Mudanças climáticas influenciam alterações no oceano

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Mudanças climáticas influenciam alterações no oceano

Aumento de furacões e tempestades

FuracãoAumento do número de furacões devido a mudanças climáticas, esta é uma informação que já havíamos explicado, e agora para sua comprovação foi realizada uma nova pesquisa. Devido ao aquecimento global que aumentou também a temperatura dos oceanos, provocou uma duplicação na quantidade de furacões que se formam no oceano Atlântico em comparação com o século passado.

Os dados são do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR, sigla em inglês) e do Instituto Tecnológico da Geórgia em que os cientistas americanos também analisaram a intensidade do vento nas últimas décadas, considerando furacões os ventos com velocidade acima de 105 km por hora.

Para se ter uma idéia da grande expansão do fenômeno, observando o ano de 2006 que teve menos furacões em comparação aos dois anos anteriores que tiveram presença do El Niño no Pacífico, se fosse há um século atrás, o ano de 2006 seria uma temporada de tempestades com uma média muito elevada, tendo como base os furacões e tempestades tropicais que se formam em litorais da região ocidental da África.

Sobre ciclones, que são violentas tempestades, caracterizadas por ventos em forma de turbilhão e fortes chuvas, aumentam sua intensidade conforme avançam ao oeste, causando geralmente impactos no Golfo do México ou sobre a área litorânea dos Estados Unidos e da América Central.

Desde 1900 a pesquisa identificou em três épocas que tiveram uma elevação na média de tempestades tropicais e furacões, sendo a primeira entre 1900 e 1930 que teve uma média de seis tempestades tropicais, sendo quatro furacões, a segunda foi entre a década de 30 e 40 em que teve uma média anual de dez ciclones sendo cinco tempestades e cinco furacões. A última foi recente, entre 1995 e 2005, época em que chegou a oito furacões e sete tempestades.

Segundo um dos autores do estudo, Greg Holland, cientista do NCAR, esse resultado demonstra de forma notável as alterações climáticas influenciando a formação de furacões no Atlântico, já que conforme a temperatura do planeta foi se elevando devido o aquecimento global, aumentou-se também a quantidade de furacões e também tempestades.

Redução de peixes no oceano

Outra pesquisa realizada que também comprova um dado que já publicamos anteriormente, informa sobre a redução de peixes devido ao aquecimento global.

O oceanógrafo americano Paul Falkowski explicou que devido o aumento da temperatura no oceano haverá menos nutrientes no oceano em suas camadas superficiais, significando também uma redução do fitoplâncton por serem sensíveis a mínimas alterações climáticas e como são a base de alimentação no oceano, por conseqüência os peixes também sofrerão uma redução, devido a falta de alimentos ou por migrarem para outras regiões em busca de condições melhores, tanto em temperatura climática como em relação a alimentos.

Este é outro assunto que preocupa todos os especialistas e pesquisadores de áreas ambientais, já que como há um ciclo de alimentação no meio ambiente, denominado cadeia alimentar, com a redução de peixes, todas as espécies que dependem destes para alimentação também sofrerão com a falta de alimentos, e há grandes possibilidades de muitos morrerem ou migrarem para outras regiões, provocando um notável desequilíbrio ecológico.

Falkowski advertiu também sobre outro efeito da mudança climática sobre os oceanos que será o aumento da acidez de suas águas, aumentando ainda mais a dificuldade de sobrevivência de algumas espécies, como corais.

Por isso é de extrema importância que áreas marinhas sejam protegidas, já que há organismos muito sensíveis que além de estarem sofrendo impactos ambientais devido às mudanças climáticas, em muitos locais há uma exploração excessiva devido práticas como turismo.

E sem dúvida, concluímos destacando a óbvia importância em frear o aquecimento global, para isso é necessário reduzir as emissões de gás carbônico, que pode ser alcançado substituindo as fontes de geração de energia que são sujas por fontes alternativas limpas, que não poluem.

Para ver mais alternativas para frear o aquecimento global, leia: Mudar radicalmente, este é o lema do século XXI

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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