

Relatório é criado para acompanhar metas de desenvolvimento
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Categoria(s): Notícias
|-> Publicado por: Maurício Machado
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou quem diz que as contratações de pessoal feitas pelo governo servem para inchar a máquina administrativa pública. Lula fez a declaração durante lançamento do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 2007, no Palácio do Planalto.
Lula citou ainda que para cumprir uma das metas, a de preservação ambiental, é necessário contratar técnicos, fiscais para evitarem o desmatamento. “A gente jamais poderia cumprir as Metas do Milênio no que diz respeito à questão ambiental senão tivéssemos coragem contra as críticas de que cada funcionário que a gente contrata, a gente está inchando a máquina”, disse.
“Na verdade, é preciso contratar, ter técnicos, ter fiscais embrenhados pelo mato afora para evitar as queimadas, senão não se evita. É preciso ter gente de bom senso para denunciar”, completou. Durante a cerimônia, o presidente, em tom de brincadeira, sugeriu que o uso de biocombustível deveria ser uma das Metas do Milênio. “Deveria estar nas Metas do Milênio: todo mundo vai colocar 20% de etanol ou de biodiesel no tanque até 2015 ou 2020″, brincou.
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Dados do 3º Relatório de Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), divulgado hoje (29) pela Presidência da República mostram que o Brasil avançou em relação ao ODM de garantir a sustentabilidade ambiental, no cumprimento de metas que tratam de questões como desmatamento, aquecimento global e acesso a saneamento básico e moradia.
O desmatamento da Amazônia caiu depois de sete anos, a taxa de perda anual de floresta caiu de 29 mil quilômetros quadrados em 1994 para 13 em 2006. Entretanto, o relatório aponta nos últimos 20 anos, o desflorestamento foi de 300 mil quilômetros quadrados - uma área maior que os estados do Rio Grande do Sul e Sergipe juntos.
Em contrapartida, segundo o relatório, o governo brasileiro aumentou o número de Unidades de Conservação, que entre 2002 e 2006 passou de 265 para 288 e já correspondem a 13% do território nacional.
Em relação ao consumo de clorofluorcarbonetos (CFCs) - gases que prejudicam a camada de ozônio - o Brasil reduziu em 90% o consumo dessas substâncias em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.
Dados sobre saneamento básico apontam avanço de 7,5% no número de domicílios urbanos com acesso à rede de águas e inclusão de 3,5 milhões de famílias à rede de esgoto sanitário. Com a intensa urbanização nos últimos 60 anos, as condições de moradia dos brasileiros melhoraram, mas as desigualdades permaneceram. Enquanto a proporção de domicílios urbanos adequados é de 73,9% no Sudeste, não chega a 30% no Norte e o país ainda registra um déficit habitacional de 7,9 milhões, principalmente entre as famílias de baixa renda.
Os Objetivos do Milênio foram criados em 2000 durante a Cúpula do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU), em que 189 nações assumiram o compromisso de cumprir oito metas até 2015. São elas: erradicar a extrema pobreza e a fome, educação básica de qualidade para todos, promover a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer parcerias para o desenvolvimento.
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