Objetivo de minimizar os elevados índices de desmatamentos no Brasil

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Objetivo de minimizar os elevados índices de desmatamentos no Brasil

PF prende 23 pessoas e desmonta organização que exportava madeira ilegal

Alessandra Bastos
Repórter da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) desmontou hoje (18) uma organização criminosa que extraía e exportava ilegalmente para os Estados Unidos madeiras nobres, principalmente jacarandá-da-Bahia, utilizada na fabricação de instrumentos musicais. Dois policiais militares faziam parte do grupo. Ao todo, 23 pessoas foram presas. A PF não divulgou o nome do líder da organização, que está preso.

Segundo a chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF em Minas Gerais, Tatiana Torres, os presos podem responder por dois crimes ambientais: manter estoque de madeira irregularmente e retirar espécies em extinção de floresta de domínio público. E também por cinco outros crimes, chegando a 34 anos de reclusão.

De acordo com as tarefas na organização, eles responderão por contrabando qualificado, lavagem de dinheiro, uso de documentação falsa, falsificação de documentos e desobediência, no caso do líder do grupo, que “tomou conhecimento de que o galpão havia sido lacrado pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais e ainda assim mandava os empregados tirarem o lacre e comercializassem a madeira que estava interditada”, informou a delegada, que presidiu as investigações.

Tatiana Torres disse também que o trabalho dos dois policiais militares era o de avisar quando haveria fiscalização no galpão onde era estocada a madeira. O grupo também cortava a madeira sem documentação legal e utilizava documentos e notas “frias” para fazer o transporte a outros estados e acobertar parte da carga, com valor inferior ao previsto.

A PF estima que nos últimos quatro anos mais de 13 toneladas da madeira tenham sido exportadas ilegalmente. O jacarandá-da-Bahia, por estar em extinção, tem sua exportação proibida.

O principal alvo da quadrilha era a Mata Atlântica e a extração se concentrava, principalmente, no sul da Bahia. Mas era feita também em outros cinco estados – Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí – e no Distrito Federal. A madeira era exportada do Espírito Santo e de Minas Gerais, pelo correio ou em aviões.

Após cinco meses de investigações, a operação batizada de Wood Stock foi coordenada pela PF de Minas Gerais e ocorreu simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, onde a agência de repressão aos crimes ambientais, US Fish and Wildlife Service, monitorou as remessas de madeira e executou os mandados judiciais na cidade de Massachusetts.

No Brasil, 350 agentes federais participam da operação com apoio de 50 policiais militares de Minas Gerais e do Instituto Estadual de Florestas.

A exploração do jacarandá-da-Bahia está listada na Primeira Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), que regulamenta a exportação e importação e facilitou a cooperação entre os dois países.

Terras indígenas e áreas de conservação na Amazônia ganham reforço para combater degradação

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) anunciou hoje (18) o lançamento de um novo sistema de dados sobre terras indígenas e áreas de conservação da Amazônia. Batizado de Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAe), o aplicativo desenvolvido pelo Censipam de Porto Velho (RO) contém dados sobre desmatamento ou da ação do homem sobre o meio ambiente, entre outros, mesmo que se tratem de pequenas intervenções

Poderão ter acesso às informações órgãos que tenham atuação na Amazônia, como secretarias de Meio Ambiente municipais ou estadual, Defesa Civil, Ministério Público, Polícia Federal, prefeituras e universidades.

De acordo com o diretor-geral do Censipam, Marcelo de Carvalho Lopes, a base de dados do ProAe possui imagens de satélite, atualizadas regularmente, incluindo cartas-imagem compactadas, informações temáticas georeferenciadas, além de dados estatísticos sobre desmatamento. Os dados, explicou, serão fornecidos em CDs.

“Nosso objetivo é que tenhamos um alto grau de detalhes para que possamos compartilhar isso com outros órgãos estaduais, com atribuição de repressão ao desmatamento, como Ibama, polícias ambientais e Polícia Federal. Os dados permitirão que esses órgãos estruturem operações a partir das informações recebidas, identificando o incremento de ações ilícitas de desmatamento”, destacou.

A versão do sistema lançada hoje inclui análises de áreas no Acre, em Rondônia e Mato Grosso. E para garantir maior abrangência da região amazônica, outros técnicos do Censipam participam de treinamentos para padronização das normas de organização dos dados de outros estados. Com isso, até o primeiro semestre de 2008, os resultados uniformizados da Amazônia inteira estarão disponíveis.

“Só em Rondônia estão sendo monitorados mais de 9,2 milhões de hectares de unidades de conservação estaduais, federais e terras indígenas. O objetivo não é monitorar todas as áreas, mas que se tenha um grau elevado de detalhes as áreas monitoradas”, informou Lopes.

Ele explicou ainda que o sistema deverá fornecer, “em um segundo momento, informações sobre campos de pouso, movimento aéreo e mineração ilícita nesses três estados e, a partir de 2008, em toda a Amazônia Brasileira”.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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