Situação energética no Brasil

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Situação energética no Brasil

Alagoas ganha Atlas Eólico para orientar investimentos em energia alternativa

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

As empresas interessadas em produzir energia por meio dos ventos, em Alagoas, ganharam um novo instrumento para orientar seus investimentos. É o Atlas Eólico de Alagoas, lançado hoje (9) em Maceió. Ele foi o primeiro a ser realizado no país usando prospecções in loco dos ventos.

O atlas foi elaborado por meio de  convênio entre a Eletrobrás, o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O diretor de Tecnologia  da Eletrobrás, Ubirajara Rocha Meira, informou à Agência Brasil que pelo menos outros dois estados nordestinos – Pernambuco e Rio Grande do Norte – já demonstraram interesse em firmar convênios semelhantes para mapeamento dos ventos.

Meira informou que o Atlas Eólico de Alagoas mostra todas as tendências dos parâmetros que envolvem a área de ventos no estado. “Vamos disponibilizar esse mapa para o governo do estado para ele fazer uso necessário na área de energia. Todo e qualquer empreendimento no setor eólico  passa por um estudo de  ventos na área de prospecção do comportamento meteorológico na região”.

O diretor explicou que o trabalho se difere dos demais já realizados no país  porque, no caso de Alagoas, “temos uma prospecção real, in loco”.  Ele disse que outros estudos efetuados no Brasil e que subsidiaram as plantas  eólicas até então instaladas no país adotaram outra metodologia.

De acordo com ele, os demais estudos obtinham esses indicativos por meio de programas de computador ou simulações, além  de tratamentos estatísticos. A diretoria de Tecnologia da estatal  buscou comprovar  na prática  dados  que foram obtidos  mediante simulações. “Então, esse Atlas é o primeiro que a Eletrobrás patrocina em termos de prospecção real”.

Meira revelou que em todo o mundo existem indicativos obtidos através desses programas computacionais que, uma vez demonstrada  a possibilidade de boa alternativa em termos eólicos, derivam em medições pontuais que são feitas posteriormente. “Essas medições enriquecem  o banco de dados para que qualquer empresa que vá investir na área eólica se sinta confortável e segura em termos de investimento  na implementação de  seu parque eólico”.

As estruturas montadas no estado, que serviram para medir os ventos de forma real ao longo  de um período pré-estabelecido, poderão servir para aplicação nos demais estados  nordestinos, bem como em outros locais onde  se queira fazer uma expansão desse levantamento.

 

Brasil vai desligar termelétricas e importar menos gás da Bolívia

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

O Brasil importará menos gás da Bolívia em 2009, devido ao desligamento de praticamente todas as usinas termelétricas nacionais.

Utilizadas com o objetivo de prevenir o racionamento de energia decorrente da queda do nível de água das usinas hidrelétricas, as termelétricas, abastecidas pelo combustível boliviano, serão desativadas durante o período de chuvas, voltando a funcionar provavelmente em abril.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, apenas as usinas Angra 1 e 2, e Norte Fluminense 1 e 2 continuarão funcionando. A informação foi dada hoje (9) pelo próprio ministro, horas antes da reunião prevista para a discussão do tema com ministros do governo boliviano.

Lobão explicou que as recentes chuvas deixaram os reservatórios das hidrelétricas devidamente abastecidos e com condições de produzir energia a baixo custo, tomando dispensável o funcionamento das termelétricas.

“Essas usinas funcionavam em caráter preventivo. Para o consumidor representam benefícios porque garantem uma energia mais limpa e barata, além de proporcionar a segurança de que nem agora e nem no futuro faltará energia, evitando o risco de apagões”, disse o ministro. As usinas Norte Fluminense não serão desligadas por se tratarem de contratos especiais de baixo custo.

O contrato com a Bolívia, segundo o ministro, prevê um fornecimento diário de 31 milhões de metros cúbicos de gás. “O tratado não foi assinado diretamente com governo brasileiro, mas com a Petrobrás. Ele permite que o Brasil pague apenas pelo que for consumido, desde que o mínimo importado seja de 19 milhões de metros cúbicos por dia”, disse o ministro.

A diminuição da importação de gás boliviano resultará em uma redução de US$ 600 milhões nos valores pagos pela Petrobrás ao país andino em 2009. O Brasil, segundo Lobão, não tem a intenção de prejudicar a Bolívia, “mas também não tem interesse de pagar por algo que não necessita”.

Ainda no primeiro trimestre deste ano, representantes dos dois países devem se reunir para discutir a revisão contratual de preço do produto. Hoje, o Brasil paga US$ 8 por milhão de BTV  – unidade técnica adotada para medir a capacidade energética e definir o preço do gás.

Lobão disse não acreditar na possibilidade de o preço do gás boliviano subir, uma vez que o combustível está atrelado ao preço do petróleo, atualmente em baixa.

O ministro explicou que a decisão de paralisar as usinas termelétricas,  tomada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), não tem nenhuma relação com a crise financeira internacional. “Não houve queda da demanda em relação à atividade econômica”, garantiu o ministro.

Criado em 2004, o CMSE acompanha e avalia permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletro-energético em todo o território nacional.

Agência Brasil

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