Minimização dos impactos ambientais

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Minimização dos impactos ambientais

Usinas hidrelétricas podem gerar menos danos ao ambiente, diz secretário

Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil

Os reais impactos ambientais de cada fonte na matriz elétrica brasileira precisam ser avaliados, sob pena de o país optar por uma ação mais poluente e que gere danos maiores ao meio ambiente. O alerta foi feito hoje (12) pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, no seminário A Nova Matriz Energética Brasileira.

“Toda vez que não colocamos usinas hidrelétricas, optamos por térmicas a óleo, que causam grandes problemas de emissões de CO2 [dióxido de carbono]. Nosso potencial de emissão de CO2 está em torno de 40 milhões de toneladas. Se não fizermos mais usinas hidrelétricas, por considerarmos a Amazônia um santuário, o potencial de emissão passará para 300 milhões em 2016”, alertou Zimmermann.

Também presente ao seminário, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, ratificou a importância das hidrelétrica para a matriz energética nacional: “O Brasil sempre foi dependente de matriz hidroelétrica, e isso é bom.”

Kelman lembrou que, recentemente, com as dificuldades para obtenção de licenciamento ambiental e os obstáculos que a Justiça impõe para que se construam hidrelétricas, estão sendo contratadas usinas que queimam óleo. “E nossa matriz está ficando mais cara e mais suja.”.

O risco de desabastecimento no país também foi discutido no encontro. Zimmermann reconheceu que é grande o desafio da matriz elétrica brasileira para acompanhar o crescimento da demanda. Segundo ele, para se gerar o menor custo final de energia possível, será necessário o uso de hidrelétricas, em torno de 70%, somadas a outras formas de energia, como a nuclear, a eólica, além do carvão mineral, da biomassa e das fontes alternativas, que responderão pelos outros 30%.

“Até 2030, teremos que ampliar a capacidade instalada em mais de 120 mil megawatts, o que significa dobrar a capacidade atual. Sabemos, que até lá, trabalhamos com uma implantação de 90 mil megawatts em hidrelétricas – o restante será viabilizado por outras formas de produção de energia”, destacou Zimmermann.

 

Governo quer ampliar número de unidades de conservação ambiental com planos de manejo

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) vai abrir concorrência para a contratação de planos de manejo para 49 unidades de conservação do país até o fim do ano. Para isso, o Instituto terá disponíveis R$ 7,9 milhões, que virão do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do orçamento da União.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, diz que o objetivo é fazer mais de 100 planos nos próximos três anos. “Isso é mais do que já foi feito desde a década de 70”, disse. Segundo ele, a elaboração dos planos de manejo poderá contribuir para diminuir o desmatamento nas unidades de conservação ambiental.

“Se 20% do desmatamento acontecia em unidades de conservação e reservas indígenas, com plano de manejo, gestor e fiscal, esse desmatamento tem que cair próximo de zero. Isso é inadmissível”, afirma.

Segundo ele, a região Amazônica é a que tem o maior déficit de planos de manejo, porque é onde estão as unidades de conservação mais recentes.

O plano de manejo é um documento técnico que estabelece o zoneamento, as normas de uso da área e a utilização dos recursos naturais. Ele também faz um levantamento da fauna e da flora existentes no local, diz quais áreas precisam ser conservadas e quais podem ter trabalhos de extrativismo ou ecoturismo.

Dos 49 planos previstos para este ano, sete serão feitos diretamente pelo ICMBio e os demais serão licitados por meio de editais e posteriormente geridos por universidades e fundações cadastradas, que farão o manejo das unidades com base em instruções técnicas. Minc garante que tanto a elaboração quanto a implementação dos planos serão acompanhadas de perto pelo ministério.

Minc explicou que a agilização da elaboração dos planos é uma resposta à situação apontada por ele há quatro meses, que mostrou que, das 299 unidades de conservação do país, 82 não tinham gestores responsáveis, 173 não contavam com fiscais e 53 não seguiam os planos de manejo. Segundo ele, o problema dos gestores já foi resolvido, 50 fiscais já estão atuando e outros 180 estão finalizando cursos de treinamento.

 

Liberação do Fundo Amazônia será condicionada à redução do desmatamento, diz Minc

Leandro Martins
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (12) durante audiência pública na Comissão da Amazônia da Câmara dos Deputados que o Fundo Amazônia demorou para sair do papel porque alguns setores do governo temiam que a doação de dinheiro estrangeiro causasse interferência internacional na região.

Segundo Minc, o impasse foi resolvido pois os países que aplicarem recursos em projetos sustentáveis na Anazônia não terão o poder de definir de que forma serão aplicados. Ficará a cargo deles, no entanto, a liberação do dinheiro, que só irá ocorrer mediante resultados positivos do Brasil em relação à preservação da floresta.

“Nós só poderemos sacar recursos do Fundo Amazônia, se no ano anterior o desmatamento tiver sido menor do que a média dos dez anos anteriores, ou seja nós temos que fazer o dever de casa previamente. Você só saca o recurso se fizer o dever de casa antes”, explicou o ministro.

Minc também falou aos deputados sobre a iniciativa do governo federal de estabelecer o preço mínimo para produtos do extrativismo. De acordo com ele, a medida deve resultar em benefício à população da região amazônica.

“Nunca houve preço mínimo para seringa, castanha, babaçú, pequí, piaçava, etc, preço mínimo para dez produtos, o que vai possibilitar ao povo do extrativismo, aos trabalhadores da reservas, que consigam preços mais compatíveis e dignos”, argumentou.

O ministro acrescentou que o setor agro-extrativista na Amazônia também será beneficiado com crédito de 4% de juros ao ano e doze anos de carência para começar a pagar.

Minc anunciou ainda que tiveram início hoje os estudos para a criação de quarenta novos planos de manejo na Amazônia. Segundo o ministro, a novidade é que os projetos serão realizados não só pelo Ministério do Meio Ambiente como por outras instituições, como por exemplo, universidades.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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