Tecnologia aliada ao meio ambiente

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Tecnologia aliada ao meio ambiente

Governo estuda isenção de impostos para compra de geladeiras novas

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente negocia com a área econômica do governo uma proposta de isenção de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para facilitar a troca de geladeiras velhas por novas, que não utilizam gás clorofluorcarbono (conhecido como CFC), destruidor da camada de ozônio.

“Quando se fala em imposto, o nosso camarada Mantega [Guido Mantega, ministro da Fazenda] tem que ser muito bem convencido, seu coração tem que ser amanteigado, com muita ecologia”, brincou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

De acordo com ele, além do Ministério da Fazenda, a negociação envolve as pastas de Minas e Energia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O assunto ainda está sendo discutido com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o setor privado, que também deve se beneficiar com a medida.

“A isenção do IPI, por exemplo, beneficia o fabricante e isso é transmitido ao longo da cadeia produtiva e chega ao consumidor”, destacou o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góes.

O ministro Carlos Minc comentou a negociação hoje (18), durante anúncio de acordo com o governo da Alemanha, que dará 5 milhões de euros para a compra de equipamentos de desmonte de geladeiras, com tecnologia de neutralização de CFC.

No Brasil, ainda existem 11 milhões de geladeiras com mais de dez anos de fabricação, que ainda utilizam o gás. A meta, segundo Carlos Minc, é retirar de circulação 1 milhão de unidades por ano, a partir de 2011.

 

Brasil pode economizar o equivalente a uma hidrelétrica com troca de geladeiras, diz Minc

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

A substituição de cerca de 11 milhões de geladeiras brasileiras com mais de dez anos de fabricação, que ainda utilizam gases CFC (clorofluorcarbono) deve economizar cerca de 1.000 megawatts de energia e evitar emissões equivalentes a mais de 30 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.

O cálculo foi apresentado hoje (18) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante anúncio de acordo com o governo da Alemanha para doação de equipamentos de desmonte de geladeiras antigas. O CFC é responsável pela destruição da camada de ozônio. Nas geladeiras produzidas há mais de dez anos, é utilizado para refrigeração e isolamento térmico.

Segundo Minc, além do ganho ambiental, a troca de geladeiras também tem vantagens em relação ao consumo de energia elétrica. Uma geladeira nova gasta até 23,9 quilowatt-hora/mês, enquanto uma com mais de dez anos de funcionamento gasta, em média, mais de 55 quilowatt-hora/mês.

“Por causa da economia, dá para dizer que temos uma hidrelétrica que vai sair das geladeiras. São 1.000 megawatts que não vamos mais precisar”, comparou.

O equipamento financiado pela Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ), que deve entrar em funcionamento até o segundo semestre de 2009, vai permitir o desmonte das geladeiras, com retirada e neutralização de mais de 90% do CFC, evitando que o gás atinja a atmosfera.

A meta é retirar de circulação 1 milhão de geladeiras antigas por ano a partir de 2011. Em 2007, 36 mil foram trocadas, por meio de programas patrocinados por empresas estaduais de energia, com apoio financeiro do governo federal. “Não vai ser um pulinho [alcançar a meta], vai ser preciso um esforço brutal”, afirmou Minc, que está negociando uma proposta de isenção fiscal para facilitar a compra de geladeiras novas.

A doação do governo alemão deverá ser repassada a uma empresa, escolhida por edital. De acordo com o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góes, as regras para escolha serão divulgadas até novembro. “Não vamos criar uma ‘Reciclobrás’, o equipamento vai ficar com a empresa que vencer o edital”, acrescentou.

Segundo Minc, a iniciativa deve criar um “mercado da despoluição” e estimular empresários a investir em desmonte de geladeiras e reciclagem de outros tipos de lixo eletrônico, que representam grandes passivos ambientais. “Estamos criando o mercado da despoluição. Vamos precisar de mais duas empresas para atender a demanda, os empresários poderão investir para despoluir em vez de poluir.”

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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