PAC transformou o país em um “grande canteiro de obras”

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

PAC transformou o país em um “grande canteiro de obras”

Um ano após anúncio do PAC, capital de Rondônia vive expectativa de desenvolvimento

Luana Lourenço
Enviada especial

Porto Velho (Rondônia) – Um ano depois do anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Rondônia, uma das unidades da federação que mais receberá recursos do programa, vive a expectativa de crescimento econômico. A região é considerada estratégica para o desenvolvimento do eixo norte do país, pela facilidade de escoamento de produção e pelo potencial energético.

Na capital, Porto Velho, mesmo antes do início das duas principais obras previstas para o estado, as hidrelétricas do Rio Madeira, as mudanças no dia-a-dia são visíveis com o aumento no fluxo de veículos, o crescimento do mercado imobiliário e a chegada de empresas e investidores nacionais e internacionais.

“A gente ouve falar muito que as usinas vão fazer a cidade crescer, gerar emprego. Dá para ver que as coisas estão mudando, imagine quando a obra começar”, avalia Walderi de Lima, morador de Porto Velho há mais de 20 anos.

As expectativas, no entanto, ainda contrastam com a realidade da infra-estrutura da cidade. De acordo com o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), apenas 3% da população são atendidos por rede de esgoto e metade não tem abastecimento de água.

Moradora do bairro de São Sebastião 2, na periferia da capital de Rondônia, a líder comunitária Lusmarina Oliveira resume a preocupação dos moradores com a provável chegada de cerca de 100 mil pessoas nos próximos dez anos. “A cidade ainda não está preparada para receber a quantidade de pessoas que virá de fora, não tem saneamento básico, a procura de residências vai aumentar. Falta espaço para crescer”, aponta.

Parte do bairro é formada por palafitas, erguidas sobre uma cachoeira de esgoto que deságua no Rio Madeira. A alta incidência de casos de dengue e malária na comunidade levou os moradores a organizar um abaixo-assinado para reivindicar melhoria no atendimento médico, também precário, segundo Lusmarina. Com 380 mil habitantes, Porto Velho tem apenas três hospitais públicos, que também recebem pacientes do interior do estado.

“Quando as pessoas chegarem aqui, talvez a realidade seja diferente do sonho que elas esperam encontrar”, pondera a líder comunitária. Este ano, a prefeitura começará a executar os R$ 650 milhões do PAC destinados a obras de saneamento e construção de casas populares em Porto Velho.

As modificações também abrangem o perfil econômico da capital. O comércio e o funcionalismo público deverão ceder espaço ao crescimento industrial e ao setor de serviços, além da criação de um “cinturão verde” para abastecer a cidade. A demanda por mão-de-obra qualificada também preocupa os gestores e empresários da capital, onde já faltam pedreiros, eletricistas, encanadores e engenheiros.

De acordo com a prefeitura de Porto Velho, a população local terá prioridade na seleção de trabalhadores para a construção das usinas do Rio Madeira. Um convênio entre a administração municipal, o Ministério do Trabalho e entidades do Sistema S começou a capacitar 4 mil pessoas, de olho nos setores que mais irão se expandir: a própria construção civil, a hotelaria e a prestação de serviços.

Santo Antônio e Jirau, as duas usinas do complexo hidrelétrico do Madeira, somarão 6.450 megawatts – aproximadamente metade da potência de Itaipu, a usina mais potente do país, e deverão suprir 8% da demanda nacional, segundo cálculos do governo.

 

PAC transformou o país em um “grande canteiro de obras”, avalia governo

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Durante o balanço do primeiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que até agora “a situação é muito positiva” e apresentou um vídeo institucional com os principais resultados do programa em 2007.

No vídeo, o governo avalia que o PAC transformou o Brasil em “um grande canteiro de obras”. Entre as ações na área de infra-estrutura logística, os destaques foram a licitação de sete trechos de rodovias federais e a conclusão das obras de duplicação da BR-060, em Goiás, e da BR-050, em Minas Gerais.

No setor aeroportuário, dos 20 terminais previstos no cronograma do PAC, as obras estão em andamento em 12. Uma delas é a reforma da pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Ontem (21), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou a construção de uma terceira pista no terminal.

O vídeo institucional também mostrou o andamento das obras de infra-estrutura energética. Depois do leilão que definiu o consórcio executor da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, o governo anunciou que pretende licitar até maio as obras da Usina de Jirau, também no Rio Madeira.

Já no setor de gás, de acordo com o balanço, foram executados 47% das obras do gasoduto Urucum-Manaus. O Programa Luz para Todos, as obras de saneamento e urbanização de favelas e o início da transposição das águas do Rio São Francisco foram apontados como os principais resultados dos investimentos um infra-estrutura social no primeiro ano do PAC.

Segundo a ministra Dilma Rousseff, o próximo balanço do programa será anunciado em maio.

 

PAC na área de energia tem 83% das ações com andamento adequado, afirma Dilma

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Quatro leilões de energia nova totalizando 9,9 mil megawatts de potência; 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão, 14 novas usinas de biodiesel e modernização de oito refinarias de petróleo estão entre os principais resultados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de infra-estrutura energética em 2007.

No balanço do primeiro ano do programa, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff anunciou que 83% das ações na área de energia estão com andamento adequado , 12% merecem atenção especial e 5% estão em situação preocupante.

