Reforço da fiscalização para evitar queimadas e desmatamento

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Reforço da fiscalização para evitar queimadas e desmatamento

Rio de Janeiro lança plano para combater incêndios florestais no estado

Da Agência Brasil

Uma parceria entre o governo federal, municípios, Corpo de Bombeiros e Forças Armadas vai permitir o reforço da fiscalização para evitar queimadas e desmatamento em parques e reservas ecológicas do Rio de Janeiro. Com a medida, também será possível impedir o sugimento de favelas em áreas de mata.

As ações fazem parte do primeiro plano para combater incêndios e queimadas em parques, lançado hoje (6) pela Secretaria Estadual do Ambiente. Em dez anos, o estado perdeu 13 mil hectares de florestas com incêndios, o correspondente a três vezes o tamanho da Floresta da Tijuca.

O Rio de Janeiro concentra oito parques estaduais e três reservas ecológicas que, segundo a secretaria, serão monitorados 24 horas.

De acordo com o órgão, serão gastos cerca de R$ 15 milhões com a compra de equipamentos tecnológicos, entre eles um avião de combate a incêndios, para o Corpo de Bombeiros, e um helicóptero, para a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais.

De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o objetivo é realizar um plano preventivo de ação conjunta para impedir o desmatamento.

“Nós estamos lançando o primeiro plano preventivo que cria uma série de mecanismos de defesa e impede queimadas, sobretudo, na estiagem. Esse mecanismo de defesa vai contar com os guarda-parques, bombeiros que vão atuar dentro dos parques”, afirmou Minc.

A iniciativa, segundo o secretário, vai integrar órgãos municipais e estaduais em defesa do meio ambiente, o Corpo de Bombeiros, a Marinha e a Aeronáutica.

“Vamos, pela primeira vez, trabalhar integrados. Antes [o trabalho] era feito muito na base do improviso. Conseguimos recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano e essa integração vai impedir que esses incêndios consumam um esforço enorme de reflorestamento e preservem o que restou da Mata Atlântica”, ressaltou.

De acordo com a secretaria, outra medida que será implantada ainda neste semestre é o Disque-Denúncia Verde, um número de telefone com ligação gratuita para que a população possa denunciar crimes contra o meio ambiente.

 

Ambientalistas entregam a Chinaglia carta contra projetos prejudiciais a florestas

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Representantes de entidades ambientais e de movimentos sociais entregaram hoje (6) ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), uma carta aberta, com 300 assinaturas, manifestando preocupação com projetos em tramitação no Congresso Nacional que podem trazer impactos negativos para as florestas brasileiras, principalmente a amazônica.

De acordo com o consultor de políticas públicas da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, João Alfredo, o projeto de lei (PL) que os ambientalistas consideram mais prejudicial é o 6.424/05, que reduz a área de vegetação de mata nativa da amazônia. “Esse projeto reduz a área de reserva legal, que é de 80%, para 50%, permite que a compensação ambiental seja feita fora da bacia hidrográfica e fora do próprio estado e anistia os desmatadores”, explicou.

Tal projeto tramita em conjunto com o PL 1.207/07, que reduz o limite da reserva legal na região da Amazônia. O PL 6.424 permite que sejam plantadas na área de reserva legal não apenas espécies nativas na região, mas outras espécies de outras regiões.

Outra matéria em tramitação no Congresso que os ambientalistas consideram prejudicial é a Medida Provisória 422/08, que permite que áreas de até 1.500 hectares sejam legalizadas sem passar por um processo de licitação.

João Alfredo disse que há outros projetos em tramitação no Senado que também podem causar danos às florestas. Por isso, os ambientalistas também entregaram a carta aberta ao presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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