Segurança alimentar não compromete preservação da floresta, afirma ministra

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Segurança alimentar não compromete preservação da floresta, afirma ministra

Segurança alimentar não compromete preservação da floresta, afirma ministra

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou hoje (28) que a necessidade de produção de alimentos não compete com a preservação da biodiversidade do planeta e que, no caso do Brasil, não é necessário avançar sobre as florestas para garantir a segurança alimentar e expandir a oferta de grãos e carne.

“Temos mais de 166 mil quilômetros quadrados na Amazônia que estão abandonados ou semi-abandonados e podem produzir grãos e carne desde que utilizando tecnologias que já estão disponíveis, sem que se precise avançar sobre a floresta”, argumentou durante entrevista coletiva por ocasião da visita do ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel.

A União Européia, segundo Gabriel, está preparando para este ano uma nova legislação para regulamentar critérios de produção sustentável para os países exportadores de biocombustíveis. “Serão exigidos certos critérios de sustentabilidade dos produtos. Os países que atenderem esses critérios, continuarão com os mercados [europeus] abertos”, anunciou.

Após reunião fechada com a equipe da ministra Marina Silva, Gabriel afirmou que recebeu do governo brasileiro a informação de “que os biocombustíveis não estão pressionando a fronteira agrícola sobre a floresta nem a competição entre a produção de alimentos e biocombustíveis”.

Ele negou que a recente redução do percentual de etanol ao combustível vendido nos postos alemães tenha sido uma “maneira de barrar o etanol brasileiro”, e sim um ajuste à realidade da frota que circula na Alemanha, que, segundo ele, não comporta altos índices de mistura de combustíveis.

“Mas a Europa mantém a meta de até 2020 chegar progressivamente ao percentual de 10% de mistura de combustíveis alternativos aos combustíveis fósseis”, afirmou. Em maio, a chanceler alemã, Angela Merkel assinará um acordo energético entre os dois países, durante visita ao Brasil.

Até sexta-feira, o ministro alemão irá visitar uma floresta nacional no Pará e uma usina de produção de etanol em São Paulo. O objetivo da visita, de acordo com a delegação, é fortalecer parcerias entre os dois países para preservação dos recursos naturais. De acordo com Marina Silva, a Alemanha é um dos maiores doadores de recursos para o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil – PPG7.

 

Zoneamento econômico na Amazônia precisa de mais agilidade, afirma secretário

Da Agência Brasil

O Estado brasileiro precisa criar estímulos para que o zoneamento ecológico econômico dos estados da Amazônia aconteça de forma mais rápida. Essa é a avaliação do secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira.

O zoneamento ecológico econômico é o planejamento de quais atividades (agricultura, preservação, habitação) serão desenvolvidas em cada área do território, de modo que a ocupação do espaço aconteça de forma ordenada.

“O Acre já fez [zoneamento territorial], o Amazonas está fazendo, o Pará está começando, há um processo em curso, precisamos agir com rapidez maior, é preciso induzir esse processo por meio de estímulos”, enfatizou o secretário em entrevista à Agência Brasil, após a primeira reunião do seminário que discute a Gestão Ambiental Integrada na Amazônia.

De acordo com Hamilton Pereira, o zoneamento ambiental é fundamental para um crescimento econômico não-predatório. “Ele que poderá conferir equilíbrio e disciplinará intervenção dos fatores econômicos”, explicou Pereira.

O secretário destacou ainda a importância do planejamento nas políticas públicas para a preservação da Amazônia. “Não se resolve o problema do desmatamento exclusivamente com medidas repressivas. É preciso, para fazer cumprir a lei, que o Estado gere alternativas, como uma política de recuperação de pastagens em áreas degradadas.”

A sociedade civil organizada também tem um papel importante em relação às políticas públicas para a Amazônia, na opinião de Hamilton Pereira, que acredita que as organizações civis devem agir de modo a auxiliar e fiscalizar o Estado na aplicação das medidas.

“A sociedade brasileira pode, a partir dos seus movimentos sociais, dos seus sindicatos, das suas cooperativas, das suas associações, interferir, para corrigir, ou evitar os problemas”, disse o secretário falando a respeito de possíveis problemas ambientais que podem ser gerados com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apontados durante o seminário.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.