Os impactos da metrópole no campo

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Os impactos da metrópole no campo

Conferência ambiental paulista discutirá impactos da metrópole no campo

Paulo Montoia
Repórter da Agência Brasil

A 3ª Conferência Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que se realiza hoje (29), discutirá problemas e questões diretamente ligadas às metrópoles, aos ambientes rurais, naturais e florestas, além da inter-relação entre ambos. A informação é de Sourak Aranha Borralho, coordenador-executivo do encontro e assessor técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo Borralho, o foco da conferência paulista serão esses dois eixos. “Nas metrópoles, temos questões que envolvem o trânsito. Nós temos hoje 800 carros por dia entrando na frota de São Paulo, com novas tecnologias que, ao longo do tempo, reduziram a emissão de poluentes. Mas o somatório desses carros vai dar hoje uma poluição semelhante à de épocas em que não se tinha toda essa tecnologia”, disse.

Ele também enfatizou o padrão de consumo, “que não é em bases sustentáveis”. E lembrou: “Existe um apelo para que se consuma, a fim de alimentar o sistema. Mas ele não está resolvendo a questão do resíduo [lixo], embora exista uma nova cultura de reciclagem em desenvolvimento. O certo é a gente começar a diminuir o consumo de bens descartáveis e substituí-los por bens duráveis, mantendo a reciclagem dos demais. Isso é informação e a mídia deve contribuir para isso, pois está previsto na Constituição que cuidar do meio ambiente é dever de todos”.

Segundo Borralho, os atuais níveis de consumo nas metrópoles aumentam o impacto sobre os ambientes naturais, de onde vêm as matérias-primas, os produtos de que necessitamos e a energia a partir da água.

Sobre questões específicas da conferência paulista, ele destacou um ponto que afeta diretamente a Mata Atlântica, que é a especulação imobiliária. “No Estado de São Paulo, você tem de deixar 20% da mata de reserva legal, mas se você desmata 80%, o que sobrará? E nós temos aí em torno de 7%, 8% da Mata Atlântica original. A legislação prevê que se alcançarmos 5% não se poderá mais desmatar nada. E aí?”

Na conferência ainda serão discutidos temas locais, como a possível construção da usina hidrelétrica de Tijuco Alto, no Rio Ribeira do Iguape, e de um porto privado em Peruíbe, onde existe uma reserva indígena. De acordo com Borralho, um documento final com as propostas e moções aprovadas deverá ser compilado e divulgado no final da próxima semana.

 

São Paulo elegerá 76 delegados para discutir políticas públicas ambientais

Paulo Montoia
Repórter da Agência Brasil

Propostas de políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas serão discutidas hoje (29) pelos 600 delegados participantes da 3a Conferência Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (3a Sema), que se realiza na Assembléia Legislativa.

As conferências bienais foram iniciadas em 2004 e são uma forma de consulta pública para a formulação de políticas da União e dos estados, segundo explicou Sourak Aranha Borralho, coordenador-executivo da conferência e assessor técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em São Paulo, foram realizadas 12 conferências macrorregionais que mobilizaram cerca de 3 mil pessoas, representando um conjunto de mais de 500 municípios. “Essas propostas vêm para cá e as que forem de competência da União serão juntadas a propostas que vêm do texto-base [da 2a Conferência Nacional]. As que são de competência do estado ficarão aqui. Ou seja, a gente vai aprovar dois documentos e entregar à União e ao governo do estado”, informou Borralho.

A conferência paulista foi aberta solenemente ontem (28) e os debates, votações e documento final serão realizados integralmente hoje. Além da votação de propostas para encaminhar à 3a Conferência Nacional, que está marcada para 7 a 11 de maio em Brasília, serão também eleitos 76 delegados para o evento nacional.

Segundo Borralho, a conferência encaminha principalmente “propostas de políticas públicas, como investimento em pesquisa, em fiscalização, investimento em cooperativas, na valoração da floresta em pé – no caso das cidades, melhoria do transporte público e urbano, com veículos com outros tipos de combustíveis, para que o cidadão possa abandonar seu carro”.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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