Pressão total para EUA aderirem a metas de redução

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Pressão total para EUA aderirem a metas de redução

28 de maio de 2007 – 11:53

Ártico perde 15% do gelo a cada década, aponta especialista

Segundo estudos de Michel Béland, em 40 anos a região poderá perder toda sua superfície gelada

Efe

BARCELONA – O meteorologista canadense Michel Béland, um dos maiores especialistas em clima polar, advertiu que a cada década o Ártico perde 15% de sua superfície gelada, fenômeno que está ocorrendo no dobro da velocidade que os cientistas previam.

“Caso continue esta tendência, diria que o Ártico não terá gelo nos próximos 30 ou 40 anos, e não no final do século, como defendem alguns cientistas, já que as observações indicam nesta direção”, disse Béland.

O especialista, que acumula mais de 25 anos de experiência no estudo do clima polar, mantém uma postura de “pessimismo” em relação ao aquecimento global do planeta, fenômeno que, na sua opinião, “acelerará nos próximos anos”.

Também adverte que estas mudanças levarão ao desaparecimento de todo o gelo do Ártico no verão, o que afetará não apenas esta zona, mas “toda a população mundial”.

Béland afirmou que alguns cientistas acreditam que este degelo em massa poderia aumentar o nível do mar entre um e seis metros, o que deixará milhões de deslocados.

O especialista está em Barcelona para participar do ciclo de conferências organizado pela Fundação Caixa Catalunya por ocasião do Ano Polar Internacional.

Béland afirmou que os pólos são as zonas do planeta onde, devido a suas características atmosféricas e climáticas, os efeitos da mudança climática são mais intensos. Por isso, o que acontecer nesse lugar pode servir de aviso em relação ao que pode ocorrer no resto do planeta. “São como sentinelas, como reservatórios do que acontece nas regiões temperadas”, disse Béland.

“O risco é que esta mudança de clima ocorra tão depressa que não dê tempo às espécies de se adaptar. Os ursos polares, por exemplo, precisam de gelo para caçar focas, mas agora este gelo está tão longe do litoral que têm que nadar distâncias muito longas para chegar a ele, e muitos se afogam”, denunciou. Segundo ele, houve uma redução de 20% da população de ursos polares.

O especialista, que preside a Comissão de Ciências da Atmosfera da Organização Meteorológica Mundial, disse também que as mudanças nas regiões polares têm grande incidência no clima do resto do planeta, assim como na circulação dos oceanos.

“Se os pólos se aquecerem demais, esta circulação pode ser interrompida, o que teria grandes impactos no clima europeu. Se a corrente do Golfo fosse interrompida, o clima da Europa seria completamente diferente do que é agora.”

Estado de S. Paulo

Esta é a realidade pessimista que já foi discutida em artigos anteriores destacando que a previsão científica em relação aos problemas ambientais que não estão de acordo com as mudanças notáveis e confirmadas com base em pesquisas observáveis comprovando que as catástrofes ambientais estão ocorrendo em uma proporção maior do que a esperada. Isso porque a taxa da emissão de poluição vem sendo cada vez mais alta e não segue uma média fixa que aumenta, por exemplo, X vezes a cada ano e sim em uma perspectiva de que se na década passada os níveis de degradação aumentaram X vezes pra esta década irão aumentar 2X vezes, 3X vezes, ou até mais, de acordo com as diferentes análises nos segmentos relacionados à poluição com as catástrofes ambientais devido à ação do homem.

É de se entender que com o aumento da temperatura provoque o derretimento das calotas polares e com isso o aumento do nível dos oceanos e inundações de diversas áreas, só que isso vêm ocorrendo em proporções maiores do que as esperadas. Outra informação importante é em relação ao aumento de espécies correndo riscos de extinção, como os ursos polares que certamente não se adaptam a essas transformações de clima e tem de migrar para outras áreas e muitos acabam não conseguindo. Em um próximo artigo iremos explicar os graves problemas relacionados com a extinção ou diminuição da população de alguma espécie.

Com pesquisas como essas é que demonstram a importância de ações extremamente urgentes e em grandes proporções para recuperar o que já foi destruído em termos ambientais e frear o que vem degradando o meio ambiente.

Segunda, 28 de maio de 2007

WWF pede que G8 impulsione economia energética

EFE

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, em inglês) pediu hoje que o Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) promova a eficiência energética para combater o aquecimento global.

