Preservação do meio ambiente é essencial para facilitar convívio com a seca

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Preservação do meio ambiente é essencial para facilitar convívio com a seca

Preservação do meio ambiente é essencial para facilitar convívio com a seca

Marco Antônio Soalheiro
Enviado Especial

Uma das áreas priorizadas no pacote de medidas anunciado pelo governo de Minas Gerais para o combate permanente à seca no norte do estado é o enfoque ambiental em projetos de desenvolvimento sustentável. A Secretaria de Meio Ambiente vai liberar ainda este ano R$ 10 milhões para ações de melhoria da quantidade e da qualidade da água nas áreas mais atingidas pela estiagem. Os recursos integram o Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do estado (Fhidro).

“Temos de chegar onde os projetos tradicionais de abastecimento de água não chegam”, afirmou o secretário estadual de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho. “O primeiro grande esforço é qualificar e ter informação para combatermos a seca. Ao mesmo tempo, criar sistemas de abastecimento de água especialmente para comunidades com menos de 200 habitantes, onde não há tecnologia da Copasa para tanto”, acrescentou o governador em exercício, Antonio Anastasia.

O pacote do governo prevê ainda a aplicação de R$ 4,8 milhões na construção de 2 mil cisternas de captação da água da chuva e em capacitação das comunidades em gestão de recursos hídricos. Estas ações serão desenvolvidas em parceria com a organização não-governamental (ONG) Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais e com a Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA).

Reinaldo Teixeira, prefeito de Capitão Enéias, uma dos municípios da região, reconhece a falta de uma cultura de preservação ambiental como responsável pela potencialização dos problemas decorrentes da estiagem.

“É importante fazer barragens, aumentar a lâmina d`água, mas isso não resolverá se continuarmos desmatando, sem preocupação com a preservação das nascentes”, ressalvou.

Segundo a titular da Secretaria Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), Elbe Brandão, a viabilidade de uma produção sustentável na região é inequívoca e depende de projetos adequados.

“Israel, que é muito mais seco, exporta alimento para o mundo. Tem a Califórnia e outros exemplos de pessoas no mundo que convivem com baixo índice pluviométrico e ainda assim há uma economia representativa para a sua sociedade”, argumentou.

Nos últimos dois anos, com estiagem em 15 meses de um total de 23, o norte de Minas contabilizou a perda de pelo menos 190 mil cabeças de gado e a retração de até 70% em lavouras. Diversos municípios decretaram situação de emergência.

 

Associação defende ampliação do cultivo de algodão como alternativa à seca

Marco Antônio Soalheiro
Enviado especial

A escassez de chuvas no norte de Minas Gerais, com média pluviométrica anual em torno de 700 milímetros,  prejudica as  pastagens, leva à perda de cabeças de gado e exige o desenvolvimento de projetos agrícolas com a menor dependência possível de água. Ciente deste cenário, a Associação de Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) defende a cultura do algodão sequeiro como a melhor opção de agricultura familiar na região. As condições climáticas permitiriam uma colheita mais rápida do que em outras localidades.

“Isto é possível porque a luminosidade aqui é intensa. Enquanto a região do cerrado em Minas Gerais gasta 250 ou mais dias para fechar o ciclo do algodão,  temos no norte de Minas um tempo de 100 a 110 dias com a mesma semente. Estamos utilizando tecnologia de sub-solagem, onde a raiz aprofunda mais na terra e resiste à falta de água. Encontramos a solução, mas precisamos que o governo nos ajude, porque tem muitos produtores inadimplentes, sem possibilidade de pegar novos empréstimos junto aos bancos”, argumentou, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Amams, José Barbosa Filho, prefeito de Catuti.

Barbosa ainda aponta como justificativa para sua tese o fato de a maior cidade da região,  Montes Claros, ser um pólo estadual da indústria têxtil. Uma das fábricas instaladas no município é a Coteminas, de propriedade do vice-presidente da República José Alencar.  O caroço do algodão também poderia  ser utilizado como matéria-prima para produção de óleo.

Segundo o prefeito de Catuti, com maior fomento financeiro, a produção local de algodão sequeiro poderia saltar de 30 a 40 arrobas por hectare para 200 arrobas por hectare. Bastariam chuvas de anuais de 300 a 400 milimetros para viabilizar a colheita.

Agência Brasil

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