Mistura de biodiesel ao diesel convencional e países africanos poderão exportar biocombustíveis

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Mistura de biodiesel ao diesel convencional e países africanos poderão exportar biocombustíveis

Presidente diz que países africanos podem se tornar exportadores de biocombustíveis

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil

Os países africanos podem se tornar exportadores de biocombustíveis para os países desenvolvidos. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu hoje (22) também o aumento das relações comerciais do Brasil com a África. “Estamos discutindo com vários países africanos a chance que eles têm de, através dos biocombustíveis, começarem a se transformar em exportadores de um produto que o mundo rico certamente vai precisar”, disse.

O presidente ressaltou que, para os países africanos crescerem, é preciso que consolidem a democracia. “Consolidar a paz e consolidar a democracia são ingredientes que permitirão outros países fazerem investimentos, indústrias se implantarem lá”, afirmou.

Lula disse que a aproximação com a África faz parte da estratégia do Brasil de procurar novos mercados. “Estabelecemos uma estratégia de nos aproximar da África outra vez por várias razões, desde os compromissos históricos que nós temos com os países africanos até a necessidade de você estabelecer uma relação econômica, cultural, política, de transferência de conhecimento científico e tecnológico para ajudar os países africanos a se desenvolverem”, afirmou.

“É, por isso, que nós abrimos em Gana uma seção da Embrapa e estamos abrindo em Maputo, em Moçambique, um escritório da Fiocruz, para que a gente possa começar a tornar realidade a nossa troca de conhecimentos”, completou.

Segundo o presidente, assim como faz com a África, o Brasil pretende intensificar a troca comercial com outros países. “O Brasil precisa procurar novos parceiros. Eu, o ano que vem, por exemplo, vou à Indonésia. E por que eu vou à Indonésia? É um país de 210 milhões de habitantes em que o Brasil tem uma balança comercial de apenas US$ 1 bilhão, o que é uma vergonha”, disse.

“Vamos continuar fazendo isso, porque o Brasil não pode ficar dependendo de um país ou de um grupo de países. O Brasil precisa fazer uma diversificação muito grande na sua relação política, na sua relação comercial, para que a gente possa viver a situação que estamos vivendo hoje. Uma situação de tranqüilidade em que o Brasil vende para muitos países, compra de muitos países. E o Brasil tem poder de competitividade com qualquer economia do mundo”, ressaltou Lula.

Na semana passada, o presidente visitou quatro países africanos, em sua sétima viagem ao continente. Acompanhado de empresários dos setores de energia, construção, indústria aeronáutica e finanças, Lula visitou Burkina Faso, República do Congo, África do Sul e Angola.

 

ANP pretende antecipar em três anos mistura de 5% de biodiesel ao diesel convencional

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O crescimento da oferta de biodiesel no mercado nos próximos meses permitirá ao governo antecipar em três anos – de 2013 para 2010 – a meta de adicionar 5% do combustível ao diesel convencional, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima.

As declarações foram dadas em audiência pública promovida hoje (22) na ANP sobre os leilões de biodiesel previstos até o final do ano. Somente os dois leilões previstos para a primeira quinzena de novembro, disse Lima, ampliarão a oferta do combustível em 800 milhões de litros. O volume, disse ele, é suficiente para garantir o cumprimento da legislação, que determina a elevação da mistura para 2% a partir de janeiro.

“Com esses dois leilões, estabeleceremos o nível de garantia e de segurança para a efetivação da meta de 2% a partir de janeiro de 2008”, ressaltou Lima.

Em dezembro, a ANP pretende fazer ainda mais dois leilões. A agência ainda não definiu o volume a ser ofertado, mas Lima estima que a quantidade esteja entre 700 milhões e 800 milhões de litros. “Isso nos garantirá cerca de 1,6 milhão de litros em 2007, quase o dobro do necessário para garantir a mistura de 2%”, destacou.

O diretor-geral da ANP ressalta que a oferta extra permitirá à agência trabalhar com percentuais acima da meta para determinados consumidores. “Se tudo der certo, nós estaremos com possibilidade de criar mecanismos para direcionar parte da produção para grandes consumidores com frotas cativas e que poderão obter autorizações para usar adições de 5%, 20% e até 30% de biodiesel ao diesel mineral”, declarou.

Haroldo Lima disse ainda que o país conta atualmente com 42 unidades de biodiesel habilitadas e em processo de produção. “Somente essas unidades garantirão uma produção de 2,063 milhões de metros cúbicos (o que resulta em mais de 2 bilhões de litros) que estarão disponíveis em 2008. A meta de 2% é incapaz de consumir toda esta produção”, estimou.

O excesso de biodiesel no mercado, segundo Lima, fará a ANP acelerar a transição da mistura de 2% para 5%. “Aumentaremos para o B-3 [adição de 3% de biodiesel], para o B-4 [adição de 4%] até chegar ao B-5 [5% de mistura]. A nossa expectativa é de que o B-5 possa ser antecipado de 2013 para 2010”, ressaltou.

Na audiência pública, o diretor-geral admitiu que a ANP teve, ao longo do ano, problemas com empresas produtoras que não estavam conseguindo entregar o biodiesel no prazo estipulado nem de maneira adequada. “Realizamos cinco leilões e tínhamos previsões de entrega, mas os produtores não estavam fornecendo o produto de forma satisfatória. Havia certa incerteza”, disse.

Lima, no entanto, assegurou que os problemas com as empresas não se repetirão. Segundo ele, as próprias normas do leilão garantirão o volume adicional de biodiesel. “Quem participar da licitação terá de entregar o produto até 31 de dezembro, caso contrário não poderá mais fazê-lo”, explicou.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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