A organização ambientalista fez esse pedido em um relatório publicado hoje, no qual analisa as políticas de economia energética dos países do G8 – Estados Unidos, Japão, Itália, França, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Rússia -, assim como do Brasil, México, Índia, China e África do Sul, as principais economias emergentes.

Esses últimos países foram convidados a participar da cúpula de líderes do G8 que acontecerá na próxima semana, na Alemanha, durante a qual o problema da mudança climática será um dos temas centrais.

O relatório sobre eficiência energética do WWF indica que a economia energética pode reduzir a emissão de gases do efeito estufa e contribuir para reduzir os efeitos das mudanças climáticas no planeta.

“Não há uma fórmula mágica para conter a perigosa mudança climática, mas a eficiência energética é a maior e mais acessível solução capaz de atenuar a crise atual”, disse o diretor do Programa Mundial contra a Mudança Climática do WWF, Hans Verolme, através de um comunicado.

O estudo afirma que a eficiência energética é técnica e economicamente viável e favorece o desenvolvimento econômico sustentável, ao criar novas oportunidades de negócio e postos de trabalho.

Verolme disse que “muitas das políticas e medidas para a eficiência energética do G8 são ineficazes” e, por isso, o relatório formula algumas recomendações para melhorá-las, especialmente nos setores da construção, do transporte e da energia.

O WWF sugere aumentar a economia energética em 20% em 2020, em comparação a 2005, mas afirma que, em alguns países, o aumento da eficiência energética poderia chegar a 50% no transporte e a 45% na construção e no setor elétrico.

As recomendações incluem também o estabelecimento de critérios e comprovantes de eficiência energética, além do uso de instrumentos fiscais como subvenções, créditos fiscais e impostos energéticos sobre as emissões de dióxido de carbono.

Além disso, o WWF pede que o G8 apóie tecnologicamente os países em desenvolvimento, e colabore com eles no desenvolvimento conjunto de critérios de eficiência energética.

Portal Terra

Terça, 29 de maio de 2007

Greenpeace exige ação do G8 contra aquecimento

AFP

Ativistas do Greenpeace tomaram o pico do Monte Ararat, na Turquia, para exigirem uma ação do G8 sobre as mudanças climáticas. O lugar escolhido é onde se considera que a Arca de Noé ficou depois do dilúvio. Os ativistas escalaram os 5.137 m da montanha, o pico mais alto da Turquia, e hastearam uma bandeira onde se lê: “G8: Este é o ponto do retorno. Salvem o clima agora”.

Andree Bohling, organizador das campanhas sobre clima e energia da organização disse que o grupo dos oito países mais industrializados deve se submeter a reduções significativas de emissões de gases estufa durante o encontro de cúpula, a ser realizado entre 6 e 8 de junho. “Nós queremos ver objetivos específicos e ambiciosos. Nada mais é sem sentido”, afirmou Bohling.

“Bush, Blair, Merkel e os outros líderes do G8 devem acordar. Nós não teremos outra chance. Ou eles agem, e agem radicalmente agora, ou pode ser muito tarde para a nossa geração ou para a geração dos nossos filhos”, acrescentou.

A manifestação desta terça-feira ocorre quatro dias depois do Greenpeace ter publicado um documento onde afirmava que os Estados Unidos criaram sérias objeções à declaração sobre aquecimento global que deveria ser assinada no encontro do G8.

De acordo com este documento, os Estados Unidos rejeitaram a idéia de estabelecer objetivos claros e também não farão um chamado às nações do G8 para que elas aumentem em 20% sua eficiência energética até 2020.

Os ativistas do Greepeace já tinham revelado no começo deste mês que estavam construindo uma réplica da Arca de Noé no Monte Ararat. A intenção é chamar a atenção para o aquecimento global e os perigos – enchentes, seca e desastres naturais – que o fenômeno impõe ao mundo.

O navio, construído em uma das faces da montanha, será mostrado ao público em uma cerimônia no dia 31 de maio. O Livro do Gênese, no Velho Testamento, diz que Deus decidiu levar um dilúvio à Terra depois de ver o quão corrupta ela tinha se tornado. O Criador pediu a Noé que construísse uma arca e pusesse nela dois animais de cada espécie. Depois que as águas da tempestade secaram, a arca teria ficado em uma montanha onde hoje se localiza o leste da Turquia. Muitas pessoas acreditam que o Monte Ararat é o lugar onde a Arca repousa.

