Quando iremos perceber grandes mudanças em prol ao meio ambiente?

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Quando iremos perceber grandes mudanças em prol ao meio ambiente?

07 de junho de 2007 – 20:17

Lula ataca compromisso do G-8 para conter efeito estufa

´Ricos têm de assumir responsabilidade para despoluir o planeta´, diz o presidente

Jamil Chade e Denise Chrispim Marin

BERLIM – Os líderes do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) concordaram nesta quinta-feira, 7, em “considerar seriamente” a adoção de metas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Na prática, porém, deixaram para o futuro a implementação de medidas para combater o aquecimento global, o que foi criticado por ambientalistas e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda em Berlim, Lula partiu para o ataque em uma conferência de imprensa, após reuniões com líderes de outros países emergentes. Ele criticou o acordo fechado entre as nações ricas em Heiligendamm e garantiu que o Brasil não aceitará a pressão do G-8 para que os emergentes estabeleçam metas de redução de emissão de gás carbônico (CO2), posição similar à da China.

Para Lula, os países ricos “precisam assumir a responsabilidade de ajudar a despoluir o planeta que eles poluíram”.

As propostas do presidente americano, George W. Bush, segundo Lula, são “voluntaristas” e “inaceitáveis”. Lula também alertou que o prazo de 2050 marcado para a redução de emissão de CO2 significa que “ninguém fará nada até 2049”.

“Cinqüenta anos é muito tempo e vai permitir que os que poluem continuem poluindo e não façam nada”, atacou. “Vai passar tanta água debaixo da ponte e tantas revoluções tecnológicas que acho que a decisão estará superada”, afirmou.

Outra crítica de Lula é contra a proposta de Bush de insistir em que o tema das emissões seja tratado fora do Protocolo de Kyoto. “Não é um avanço tentar abolir o multilateralismo e fazer um clube de amigos que se reúnem de vez em quando e cada um cumpre se quiser ou não (os compromissos). Isso não dá para aceitar”.

Críticas

Assessores do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, revelaram ao Estado que Lula, em seu encontro com o coreano nesta quinta-feira, deixou claro que apoiará o envolvimento da ONU no tema. “Nossa tese é que temos de cumprir Kyoto e fazer valer cada palavra assinada”. O presidente ainda ironizou Bush, alegando que o americano talvez tenha se dado conta da importância dos temas climáticos depois de assistir ao documentário de Al Gore, Uma Verdade Inconveniente. O filme trata dos perigos das mudanças climáticas e critica a política de Bush. Gore perdeu as eleições para o atual presidente americano em uma disputa polêmica.

Lula fez questão de atacar qualquer plano de estabelecer responsabilidades para os países emergentes na redução de emissões de CO2, uma tese tanto dos europeus como dos americanos. A posição é a mesma adotada pelo governo da China, acusada de já ser a maior poluidora do mundo. Segundo estudos da Comissão Européia, se os países emergentes não se comprometerem a reduzir emissões, não há como evitar o aquecimento global.

“Todos sabemos que os países ricos são responsáveis por 60% das emissões de gás e, portanto, precisam assumir responsabilidades. Os países em desenvolvimento têm o direito de crescer como os ricos cresceram e ter a mesma qualidade de vida que eles conquistaram”, defendeu.

“Não aceitamos a idéia de que os emergentes é que têm de fazer sacrifícios. Inclusive porque a pobreza já é um sacrifício.”

Lula ainda acredita que a solução passa pelos biocombustíveis e, portanto, levará o tema na sexta-feira, 8, ao G-8.

Estado de S. Paulo

Todos os países, independente de quanto poluem ou já poluíram devem aplicar soluções para redução na emissão de gases poluentes que intensificam o efeito estufa e reduzir também outras fontes de degradação ao meio ambiente como falta de rede de esgoto, poluindo água e ausência de coleta seletiva de lixo, contaminando o solo. Não há dúvida que os países mais ricos como os EUA são os maiores poluidores da atmosfera terrestre, por isso devem tomar atitudes radicais imediatas para mudar esse quadro, e ajudar países pobres que não tem condições de investir em soluções para diminuir seus índices de poluição. E novamente deve ser reforçado que todos os países devem aplicar mudanças que beneficiem o meio ambiente, mesmo que necessite de investimentos de outros países mais ricos.

Lula também alertou que o prazo de 2050 marcado para a redução de emissão de CO2 significa que “ninguém fará nada até 2049”. Para que isso não ocorra, é que devem ser definidas metas a curto e médio prazo que tendem a fiscalizar o cumprimento dessas metas. E não deve ser algo opcional, voluntário, cada um contribui como pode ao clima, deve ser uma ação obrigatória, por ser uma necessidade para salvar o planeta de grandes catástrofes. E principalmente os países que mais poluem devem aplicar imediatamente ações que visam reduzir excessivamente toda a degradação ao meio ambiente.

Um ponto que podemos considerar negativo citado pelo presidente Lula: “Todos sabemos que os países ricos são responsáveis por 60% das emissões de gás e, portanto, precisam assumir responsabilidades. Os países em desenvolvimento têm o direito de crescer como os ricos cresceram e ter a mesma qualidade de vida que eles conquistaram. Não aceitamos a idéia de que os emergentes é que têm de fazer sacrifícios. Inclusive porque a pobreza já é um sacrifício.”

Mesmo os países ricos sendo responsáveis pela maior parte da emissão de gases, os demais países também devem adotar medidas que reduzam o efeito estufa, já que também apresentam uma parte considerável de responsabilidade do aquecimento global. E não deve ser levada em consideração a idéia de que países emergentes têm de fazer sacrifícios para os países ricos continuarem poluindo. Temos que entender que o planeta Terra está “por um fio” de vida, ou seja, chegou ao seu limite extremo de agüentar toda poluição humana e todos os países devem aplicar soluções para reverter esta situação.

A pobreza é um grande sacrifício de muitos países, mas isso não é culpa do planeta, do meio ambiente, e não deve ser uma desculpa para não aplicar solução para reduzir o aquecimento global, já que pobreza é o resultado de um conjunto de uma administração incorreta, muito ruim, associado com fatores como péssima distribuição de renda, desvio de verbas e ainda cobrança alta de impostos e retorno mínimo de benefícios. Além do mais, investir em soluções para salvar o planeta de grandes catástrofes ambientais pode representar o primeiro passo para começar a mudança desse quadro social, como investir em infra-estrutura em cidades (tratamento de água, coleta seletiva e reciclagem de lixo).

São investimentos como os citados que tendem a melhorar tanto a situação ambiental como a situação socioeconômica de toda uma nação. Não é fácil, mas é necessário ter um início. Talvez isso só comece quando as autoridades se sentirem pressionadas pela maioria da população, para fazer isso, cadastre-se neste projeto, para com isso estar exigindo assim como muitas outras pessoas que mudanças sejam realizadas.

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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