Preservação do bioma amazônico e pantanal

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Preservação do bioma amazônico e pantanal

Ibama autoriza contratação de brigadistas para combater incêndios na Amazônia

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) vai contratar mil brigadistas para atuar na prevenção e combate a incêndios em 32 municípios da Amazônia, onde vêm acontecendo queimadas nos últimos anos. O presidente do Instituto Brasileiro do  Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, já assinou a portaria autorizando as contratações. Serão recrutadas pessoas que residam nas áreas onde os trabalhos vão ser realizados.

Em cada município, serão empregados 31 brigadistas, sendo um gerente do fogo, seis chefes de brigadas e 24 brigadistas. As contratações vão ser feitas no próximo dia 18 de agosto nos municípios de Tailândia (PA), Porto Velho (RO) e Nova Ubiratã (MT) e a partir de 1º de setembro nos demais municípios.

No processo seletivo será feita análise de currículos e testes de aptidão física e de habilidades agrícolas. Os candidatos deverão apresentar  carteira de identidade, comprovação de CPF, PIS/Pasep, título de eleitor e atestado médico. Os aprovados farão curso de 40 horas/aula sobre uso de equipamentos e prática de primeiros socorros.

Os municípios que que vão contar  com o trabalho das brigadas são Macapá, Tartarugalzinho e Porto Grande, no Amapá; Apuí e Lábrea no Amazonas; Aripuanã, Brasnorte, Cotriguaçú, Nova Bandeirantes, Nova Ubiratã, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Querência, Tapurah e Vila Rica, no Mato Grosso; Altamira, Cumaru do Norte, Itaituba, Marabá, Mojú, Novo Progresso, Paragominas, São Félix do Xingú e Tailândia no Pará; Buritis, Machadinho d’Oeste, Nova Mamoré e Porto Velho em Rondônia; e em Roraima Boa Vista, Cantá, Bonfim e Mucajaí.

 

Ministros decidem proibir plantio de cana na Amazônia e no Pantanal

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Não será permitida plantação de cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal. As exceções serão as áreas de três usinas já instaladas nos estados do Acre, do Amazonas e do Pará, e uma com projeto aprovado no estado de Roraima, além das regiões do planalto pantaneiro onde já existem plantações há mais de 10 anos e em áreas degradadas.

A decisão foi tomada hoje (4) à noite, após mais de duas horas de reunião entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Minc considerou o resultado do encontro para tratar do zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar “bom para todo mundo”.

“Estamos preservando, com esse acordo, o bioma amazônico e pantanal, não quebrando a produção já existente e colocando restrições que vão fazer com que ela se adeque à defesa do bioma, e não o contrário”, afirmou, após o encontro, realizado no gabinete de Stephanes.

No planalto pantaneiro apenas será permitido o plantio direto, sem uso de máquinas ou agrotóxicos. Na planície, será proibido qualquer tipo de plantio de cana-de-açúcar. A intenção, segundo os ministros, é diminuir erosões e o assoreamento dos rios.

Segundo Minc, a fiscalização dessas áreas precisa ser feita em conjunto, “porque uma coisa é a filosofia do acordo e outra é o ‘cumpra-se’ do acordo”.

Stephanes disse que o texto do acordo será encaminhado ao Palácio do Planalto para que seja analisado e depois tomadas as medidas necessárias a sua execução, o que pode levar até um mês.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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