Preocupações ambientais crescem, mas ainda não são o suficiente

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Preocupações ambientais crescem, mas ainda não são o suficiente

Ministros debatem formas de melhorar gestão ambiental na ONU

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

Os ministros do Meio Ambiente dos países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU) discutiram ontem (22), em Mônaco (Itália), propostas para melhorar a ação do organismo na gestão dos problemas ambientais do planeta, como as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Eles participam da 10ª Sessão Especial do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, que reúne os conselheiros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Capobianco, que representa o Brasil no encontro, apesar do grande número de iniciativas da ONU, como as várias convenções internacionais criadas para tratar de mudanças climáticas, biodiversidade, espécies ameaçadas, entre outros temas, o quadro ambiental do planeta continua se agravando.

“É necessário que se crie uma oportunidade de aprimoramento dessas ações. Não se trata de reduzir ou modificar, mas organizar melhor e integrar para que tenhamos resultados mais concretos em termos de ganhos ambientais” afirmou nessa quinta-feira (21) em entrevista à Agência Brasil.

Capobianco abrirá um painel, apresentando a proposta brasileira de reforma do sistema de gestão ambiental das Nações Unidas, elaborada a partir da Reunião Ministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: Desafios para a Governança Internacional, realizada no Rio de Janeiro em setembro do ano passado. De acordo com ele, a idéia é criar uma organização para coordenar as ações desenvolvidas pelas várias convenções internacionais e pelo Pnuma, que hoje operam com secretariados próprios e pouca integração.

Também é indicado o aprimoramento do GEF (sigla em inglês do Fundo Mundial para o Meio Ambiente), que financia ações nos países em desenvolvimento para enfrentamento de questões ambientais globais.

Segundo Capobianco, propostas de outros países também estarão em debate. Algumas delas defendem o fortalecimento do Pnuma, transformando-o numa organização mundial, enquanto outras sugerem a manutenção do atual sistema com maior aporte de recursos.

Para ele, a proposição brasileira é uma saída intermediária, em que se mantém ganhos e estruturas existentes, tornando-as mais eficientes a partir da sua integração.

O secretário afirmou que é difícil prever qual será o caminho adotado para a reforma na gestão ambiental global e que este será um processo naturalmente longo, já que a ONU busca construir soluções de consenso.

Durante os dois primeiros do encontro, o principal assunto em discussão foram novos mecanismos para financiamento de ações para a mitigação das mudanças climáticas e adaptação dos países a elas, especialmente formas de viabilizar a implantação do Fundo de Adaptação para os Países em Desenvolvimento, aprovado durante a Conferência das Partes da Convenção do Clima, realizada em Bali, na Indonésia, em dezembro do ano passado.

 

Indústrias do Rio podem compensar emissão de gases poluentes investindo em seringueiras

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

As indústrias do Rio de Janeiro que investirem no plantio de seringueiras poderão receber um selo de certificação ambiental. A iniciativa tem o objetivo de, além de estimular as indústrias a compensarem as emissões de gases poluentes, aumentar a produção do látex no país. O investimento poderá ser no Rio de Janeiro ou em outros estados, por meio de parcerias com os produtores de látex.

O selo Seringueira Ambiental foi lançado ontem (22) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro(Firjan), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio (Sebrae-RJ) e o Instituto Tecnológico da Borracha (IteB).

Um projeto piloto de plantio de mudas já foi implantado no município de Silva Jardim, na região centro-oeste do estado. As primeiras árvores já estavam em fase de corte para a produção de látex.

Segundo a Firjan, a iniciativa também tem o objetivo de aumentar a produção nacional de látex, atualmente estimada em 100 milhões de toneladas. Atualmente o Brasil importa cerca de dois terços do látex consumido, e é responsável por apenas 1,3% da produção mundial. No início do século 19, o Brasil produzia tudo o que consumia.

De acordo com o IteB, as empresas interessadas deverão fazer um inventário de suas emissões de gases poluentes com as empresas especializadas ou, no caso de pequenas empresas, utilizar o serviço do instituto, que faz esse cálculo.

As empresas entrarão com parte do capital, que poderá ser utilizado para o plantio ou o cuidado das mudas, e o serviço de extração do látex, assim como os seus lucros, devem ficar na maior parte dos casos com os produtores de látex. O ganho das indústrias, segundo o instituto, é mais para o lado da responsabilidade ambiental.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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