

Proibição da pesca de determinadas espécies e agricultura familiar
segunda-feira, 01 de outubro de 2007
Categoria(s): Biodiversidade, NotÃÂcias, Preservação
|-> Publicado por: MaurÃÂcio Machado
Agência Brasil
Começa hoje (1º) em seis estados brasileiros o perÃodo de defesa do camarão sete barbas e dos caranguejos guaiamum, uca, do mangue e catanhão. Durante o perÃodo, os pescadores ficam proibidos de trabalhar em razão da reprodução das espécies, e recebem parcelas do seguro-desemprego no valor de um salário-mÃnimo.
A pesca do camarão sete barbas está proibida no EspÃrito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul até o dia 31 de dezembro, enquanto o defeso do caranguejo guaiamum vai até 31 de março do próximo ano no EspÃrito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. O defeso do caranguejo-uca, do mangue e catanhão se dará nos estados do EspÃrito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, e Santa Catarina, até 30 de novembro.
O seguro-desemprego pode ser requerido 30 dias antes do inÃcio do defeso e deve ser solicitado até o fim da proibição. O trabalhador deve se dirigir à s Delegacias Regional do Trabalho, ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou à s entidades credenciadas pelo Ministério do Trabalho e preencher o formulário de requerimento do seguro-desemprego do pescador artesanal.
Para ter acesso ao seguro-desemprego, o pescador deve comprovar que está inscrito na Secretária Especial de Aqüicultura e Pesca há pelo menos um ano, apresentar o atestado da colônia de pescadores artesanais confirmando o exercÃcio da atividade, carteira de identidade ou de trabalho, comprovante de pagamento das contribuições previdenciárias e do número de inscrição como Segurado Especial.
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Cerca de 10 mil produtos da agricultura familiar estarão à venda na 4ª Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, entre os dias 4 e 7 deste mês, em BrasÃlia. A feira vai reunir 480 expositores de todas as regiões do paÃs, entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, aqüicultores, extrativistas, de quilombos e indÃgenas.
O espaço da feira será de 51 mil metros quadrados, o dobro da edição passada. A programação está disponÃvel no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, a expectativa é de que a venda de produtos chegue ao total R$ 6 milhões. Para as rodadas de negócios entre produtores, atacadistas, donos de supermercados e de restaurantes, por exemplo, a estimativa é de mais R$ 15 milhões. Nas três feiras anteriores, a venda direta totalizou R$ 22 milhões e as rodadas de negócios, R$ 10 milhões.
De acordo com Cassel, para realizar a feira neste ano foi pensado o conceito de sustentabilidade ecológica. A emissão de gás carbono antes e durante a feira será compensada com a plantação de 7,3 mil mudas de árvores no Cerrado. Essas árvores serão as responsáveis pelo chamado seqüestro de carbono.
Em todos os veÃculos destinados ao transporte terrestre dos expositores e mercadorias da feira será usado biocombustÃvel. Além disso, os arranjos decorativos da feira foram confeccionados com tecido reciclado, com 50% da composição a partir de garrafas Pet. O material descartável usado no evento, como sacolas e crachás dos expositores, será reciclado por uma cooperativa de trabalhadores do Distrito Federal.
“Essa é uma pauta atual [desenvolvimento sustentável], que corresponde a uma preocupação nosso de gerar alimentos de melhor qualidade e de uma agricultura equilibrada do ponto de vista ecológico”, disse Cassel.
