Preservação do meio ambiente e expansão do etanol

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Preservação do meio ambiente e expansão do etanol

Lula quer parceria de prefeitos na preservação do meio ambiente

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (21) o envolvimento dos prefeitos na preservação ambiental ao discursar na cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a Lei da Mata Atlântica.

Lula disse que é preciso envolver os prefeitos para que eles sejam co-responsáveis no respeito à legislação em vigor. Para o presidente, é necessário “fazer da preservação ambiental uma atividade do prefeito e do poder local, ou a gente vai ficar correndo atrás”.

Ele disse que antes da próxima Marcha dos Prefeitos, evento anual em que os representantes dos municípios vêm a Brasília para entregar um documento com reivindicações ao presidente da República, irá encaminhar a eles a sua lista de reivindicações. No documento, estará presente a questão ambiental.

Segundo Lula, não se pode creditar apenas às estruturas do Estado a responsabilidade sobre a preservação ambiental. “A preservação ambiental não é uma obrigação do Ministério do Meio Ambiente, dos ambientalistas, tem que ser uma política nacional em que os 190 milhões de brasileiros estejam engajados” disse.

Ao lado dos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, o presidente disse que é preciso implantar “uma nova dinâmica” para a preservação do meio ambiente e destacou a importância da questão para o comércio brasileiro.

“Precisamos agir com mais rapidez e mais força agora porque a questão ambiental passa a se tornar uma vantagem comparativa para o Brasil que quer aumentar suas exportações.”

 

Lula quer ampliar parcerias para produzir etanol em outros países

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

O Brasil trabalha com a hipótese de ampliar as parcerias com países europeus para produzir etanol em um terceiro país, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após participar da cerimônia de encerramento da 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, hoje (21), em São Paulo

“Queremos levar a tecnologia de produção do etanol para países africanos como fazemos em Gana onde se produz etanol que é comprado pela Suécia.”

Lula disse estar feliz com a realização da conferência, porque o encontro permitiu a discussão e o esclarecimento sobre os biocombustíveis às 90 delegações presentes. Segundo ele, o governo pretende, a partir de agora, intensificar as discussões em âmbito internacional para diminuir as tarifas que incidem sobre o etanol, diferente do que acontece com o petróleo.

“É muito engraçado que o mundo assinou o Protocolo de Quioto e quer diminuir as emissões de gás do efeito estufa. Entretanto, não colocam nenhuma tarifa no preço do petróleo para as importações e no etanol colocam uma tarifa muito alta. A partir do seminário, penso que o mundo tomou conhecimento do que é o biocombustível, da qualidade, de como gera emprego e como despolui o planeta”.

Lula comentou ainda que conversou com a vice-primeira-ministra da Suécia, que também é ministra das Empresas e da Energia, Mud Olofsson sobre uma possível uma visita ao país, na qual ele gostaria de levar prefeitos das principais capitais brasileiras para que eles conheçam os ônibus movidos a etanol que circulam na Suécia.

Ele enfatizou que as recentes descobertas de petróleo não atrapalham a política de biocombustíveis. Lula reforçou que o governo não pretende exportar óleo cru e sim derivados, por isso o governo pensa em construir quatro refinarias para produzir gasolina especial e exportá-la para os países ricos. “O fato de o Brasil achar muito petróleo não atrapalha em nada, pelo contrário, é uma riqueza a mais para o país.”

Agência Brasil

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  1. Antídio S.P. Teixeira
    Antídio S.P. Teixeiranov 23, 2008

    “Lula criticou o mundo por não taxar o petróleo; e sim os biocombustíveis”. Raciocínio lógico. A utilização dos combustíveis fósseis como fonte de calor foi a responsável pela eclosão da chamada Revolução Industrial que permitiu a evolução científica e tecnológica que, hoje, propicia a uma parte da humanidade condições de vida superiores às suas necessidades naturais, enquanto que a maioria é tolhida da satisfação de suas necessidade vitais; e o meio ambiente planetário com todas as formas de vida foi degradado pela saturação de carbono na atmosfera.
    Os combustíveis fósseis, hulha, petróleo e gás natural, foram produzidos por milhões de florestas que viveram sobre um mesmo espaço em sucessivos períodos. Parte de seus resíduos, não foram degradados (apodrecidos) pela oxigenação uma vez que foram soterrados e, com o tempo, carbonizados. O oxigênio lançado por elas na atmosfera, substituiu o carbono componente da biomassa que foi sepultada, deixando a atmosfera leve que permitiu a formação dos seres animados. Portanto, a Terra não dispõe mais de espaço para regenerar por via vegetal os poluentes lançados pela combustão dos mesmos.Por outro lado, ao queimarmos combustíveis fósseis, estamos utilizando aquelas reservas primitivas de oxigênio acumuladas em milhões de anos e que posibilitaram as nossas vidas, parte delas transformadas em ozônio, que já teve grande parte da camada consumida para alimentar o progresso. Durante a cultura dos vegetais que serão tranformados em biocombustíveis, estes lançam na atmosfera o oxigênio que será consumido na sua combustão futura; e deixa espaço livre do solo para formação de nova cultura. Por isso, são renováveis. Estes não são interessantes ao sistema econômico porque seu custo de produção por calorias a serem consumidas, é muito mais elevado porque ocupa mais mão-de-obra e distribui entre os participantes da produção, aqulas rendas extravagantes que são distribuídas aos detentores do poder. Portanto, cobrar taxas sobre os combustíveis fósseis para investir nos biocombustíveis e na recuperação do meio ambiente, é o que a razão indica.

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