Segundo a ministra, o principal destaque no setor energético é a construção das duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira em Rondônia: Santo Antônio e Jirau.

A usina de Santo Antônio vai produzir 3,1 mil megawatts e deve estar pronta no final de 2012. O leilão foi realizado em dezembro do ano passado. O leilão para a usina de Jirau, que vai produzir 3,3 mil megawatts deve ser realizado em 2009.

Para este ano o PAC na área de infra-estrutura energética prevê quatro leilões de energia com estimativa de geração de 7 mil megawatts. Também, estão previstos o início de obras de seis hidrelétricas, 20 usinas térmicas e cinco pequenas centrais hidrelétricas.

Além disso está programado o inicio das operações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e da Petroquímica Suape, em Pernambuco.

 

Obras de saneamento, habitação e acesso a energia avançaram menos que as outras

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas áreas de saneamento básico, habitação e acesso a energia elétrica avançaram menos que as obras de logística e do setor energético. Porém, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, nega o atraso.

De acordo com o balanço de um ano do PAC, apresentado hoje (22) pelo governo, 68% das ações na área social estavam em processo de análise (sendo 44% em licitação e 24% em projeto ou licenciamento) até 31 de dezembro de 2007, contra apenas 32% em execução.

No setor de logística, que engloba rodovias, ferrovias e portos, 72% das ações já haviam começado e 28% estavam em fase de projeto, licenciamento ou licitação no mesmo período. Na área energética, os percentuais são de 53% e 47%, respectivamente.

O ministro Márcio Fortes negou que sua área esteja em atraso. Ele argumentou que, diferentemente dos projetos de outros ministérios, os de habitação e saneamento básico têm outro ritmo e passam por mais fases de análise do que os de outras áreas.

Segundo Fortes, primeiro, o Ministério das Cidades precisa selecionar propostas elaboradas pelos estados e municípios, que depois são avaliadas pela Caixa Econômica Federal. Só então o dinheiro pode ser empenhado (reservado) e as licitações iniciadas, explicou Fortes.

“Não estamos atrasados. Temos uma fase complexa desde agosto, quando foram completados os anúncios de todos os projetos que seriam beneficiados pelo PAC”, disse ele.

“É impossível pensar que, no dia 24 de agosto, foi feita a liberação e que no dia 25 estaria tudo pronto. Esse período todo está correndo. Estamos já no limiar do início das obras, vários desses projetos já estão com todas as fases cumpridas. Só falta autorização de início de obra”, argumentou Fortes, acrescentando que o ministério empenhou, em 2007, todos as recursos previstos para o ano, o equivalente a 17% do dinheiro previsto até 2010.

De acordo com Fortes, neste ano, as obras serão realizadas. Ele informou também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou uma lista, porque quer visitar algumas durante o ano. Uma das metas é concluir as licitações para a transposição do Rio São Francisco no primeiro semestre de 2008.

Ainda conforme o balanço do PAC, das ações sociais e urbanas monitoradas, em quantidade, as consideradas adequadas passaram de 49%, em agosto de 2007, para 93%, em dezembro. As que exigem atenção caíram de 48% para 4% e as preocupantes permaneceram em 3%.

 

Para indústria da construção, obras do PAC começarão de fato agora

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

O primeiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que houve um avanço significativo em termos de projetos apresentados e de processos de licitação, além da definição de modelos e desburocratização, inclusive no que respeita ao licenciamento ambiental.

A opinião é do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Simão, para quem “a perspectiva agora é muito interessante, porque a partir de março está previsto um volume de obras razoável, que vai crescer ao longo do ano”. Ele acrescentou que muitos dos projetos estão em condições de começar no prazo de 60 a 90 dias.

Segundo Simão, o setor de energia foi o menos atendido no primeiro ano do PAC, assim como as áreas de transportes, saneamento e habitação social. Ele advertiu, porém, que é boa a perspectiva de em 2008 de serem iniciados projetos nesses campos. “Vai retomar agora, do mesmo modo que em energia”, sinalizou.

Ele destacou o setor de transportes a partir deste primeiro trimestre: “Está tudo trabalhado para a gente efetivamente começar os projetos.” E reconheceu que o andamento não terá a velocidade que se imaginava no lançamento do programa, mas ressalvou que “as obras começam mesmo agora e o futuro que eu vejo pela frente é bastante promissor”.

 

Industriais do setor elétrico temem falta de gás natural e defendem economia de energia

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Apesar de considerar que não há risco de racionamento de energia no Brasil em 2008, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) avalia que as usinas térmicas acionadas para garantir o fornecimento poderão demandar o gás natural que hoje está à disposição das indústrias, o que teria reflexos negativos no mercado.

“Se as indústrias tiverem que voltar a usar o gás liquefeito de petróleo (GLP), teremos um aumento considerável de custo, que inevitavelmente será repassado aos produtos”, afirmou hoje (22) à Agência Brasil o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

O governo deveria lançar uma campanha pelo consumo racional de energia, defendeu Barbato. “Isso é válido em qualquer país e em qualquer momento, pois é uma questão de inteligência. Uma campanha esclarecedora para a população, sobre o uso racional, viria em boa hora, sem dar a sensação de que vai faltar energia”, afirmou.

Ontem (21), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reiterou não ser necessário orientar a população a economizar energia.

Agência Brasil

Notícia anexa: Balanço do primeiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.