OMS alerta sobre risco de pandemia e questões de saúde

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OMS alerta sobre risco de pandemia e questões de saúde

“Nenhum país está preparado para enfrentar uma possível pandemia de gripe aviária”, afirmou Margaret Chan, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando ainda que se ocorresse uma epidemia generalizada (pandemia) de gripe aviária, todas as partes do mundo seriam afetadas, independente de seu poder sócio-econômico, variando a intensidade, ou seja, algumas áreas sendo afetadas em maior proporções do que outras.

O vírus responsável pela gripe aviária, o H5N1 torna vulneráveis os habitantes de qualquer país, por isso, a situação só poderia ser revertida com o trabalho coletivo dos 193 países-membros em união com medidas para combater o problema.

A OMS, adotou medidas para conter a doença em um momento inicial, reservando 3 milhões de doses do remédio “Tamiflu” e ainda outras 2 milhões de doses do medicamento para atribuir a alguns países em desenvolvimento que não teriam acesso a primeira remessa.

Apesar da grande disseminação da doença, a gripe aviária não sofreu mutações, por isso continua sendo uma doença animal, ou seja, afetando principalmente os animais e sendo geralmente transmitida pelo animal portador, com base nos dados de pessoas infectadas, que chega a mais de 300 casos, sendo que 187 morreram, representando uma taxa de mortalidade de 60%.

Até o momento foram registrados apenas alguns casos de transmissão entre humanos de forma limitada, como por exemplo, entre os membros de uma mesma família e com contato muito direto. A OMS matem atualmente um índice de alerta 3 de um total de 6 na escala de risco de pandemia de gripe aviária e solicitou a todos os países que colaborem ao máximo para prevenir, detectar e informar sobre a aparição do vírus.

Pesquisas são fundamentais para entender ao máximo todas as informações necessárias sobre o vírus e sua evolução. Todos os países-membros devem compartilhar as amostras com a OMS para permitir caracterizar o vírus e saber se o H5N1 passou a ter potencial para causar a transmissão de humano para humano de uma maneira eficiente.

Devido à globalização, doenças erradicadas na maioria do planeta, porém ainda freqüentes em alguns países, tenham se transformado em um risco mundial, como no caso da poliomielite que ainda é endêmica em Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão e por isso o risco é global.

Por isso é importante ressaltar que os países-membros da OMS não devem pensar que estão a salvo, que isto é uma coisa de quatro países, e o apelo aos doadores para contribuir na luta contra este tipo de doenças.

É preciso dizer aos países-membros (da OMS) que não pensem que estão a salvo, que isto é coisa de quatro países”, e apelou aos doadores que contribuam na luta contra este tipo de doenças.
Lembrando ainda que a proliferação de doenças como gripe aviária, dengue, que podem causar epidemias, são originadas em grande parte devido às mudanças climáticas que deixam uma condição favorável para disseminação dessas doenças. Para entender mais sobre isso, leia o artigo: Gripe aviária, dengue, malária – epidemias do século XXI.

Alimentos contaminados e questões de saúde

Outro dado estabelecido também pela OMS refere-se aos alimentos contaminados, concluindo que é um problema de dimensão mundial e não devemos destacar apenas a China, tão criticada por enfrentar problemas na área da qualidade dos alimentos apesar de ter um frágil mecanismo de controle para alimentos e remédios que há anos depara-se com vários escândalos no setor de produtos para saúde.

Na sexta-feira, as autoridades da China mandaram as empresas de remédios e alimentos do país investirem em qualidade e pediram para os meios de comunicação não cometerem exageros a respeito da questão.

É estabelecido então uma questão importante devendo observar que tanto os países ricos como os pobres, desenvolvidos ou subdesenvolvidos, precisam melhorar o índice de qualidade em questões de saúde.

Cerca de 200 relatos sobre produtos alimentícios contaminados todos os meses são enviados para a OMS, que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). Mas muitos problemas de saúde oriundos da contaminação alimentar não chegam a ser registrados.

A OMS, que defende a adoção de medidas regulatórias para garantir a qualidade dos alimentos em todo seu ciclo de produção, afirmou que surtos de bactéria E. coli, por exemplo, podem atingir grandes proporções.

Devido a substâncias químicas mal identificadas em remédios fabricados na China Panamenhos doentes morreram.Com rações de baixa qualidade animais de estimação morreram também nos EUA. Pastas de dente chinesas com problemas foram encontradas na América Central e em outras regiões do planeta.

Mesmo assim, o diretor do departamento de controle de qualidade de alimentos da OMS, Jorgen Schlundt, disse que, desde 2001, a China enfrenta o problema com seriedade.

A qualidade dos alimentos é imprescindível para evitar problemas de saúda e muitas vezes um investimento para evitar que os alimentos se contaminem ou que sejam distribuídos mesmo contaminados pode ser muito menor do que um investimento necessário para saúde que atenda pessoas que sofreram contaminações por estes alimentos que sem dúvida, ainda podem correr risco de vida.

Além dos investimentos de saúde, podemos ainda abordar mais profundamente a questão e analisar os gastos que um trabalhador incapacitado por uma doença fornece, recebendo por direitos seu salário, mas sem fornecer a mão-de-obra. Não que isso esteja errado, é totalmente coerente um trabalhador doente receber seu pagamento, já que é uma questão de saúde e não de (falta de) vontade da pessoa.

Mas o que devemos analisar é esta outra quantidade de gastos, concluindo de forma ainda mais concreta a importância de se investir na qualidade dos alimentos, assim como outras questões de saúde, como rede de esgoto, água potável, coleta seletiva de lixo para minimizar doenças que certamente representam um custo menor ao se evitar o problema em sua origem do que investir altos valores em medicamentos especiais para atender os necessitados.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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