Quadro alarmante das mudanças climáticas e degradação ambiental

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Quadro alarmante das mudanças climáticas e degradação ambiental

Neste ano, 2007, 117 milhões de pessoas em todo o mundo sofreram com catástrofes naturais, como secas intensas na China e África, excessivas inundações na Ásia e África, totalizando um prejuízo de 15 bilhões de dólares.

Hoje, durante a World Water Week (Semana Mundial da Água), uma conferência mundial destinada a abordar questões sobre a água, incluindo soluções para sua escassez, a ONU apresentou esses números referentes ao impacto sofrido pelo planeta decorrente das mudanças climáticas. O encontro que ocorre na Suécia, em Estocolmo, reuniu representantes de 140 países e organizações internacionais.

A falta de água doce também um dado preocupante discutido na conferência, assim como alertou a subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva do programa Habitat da ONU, Anna Tibaijuka que acrescentou ainda a informação de que os desastres mais intensos originados das mudanças climáticas ocorrerão principalmente nos países em desenvolvimento, sendo que muitos deles já sofrem com mudanças nos períodos de chuvas que passaram a ser irregulares.

Para Anna Tibaijuka, a questão de consciência para se economizar água para o futuro, é agora real, e este “futuro” que antes se distanciava de nossos pensamentos, agora já está cada vez mais próximo.

Com a crescente e acelerada degradação do meio ambiente, incluindo poluição de recursos hídricos, já são apresentados índices alarmantes de escassez de água, sendo estimado que 20% da população de todo o mundo em 30 países já sofra com a falta de água. E é previsto para que em 2025, segundo a Unesco, 1,8 bilhão de pessoas estejam sofrendo com a escassez de água em níveis alarmantes e no mesmo período, dois terços da população mundial pode ser afetada por este problema.

Outra questão que gera preocupação é o crescimento demográfico, sobrecarregando regiões urbanas, que não suportarão a excessiva demanda por recursos naturais, infra-estrutura, gerando assim graves problemas sociais, podendo até desencadear maiores conflitos em busca da sobrevivência, que pode ser mais bem entendido em nosso artigo “Aquecimento global influenciará guerras num futuro próximo“.

Com este outro fator sendo adicionado na projeção para 2025, podemos analisar então que pela primeira vez a população global que se estabelece em centros urbanos irá ultrapassar os 50%, intensificando a demanda de água e outros quesitos.

E devemos lembrar ainda que tudo é um processo, não podemos pensar que até 2024 tudo estará perfeito e “apenas” em 2025 que ocorrerá todo caos. No decorrer dos anos, a situação irá se transformando até atingir as péssimas condições abordadas, e muitas vezes as previsões ainda são surpreendidas com fatos ainda piores.

Soluções

Mas podemos reverter tudo isso e surpreender esta previsão com fatos que melhorem este quadro, no momento alarmante. Atualmente, quase a metade da água destinada ao abastecimento de cidades é perdida devido à péssima qualidade na manutenção de redes de abastecimento. Por isso, além de tomarmos atitudes voluntárias de não desperdiçar água, devemos ainda cobrar de autoridades locais investimentos na distribuição e tratamento de água, para evitar desperdício em vazamentos.

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Aumentar preço de água não é solução

Além de tudo… Não basta escrever, temos que agir!

A ONU que tem como uma de suas metas reduzir pela metade a quantidade de pessoas sem acesso a água potável e rede de esgoto até 2015, vêm encontrando sérios problemas em concretizar este objetivo, já que de acordo com o prazo há apenas 8 anos para cumprir a ação planejada, mas um bilhão de pessoas ainda sofrem pela falta de água potável e 2,4 bilhões não tem acesso a sistemas de saneamento básico.

Essa proporção alarmante tende a ser ainda pior caso toda esperança seja depositada em ações da ONU. Para mudar essa situação é necessária a cooperação de governos de todo planeta, com investimentos para mudar esse quadro no país que administram e ainda para os que já resolveram este problema, como grande parte dos países desenvolvidos, ajudar países mais pobres a minimizarem essa situação.

Representantes brasileiros, liderados pelo especialista Benedito Braga da Agência Nacional de Água (ANA), irão apresentar na conferência um projeto de administração dos recursos da Bacia do Amazonas. E outros 70 seminários e workshops serão promovidos até o final da semana na World Water Week, em busca de soluções para minimizar o risco da escassez global do precioso recurso natural.

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Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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