Príncipe Charles se reúne com governadores da Amazônia para tratar de desmatamento

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Príncipe Charles se reúne com governadores da Amazônia para tratar de desmatamento

Príncipe Charles diz que mundo tem 100 meses para evitar catástrofe ambiental

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

O príncipe Charles, da Inglaterra, disse quinta-feira (12) que o mundo tem um prazo máximo de 100 meses, pouco mais de oito anos, para mudar a lógica econômica e começar a agir contra o aquecimento global. Charles discursou no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, para empresários, autoridades políticas e convidados da comunidade britânica no Brasil.

“Estamos em um momento decisivo na história mundial. As melhores projeções nos dizem que temos menos de 100 meses para mudar nosso comportamento ante o risco de uma mudança climática catastrófica”, alertou.

Segundo ele, é preciso encontrar meio de, simultaneamente, procurar benefícios econômicos e proteger a natureza, o que está ligado diretamente à segurança da própria atividade econômica: “Este será o desafio central do século 21”.

Ele enfatizou a responsabilidade do Brasil, como quinto país mais populoso do mundo, de ajudar a solucionar a questão climática mundial. Como sugestão, propôs a criação de um título comercializado por países detentores de florestas tropicais, em troca da garantia de sua preservação.

Charles disse que o mundo está em uma corrida na qual todos participam, a fim de restaurar a harmonia das forças da natureza, prejudicadas pelas mudanças climáticas.

“Qualquer dificuldade que o mundo encare hoje não vai ser nada, comparada com os efeitos que o aquecimento global vai ter na economia mundial. Vai resultar na movimentação de pessoas escapando de enchentes ou secas, produção incerta de alimentos e falta de água e crescimento de instabilidade social e conflitos. Vai afetar o bem-estar de cada homem, mulher e criança no nosso planeta”, afirmou.

Na parte da tarde, Charles e sua mulher, a duquesa Camilla, visitam um projeto social no Complexo da Maré. Depois, seguem para o Jardim Botânico, onde se encontram com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e membros da comunidade britânica no Brasil.

 

Príncipe Charles receberá carta dos povos indígenas da Amazônia em visita a Manaus

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

O príncipe de Gales, Charles Philip Arthur George, e a mulher dele, a duquesa Camilla Parker Bowles, desembarcam ontem (13) em Manaus por volta das 12h30 (horário de Brasília).

Eles irão cumprir uma agenda que inclui reunião com governadores de estados da Amazônia, visita a instituições não-governamentais locais e encontros com representantes de povos da floresta. Toda agenda está pautada em discussões ambientais.

De acordo com a Embaixada Britânica, o interesse do herdeiro do trono inglês sobre Amazônia, proteção ao meio ambiente e questões relacionadas às mudanças climáticas é antigo. Por isso, enquanto estiver no Brasil, ele quer tratar desses temas, que estão entre algumas das prioridades internacionais do governo do Reino Unido.

No período da tarde, o príncipe irá receber da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) uma carta, elaborada especialmente para a visita dele. Segundo a direção da Coiab, o objetivo do documento é mostrar ao príncipe que é necessário reconhecer os povos indígenas como os verdadeiros guardiões da floresta, já que tradicionalmente viveram nessas áreas sem degradá-las.

À noite, o príncipe Charles e Camila Parker vão assistir a um espetáculo de música erudita no centenário Teatro Amazonas, em Manaus. O espetáculo é um evento exclusivo para convidados e dedicado ao príncipe. A Orquestra Filarmônica e o Coral do Amazonas vão fazer a apresentação musical.

 

Príncipe Charles promete apoio a populações tradicionais da Amazônia

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

O dirigente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Jecinaldo Sateré, disse (13) que o príncipe Charles, da Inglaterra, prometeu apoio às populações tradicionais dessa região. Durante visita a Manaus, o herdeiro do trono inglês se reuniu com um grupo de representantes de povos da floresta e de populações indígenas do Amazonas, Acre e Amapá.

“Ele prometeu à Aliança dos Povos da Floresta que irá trabalhar alternativas e será um aliado dos povos tradicionais da Amazônia no combate às questões que afetam o bem-estar da região, sobretudo no que se refere ao tema das mudanças climáticas”, acrescentou Jecinaldo.

Segundo ele, durante a reunião foram abordadas questões relacionadas aos problemas da Amazônia, à preocupação dos povos tradicionais da região com o desequilíbrio ambiental e às lutas indígenas para reconhecimento de direitos e de terras, travadas em áreas como a da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Uma carta pedindo apoio da monarquia britânica à criação de um Fundo de Proteção e Conservação dos Territórios Indígenas foi entregue ao príncipe. De acordo com Jecinaldo, o príncipe se comprometeu a buscar alternativas para atendimento das reivindicações e disse que a partir de agora fará parte da Aliança dos Povos da Floresta.

