Resultados sobre o acordo dos G8

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Resultados sobre o acordo dos G8

Vamos iniciar com uma contradição, expondo a idéia de quem achou um sucesso e de quem achou uma decepção a reunião dos G8.

Quinta, 7 de junho de 2007, 11h59 Atualizada às 12h43

Blair e Sarkozy: acordo sobre clima é grande passo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, consideram o acordo feito hoje na cúpula do G8 sobre mudança climática “um grande passo” para enfrentar o problema, mesmo sem metas de cumprimento obrigatório.

Os líderes do G8 chegaram a um acordo para lançar um processo global que inclua todos os países do mundo, dentro do guarda-chuva da ONU, e que seja “seriamente” estudado o objetivo de reduzir em 50% as emissões de gases do efeito estufa até 2050.

“É um passo enorme”, afirmou Blair, em declarações a um grupo de jornalistas em um intervalo da cúpula de Heiligendamm, na Alemanha, e após um encontro bilateral com o presidente francês.

Sarkozy destacou que “esta é a primeira vez em que há um acordo com números” no G8. Se o resultado “for levado em conta seriamente, chegamos longe”.

EFE

Quinta, 7 de junho de 2007, 12h25 Atualizada às 12h44

Acordo do G8 sobre clima frustra ambientalistas

O Greenpeace expressou hoje sua “profunda decepção” com o acordo sobre mudança climática feito na cidade alemã de Heiligendamm pelos líderes do Grupo dos Oito (G8).

“É um acordo ridículo, é menos que pouco”, afirmou o especialista em clima do Greenpeace Jörg Feddern, depois do anúncio de que os líderes do G8 decidiram promover um acordo, sob o guarda-chuva da ONU, que vise a cortar pela metade as emissões de gases do efeito estufa até 2050.

O responsável para a Alemanha da organização ambientalista NABU, Leif Miller, também ficou frustrado com o anúncio. O acordo, disse, “é insuficiente” e “não se ajusta em absoluto às reivindicações da comunidade internacional”.

Feddern e Miller consideram que o que o G8 ofereceu hoje ao mundo, mais do que um acordo, foi uma declaração política vazia e sem nenhuma meta de cumprimento obrigatório.

A chanceler alemã e anfitriã da cúpula de Heiligendamm, Angela Merkel, anunciou hoje que, durante o almoço, os líderes do G8 – grupo formado por Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, Canadá, Itália, Japão, França e Alemanha – deram um “importante passo adiante na luta contra a mudança climática”.

EFE

Líderes do G8 reunidos - (foto AFP)Devemos concordar que não houve grandes avanços em benefícios ao clima, mas foi uma reunião inicial. Temos de lembrar que o protocolo de Kyoto ainda está na ativa e só será expirado em 2012. Esses acordos que estão propondo são acordos pós-Kyoto. Sem dúvida os países que ainda não estão participando do protocolo de Kyoto para redução na emissão de gases poluentes deveriam ser incluídos e passar a aumentar o rigor para que as metas básicas, mínimas estabelecidas neste protocolo sejam realmente cumpridas até 2012, para assim, podermos dar mais um passo adiante e aplicar soluções para as metas bem mais ambiciosas.

De momento esta reunião dos G8 já definiu o “título” base que devemos ter em mente: “Reduzir 50% das emissões de gases poluentes até 2050”. Agora é necessário estabelecer mais compromissos com cada país, inclusive os mais ricos e mais poluidores para que reduzam suas emissões e ainda contribuam com países subdesenvolvidos que não tem condições para financiar suas próprias reduções.

Apesar de essas discussões estarem caminhando a lentos passos, já é um sinal evidente de preocupação com as catástrofes naturais devido ao excesso de poluição. Infelizmente com a poluição estando em velocidade altamente acelerada, tornará uma necessidade a aplicação de atitudes concretas também mais rápidas, para evitar grandes problemas.

Sexta, 8 de junho de 2007, 02h50 Atualizada às 07h18

Reuniões com emergentes e africanos encerram G8

A cúpula de chefes de Estado e Governo dos sete países mais industrializados do mundo e Rússia (G8) no balneário alemão de Heiligendamm termina hoje com reuniões com os líderes das cinco principais nações emergentes e um grupo de nações da África.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os líderes da China, Índia, México e África do Sul conversam hoje com os membros do G8 para constituir o Processo de Heiligendamm. Juntos, eles deverão institucionalizar as reuniões do G8 e G5.

Ontem, os presidentes e primeiros-ministros da Alemanha, Canadá, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Rússia e Estados Unidos chegaram a um acordo inicial para a luta contra a mudança climática.

O texto sobre o clima inclui “explicitamente” o objetivo de reduzir em 50% as emissões de gases até o ano 2050. O processo deverá ser conduzido sob o comando da ONU.

A ajuda à África e a luta contra a aids serão os temas principais do encontro dos líderes do G8 com os do Egito, Argélia, Nigéria, Senegal, África do Sul, Etiópia e Gana. Também estarão presentes o presidente da União Africana e o secretário-geral das Nações Unidas.

EFE

Hoje será o último dia da reunião dos G8, em que pouca coisa até agora foi mudada em relação ao aquecimento global. É necessário pressionar esses líderes mundiais para atingirem a meta de reduzir em 50% as emissões de gases que intensificam o efeito estufa até 2050 e ainda durante todo esse tempo, devem ser definidas “submetas” para análise a curto e médio prazo se atingirão o objetivo de 2050, pois se deixar para avaliar este resultado apenas no meio do século e chegar a conclusão que pouco foi feito poderão não ser mais possível reverter qualquer situação.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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