeck, na Alemanha. O objetivo é a elaboração de um relatório especial sobre fontes renováveis de energia.

Até sexta-feira (25), serão discutidos itens técnicos, socioeconômicos e ambientais de fontes como biomassa, energia solar, geotérmica, hidrelétrica e eólica, entre outras, bem como segurança e fontes de financiamento para a adoção dessas tecnologias. Também serão abordadas a capacidade de construção, transferência de conhecimentos e adaptação, utilização regional e barreiras de difusão.

O Brasil está representado na reunião pela secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug.

 

Brasil vai liderar lançamento regional do Ano Internacional do Planeta Terra

Renata Pompeu
Repórter da Agência Brasil

O Brasil vai liderar o lançamento na América Latina do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT). O AIPT foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005, com apoio de 191 países.

O lançamento na América Latina está marcado para os dias 21 a 25 de abril deste ano. O lançamento mundial acontece antes, em 12 de fevereiro, na sede da Unesco em Paris. O objetivo é conscientizar a população no mundo inteiro sobre a importância das chamadas ciências da Terra.

Fazem parte dos estudos relacionados a essas áreas a geosfera, que é o corpo sólido da Terra; a hidrosfera, onde estão as águas territoriais e oceânicas; a biosfera, que compreende a vida existente na Terra, e a atmosfera, com o ar e a camada de ozônio.

O coordenador-geral das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia e conselheiro sênior para o AIPT, Carlos Oiti, observa que, apesar de estar em contato direto com as ciências da Terra no dia-a-dia, a população, de forma geral, dá pouca importância para os seus impactos.

“Por isso, o Ano Internacional do Planeta Terra pretende duas coisas: em primeiro lugar, divulgar essa importância para que a sociedade melhor aproveite as ciências da Terra em seu próprio benefício, se precavendo para tudo que vá acontecer no próximo século com as mudanças climáticas e, em segundo lugar, incentivar as pesquisas em setores específicos.”

Cada ano internacional tem duração de três anos. As atividades do AIPT começaram em janeiro de 2007 e vão até dezembro de 2009. A maior número de eventos está previsto para este ano. Só no Brasil, mais de 30 atividades estão programadas.

Segundo Oiti, o Ano Internacional do Planeta Terra pretende ajudar a melhorar a vida das populações, especialmente nos países menos desenvolvidos, promovendo o potencial social dos geocientistas de todo o mundo.

Dez temas são considerados prioritários pela Unesco: a água subterrânea; as megacidades; o clima; a crosta e o núcleo terrestres; os desastres naturais; os oceanos; os recursos naturais e a energia; os solos; a geologia médica e a evolução da vida na Terra.

 

Marina Silva destaca certificação de madeira na garantia de sustentabilidade ambiental

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu hoje (21), em Manaus, a utilização de madeira certificada para a fabricação de móveis e artefatos em geral como forma de garantir a sustentabilidade desejada ao meio ambiente do país. Ela destacou o empenho do governo brasileiro nesse sentido e disse que a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas e a criação do Serviço Florestal Brasileiro e do Instituto Chico Mendes foram passos dados rumo à promoção do manejo e da certificação florestal no Brasil.

“Quando assumimos em 2003, existiam cerca de 300 mil hectares de floresta certificada. Hoje já são 3 milhões de hectares de floresta certificada. Queremos fazer com que todos os que utilizam a madeira, desde os pequenos artefatos até grandes construções, trabalhem com madeira que seja oriunda de um manejo florestal adequado para que ela possa ser certificada”, afirmou. Cada hectare corresponde à área de a um campo de futebol.

Marina Silva esteve na capital amazonense para conhecer o trabalho de instituições que utilizam madeira certificada em sua rotina de trabalho, como a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela) – organização não-governamental que, desde 1998, ensina jovens carentes da zona leste de Manaus a fabricar instrumentos musicais de corda. Por meio do curso básico de lutheria, meninos e meninas aprendem a fazer esse tipo de construção com a utilização de madeiras certificadas pelo selo verde FSC (sigla em inglês, que em português significa Conselho de Manejo Florestal), oriundas de áreas de manejo florestal.

Para a ministra, o saber do homem amazônico e das populações tradicionais devem ser levados em consideração e tomados como exemplo. “O mercado está cada vez mais exigente no diz respeito às questões sociais e ambientais. O empreendedor deve se sentir acolhido por uma estrutura que viabilize o seu empreendimento com sustentabilidade ambiental, social, econômica e principalmente cultural. Aqui na Amazônia nós precisamos envolver cada vez mais pessoas da região e comunitários porque eles têm saberes associados a essa floresta e à biodiversidade, e mais do que nunca podem nos ensinar como está sendo feito o trabalho ecologicamente adequado, como na Oela”, complementou.

O Conselho de Manejo Florestal (FSC) foi criado visando à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável das florestas em todo o mundo. O conselho criou um conjunto de regras reconhecidas internacionalmente que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica. O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal foi criado em 2001.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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