Portal Terra

Órgãos como o WWF e o Greenpeace são destaques ao pressionar a reunião dos G8 que ocorrerá na próxima semana (6 a 8 de Junho). O WWF afirma que a discussão deve impulsionar a eficiência energética, que trará como benefícios redução nas emissões de gases poluentes, geração de empregos, e trata-se de uma solução viável para aplicação com objetivo de diminuir o aquecimento global.

Já os ativistas do Greenpeace foram mais radicais e tem total apoio deste projeto sobre esta atitude, pois são exatamente idéias semelhantes aqui tratadas, vejam a frase destaque do protesto do Greenpeace: “G8: Este é o ponto do retorno. Salvem o clima agora”. Esta é a mensagem que colocaram onde acredita-se ter ficado a Arca de Noé, destacando que tudo pode voltar a época quando ocorreu o dilúvio, e para evitar isso é necessário realizar alterações radicais para controlar o clima.

Outro trecho que deve ser destacado é o objetivo claro que os líderes do G8 devem ter em mente: “Bush, Blair, Merkel e os outros líderes do G8 devem acordar. Nós não teremos outra chance. Ou eles agem, e agem radicalmente agora, ou pode ser muito tarde para a nossa geração ou para a geração dos nossos filhos”. Não há dúvida. Leitores deste projeto já devem ter lido semelhantes mensagens como esta diversas vezes pelo projeto AmaNatureza, e este é o alerta necessário que deve ser aplicado na reunião dos países mais industrializados e que mais poluem.

Essa pressão é necessária, pois de acordo com documentos publicados pela Greenpeace, os Estados Unidos rejeitaram a idéia de estabelecer objetivos claros e também não farão um chamado às nações do G8 para que elas aumentem em 20% sua eficiência energética até 2020. Logo, o país que mais polui, continuará inerte em propostas de metas de redução, e isso não deve continuar, pois tende a afetar todo mundo.

Leia a notícia abaixo sobre as resistências americanas em relação às metas de redução:

29 de maio de 2007 – 17:22

EUA repudiam proposta européia de redução de emissões de CO2

O presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca diz que os Estados Unidos não são contra o estabelecimento de metas, mas que preferem focar em setores específicos

Associated Press

BERLIM – Os Estados Unidos rejeitam as metas globais de redução das emissões de dióxido de carbono, disse o conselheiro para questões ambientais do presidente George W. Bush.

O presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, James Connaughton, disse que os Estados Unidos não são contra o estabelecimento de metas, mas que preferem focar em setores específicos, como carvão mais limpo ou menor dependência de gasolina. “Os EUA têm um conjunto diferente de metas”, declarou.

A Alemanha, que detém as presidências do Grupo dos Oito e da União Européia, está propondo o chamado alvo de dois graus, pelo qual a temperatura global não poderia subir mais do que 2º C sobre os níveis pré-industriais. Especialistas afirmam que atingir essa meta requer uma redução de 50% nas emissões de carbono até 2050, sobre o nível base de 1990.

Connaughton, que participa de um giro europeu com membros do Congresso americano, disse que os Estados Unidos preferem “fixar metas no contexto das circunstâncias nacionais”.

Em Hamburgo, países europeus, incluindo potências emergentes como China e Índia, concordaram em apoiar um apelo europeu pela elaboração de um novo tratado de combate à mudança climática até 2009.

Estado de S. Paulo

[…] os Estados Unidos não são contra o estabelecimento de metas, mas que preferem focar em setores específicos, como carvão mais limpo ou menor dependência de gasolina. “Os EUA têm um conjunto diferente de metas”

Seria um conjunto diferente de metas, ou dispersões para desviar o foco das metas de redução e continuar como país altamente poluidor, sem favorecer ao meio ambiente?

Carvão mais limpo ou menor dependência de gasolina, se eles fizessem isso já estaria parcialmente com um grau pequeno de colaboração com as propostas de redução ao aquecimento global, mas em que proporções podem-se esperar que seja diminuída a dependência da gasolina no país que mais utiliza petróleo, tendo um dos trânsitos com maior tráfico? Certamente em níveis bem pequenos, já que as idéias lógicas como investimento em transporte público, viabilizar utilização de energias alternativas que poluam menos o meio ambiente, são adotadas em escalas vagarosas nos EUA, por isso, aceitar metas de redução é como uma fiscalização mais rígida com o comprometimento necessário para poluir menos.

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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