Preocupações com as catástrofes “do ano”

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Preocupações com as catástrofes “do ano”

É tempo de furacões e Nova Orleans começa a se preocupar

Preparação para temporada de tempestades prevê retirada da população

Reuters

NOVA ORLEANS, EUA – O plano de segurança para a próxima tempestade da cidade de Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina em 2005, pode ser resumido em uma única expressão: deixem a cidade.

Com o início da temporada de furacões do Atlântico, autoridades de Nova Orleans afirmam que a cidade está melhor preparada do que estava antes do Katrina, mas não podem garantir a segurança dos cidadãos.

“Quando o prefeito diz aos moradores para deixarem a cidade, os cidadãos devem ouvi-lo e prestar atenção ao alerta do prefeito”, afirmou Jerry Sneed, diretor do escritório de emergência da cidade.

Jesse St. Amant, diretor do serviço de emergência na paróquia de Plaquemines, no sudeste de Nova Orleans, concorda. “Eu prefiro ouvir alguém dizer que ficou incomodado (com a retirada) do que resgatar um corpo”.

A temporada de furacões do ano passado não registrou nenhuma tempestade no Estado da Louisiana, o que garantiu o tempo necessário para que os trabalhos de reconstrução da cidade continuassem.

Mas neste ano, as previsões indicam uma temporada de furacões pesada, e a Costa do Golfo norte-americana deve ser atingida. A temporada começa a partir do dia 1º de junho.

Quando o furacão Katrina, uma tempestade de categoria 3, atingiu Nova Orleans, 80% da cidade foi inundada. Uma tempestade de categoria 3 tem ventos com velocidade máxima de 209 quilômetros por hora.

O Katrina matou ao menos 1.300 pessoas e causou danos estimados em US$ 81 bilhões, o maior valor já registrado nos Estados Unidos para estragos provocados por um desastre da natureza.

A estimativa mais recente indica que moram em Nova Orleans atualmente cerca de 255 mil pessoas. Antes do Katrina, a população era de 480 mil habitantes.

Estado de S. Paulo

 

Após o descaso do furacão Katrina que atingiu Nova Orleans em 2005 e causou o maior estrago ambiental já registrado nos EUA com danos estimados em US$ 81 bilhões e mais de 1300 mortos, isso serviu como uma lição e preocupação tanto para autoridades como para moradores.

É melhor prevenir do que remediar, como destaca Jesse St. Amant, diretor do serviço de emergência na paróquia de Plaquemines, no sudeste de Nova Orleans: “eu prefiro ouvir alguém dizer que ficou incomodado (com a retirada) do que resgatar um corpo”.

Esses furacões nessas áreas dos EUA são inevitáveis de ocorrerem próximo a metade de todos os anos, agora o que é inadmissível é qualquer descaso vindo das autoridades de um dos países mais rico e mais “poderoso” de todo mundo, como o descaso que vimos em 2005, que por mais que digam que os órgãos responsáveis alertaram os moradores, mas esta é uma área onde vivem pessoas de baixa renda como imigrantes, dos EUA, de forma que não bastava ter passado avisando, pois logicamente apenas os que teriam condições sairiam da cidade e a maioria desorientada de onde poderia ir, não se mudou, até mesmo porque a previsão não seria de um desastre tão intenso, mas de qualquer maneira era para as autoridades terem tomado outras atitudes além de avisar, como providenciar abrigo necessário para as pessoas se locomoverem e arcar com as futuras despesas para reconstrução.

Mas agora que isso já aconteceu, não adianta ficar lamentando o que devia ser feito, mas sim analisar esta “falta de atenção” e corrigir para que isto não ocorra mais, até mesmo evitando tantos desastres e desenvolvendo e reforçando infra-estrutura no local como barragens mais fortes para ser mais difícil de ser rompida e evitando assim novo alagamento de grande parte da cidade.

Este mesmo exemplo vale para as autoridades de todo mundo inclusive no Brasil, não com o exemplo do furacão, pois o Brasil não é uma área ainda afetada por este fenômeno, mas de outros desastres que já ocorreram ou ainda ocorrem como enchentes, secas, que devem ser devidamente corrigidos para evitar impactos desses fenômenos naturais com a população, que geralmente é a área mais pobre que vem sofrendo as ações destes fenômenos, como deslizamentos de terra em morros, encostas onde são construídas moradias clandestinas, em que após alguma chuva de maior intensidade corre sérios riscos de desmoronamento através do processo de erosão do solo, já que se torna uma terra muito flexível pela falta de planejamento em infra-estrutura.

Então o governo deve passar a investir em moradias para atender prioritariamente as populações que estão em áreas de risco perante a vulnerabilidade de desastres ambientais, já que se trata de uma questão tanto de segurança como social.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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