Professora diz que educação ambiental precisa ser transversal e cobra mais capacitação

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Professora diz que educação ambiental precisa ser transversal e cobra mais capacitação

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Incluir atividades relacionadas à educação ambiental nas escolas não é “nada complicado”, na opinião da professora baiana Angélica Moura.

No entanto, afirma a professora, é preciso cobrar do governo mais capacitação dos profissionais que trabalham em sala de aula.

Angélica Moura veio de Salvador (BA) para acompanhar 26 alunos com idade entre 11 e 14 anos que participam da 3ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em Luziânia.

Ela considera sem fundamento a educação que não contextualiza o espaço em que vivem os estudantes. “Não pode haver separação”, disse Angélica, defendendo a inclusão da educação ambiental no currículo escolar de forma transversal – presente em todas as disciplinas. “Não achamos pertinente ter um professor só para isso.”

A professora admitiu que muitos colegas ainda se mostram “confusos” quanto à melhor forma de promover aulas sobre meio ambiente. “Eles acham que é um trabalho à parte”, disse ela, ressaltando que crianças e adolescentes sentem falta de iniciativas que promovam a conscientização e o debate sobre o tema.

“O estudante sai mais fortalecido. Estamos preparando um exército”, afirmou Angélica, depois de admirar a multidão de meninos e meninas presentes a um debate. A professora defendeu que a escola seja exemplo de educação ambiental, “para que o discurso aconteça na prática”.

Já o professor José Eli da Veiga destacou que as conseqüências negativas geradas pelo que chamou de “busca pelo conforto” chegaram a tal ponto que é preciso parar e refletir sobre o meio ambiente. “É absolutamente estratégico que o Brasil viva esse processo com as crianças.”

Veiga ressaltou que grande parte das regulamentações que existem atualmente devem ser vistas como “avanços tremendos”. No encontro, disse aos estudantes que, ainda que se consigam grandes vitórias na preservação ambiental, a maioria dos estragos já está feita. “E as conquistas podem ainda ser anuladas, se não reduzirmos o aquecimento global”, advertiu.

Agência Brasil

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