“O desmatamento é um dos principais problemas e, por isso, estamos buscando a criação de um fundo para que possamos garantir a proteção das unidades de conservação, das terras indígenas e, principalmente, garantir a sustentabilidade dos povos indígenas. O príncipe disse que vai analisar e vai apoiar o fundo”, acrescentou o líder indígena.

Charles reuniu-se com os representantes dos povos tradicionais da Amazônia em uma reserva florestal pertencente ao Instituto de Permacultura da Amazônia (IPA), local em que se desenvolve um projeto não-governamental para ensino de técnicas de agricultura permanente. O príncipe fez também uma caminhada de cerca de 400 metros pela área florestal para conhecer o trabalho feito no local.

O fundador do IPA, Carlos Miller, disse que espera ter contribuído com informações sobre as tecnologias que funcionam na Amazônia. O projeto do IPA existe há dez anos e a já capacitou quase 5 mil alunos.

“Esperamos que as informações que o príncipe recebeu no IPA sirvam para ajudá-lo na tomada de decisões de forma mais estratégica. Ter recebido a visita de uma pessoa como o príncipe, que será o rei da Inglaterra e exercerá um papel cada vez mais importante no planeta na sustentabilidade ambiental, é absolutamente fundamental. Trata-se da construção de um processo coletivo entre populações da Amazônia e do Reino Unido, que é um país estratégico”, concluiu Miller.

 

Príncipe Charles se reúne com governadores da Amazônia para tratar de desmatamento

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

Para tratar de alternativas que contribuam para a redução do desmatamento e na busca de soluções em favor do meio ambiente depois de 2012, quando terminam as ações propostas pelo Protocolo de Quioto, o príncipe Charles, da Inglaterra, se reuniu ontem (13), em Manaus, com os governadores do Amazonas, de Roraima, Mato Grosso e do Tocantins e com secretários de meio ambiente da região.

A reunião foi realizada no Palácio Rio Negro e, segundo o governador do Amazonas, Eduardo Braga, foi um encontro informal, mas que possibilitou ao herdeiro do trono britânico assumir o compromisso de trabalhar em defesa da preservação da Floresta Amazônica e da promoção do desenvolvimento sustentável da região. “Foi um encontro extremamente informal, consolidando-se efetivamente numa troca de experiências e informações, como queria o próprio príncipe e isso foi muito bom”, disse.

Braga informou que o príncipe Charles assumiu claramente o compromisso de tentar articular, a partir da próxima reunião do G20 em abril, na capital inglesa, uma ação política entre os líderes para apoiar a Região Amazônica.

O príncipe sugeriu ainda o estabelecimento de um fundo de compensações pelos serviços prestados pela floresta, seja de governo a governo, a exemplo do que já existe entre o Brasil e a Noruega, ou da iniciativa privada como o governo, informou a assessoria de comunicação do governo do Amazonas.

“O príncipe assumiu o compromisso claro de buscar o compromisso dos países do G20 para instituírem um fundo governamental de apoio às florestas preservadas e estimular empresas privadas a estabelecerem fundos de reconhecimentos de serviços ambientais que a floresta preservada presta”, disse.

Durante a reunião, o príncipe Charles foi agraciado com o diploma Amigo da Floresta e do Clima, concedido pelo governo do Amazonas e pela organização não-governamental ambientalista Conservação Internacional.

Depois, da reunião com os líderes dos estados amazônicos, Charles seguiu para a zona leste de Manaus, para conhecer o trabalho de duas instituições não-governamentais, a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela) e o Instituto de Permacultra da Amazônia (IPA).

Na Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela) – que há dez anos ensina jovens carentes a fabricar instrumentos musicais com madeira certificada por projetos ambientais – o casal real britânico conheceu detalhes sobre os trabalhos realizados pelos jovens e assistiram a uma apresentação musical dos alunos do projeto. “Esses meninos têm muito talento”, comentou o príncipe Charles.

Na saída da escola de Lutheria, o príncipe quebrou o protocolo e cumprimentou crianças e garis que estavam do lado de fora da instituição.

Hoje (14), o príncipe de Gales estará em Santarém (PA), onde cumpre agenda, incluindo encontro com comunidades locais. A duquesa Camila continuará em Manaus para conhecer o Instituto Nacional da Pesquisas da Amazônia (Inpa) e realizar um passeio de barco pelo Rio Negro.

Agência Brasil

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