Representantes de 28 países em nova reunião sobre o clima

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Representantes de 28 países em nova reunião sobre o clima

Em uma reunião realizada nesta terça-feira, dia 12 de junho na Suécia com objetivo de tratar questões ambientais, em que participaram representantes de 28 países, incluindo o Brasil e outros grandes emissores de gases poluentes como EUA, China e Índia, tendo como objetivo, de acordo com comunicado do Ministério do Meio Ambiente sueco, de desenvolver um acordo de metas para redução do efeito estufa até 2009 que substitua o atual Protocolo de Kyoto que sua data de expiração é para 2012.

Esta reunião representa uma ação preparatória para a conferência de Bali que ocorrerá em dezembro devendo estabelecer um calendário e um compromisso com medidas concretas para um futuro acordo sobre mudanças climáticas e não apenas definir de forma abrangente um limite conforme o considerado na reunião dos G8 (reduzir 50% da emissão de gases poluentes até 2050).

Importantes progressos foram feitos nos preparativos para Bali, estabelecendo uma plataforma de negociações que contenha elementos para um futuro acordo, pois houve um amplo consenso de que a conferência de Bali deverá estabelecer um plano com um calendário e passos concretos com vistas a um acordo em 2009.

Destacamos itens discutidos na reunião como objetivos mais ambiciosos na redução de emissão de gases poluentes, desmatamento, desenvolvimento de novas tecnologias e adoção de medidas de correção para todos os países. E ministros ainda ressaltaram que o desmatamento deveria ser objeto de “atenção urgente” e países industrializados deveriam entrar em consenso em relação a “compromissos quantitativos”.

Reunião de líderes brasileirosAgora sejamos sinceros, estas reuniões sobre o clima já estão parecendo promessas políticas, em que muito se fala de forma cada vez mais bela, mas pouco é feito. “Definir metas mais ambiciosas”, o que será que estão pensando? Em reduzir ainda mais que 50% a emissão de gases poluentes e em um prazo menor que 2050? Que tal reduzir 75% das emissões desses gases até 2030? Parece excelente, mas é inviável esta grande alteração, já que é difícil atingir até a meta inicial que foi estabelecida na reunião dos G8, mas esta sim é possível e necessária.

Mas ficar apenas “renovando” discussões sobre o clima, não vai mudar o quadro ambiental, para isso é necessário agir, começar a definir e aplicar amplamente e de forma rigorosa as propostas para resolver problemas ambientais, entre eles o aquecimento global. Mais importante do que insistir nos mesmos tópicos como reduzir emissão de gases, controlar o desmatamento, investir em novas tecnologias, é preciso agora definir como atingir estes itens, que por sinal também já foram bem debatidos, inclusive neste projeto em artigos anteriores (Mudar radicalmente, este é o lema do século XXI, Os impactos das mudanças climáticas referentes ao IPCC), além de muitos outros profissionais, tudo com base em pesquisas comprovadas para alcançar os objetivos propostos.

O que precisa agora é da impulsão para adicionar estas informações em um projeto oficial com um conjunto de metas para solucionar as questões ambientais e a aplicação dessas metas. Inclusive até aplicadas já foram, no tão divulgado protocolo de Kyoto que fez muito sucesso, já que há grande parte de pessoas que o conhecem, pena que o sucesso deste documento termina em apenas ser conhecido, já que ainda não foi atingido nem parcialmente os objetivos propostos em suas metas.

Chaminé expelindo gás (CO2) que contribui para aquecimento globalVemos neste momento, intensas discussões para propor um novo acordo, fase denominada pós-Kyoto. Mas como podemos ter um novo conjunto de metas ainda mais ambiciosas se não foram cumpridas nem as mais básicas? Isso se deve ao fato de ser atitudes necessárias já que a poluição ao planeta se intensificou, agora precisa de mais esforço para recuperar tudo isso. Mas e quando serão cumpridas? Ou apenas será renovado para “mandar a mídia dizer ao público”: não se preocupem, agora já foram definidas metas para controlar a poluição no planeta e todos os problemas ambientais se acabarão. E quando vemos que pouco é cumprido, então se reúnem, planejam e propõe novas metas para outra vez diminuir a preocupação da população, até que um dia não será mais necessário propor metas pois a degradação ambiental será um problema irreversível e então bastará a mídia ocultar mais algumas informações (Informações delicadas ocultadas pela mídia) para não espalhar o pânico e esperar a população de seres vivos no planeta, incluindo a espécie humana estar cada vez mais próxima da extinção com a ocorrência de catástrofes naturais ocasionadas pela ambição humana.

Para garantir a impulsão necessária a qual nos referimos para as tão discutidas soluções para os problemas ambientais serem aplicadas de forma concreta, rigorosa e completa, não há dúvida que resta pressionar líderes nacionais e mundiais, até vermos notícias do tipo, “tais” tecnologias acabam de serem aplicadas em tantos países ou municípios que garantirão a redução em grande escala de problemas ambientais. E não notícias sobre mais reuniões para enrolar a aplicação de propostas.

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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